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quarta-feira, 21 de outubro de 2015

SICÁRIO POR ALÊ SHCOLNIK


A CIA está preparando uma audaciosa operação para deter o grande líder de um cartel de drogas mexicano. Kate Macy é uma policial do FBI,que decide participar da ação, mas logo descobre que terá de testar todos os seus limites morais e éticos nesta missão.

O diretor Denis Villeneuve retrata de maneira complexa e profundamente inquietante um aspecto da realidade que vivemos, Sicário é um longa exaustivo que fica cabeça do espectador mesmo após a sessão, causando um impacto difícil de ignorar ou de esquecer. “Sicário” é praticamente a oportunidade de instalar o caos. ( você sabe qual é a definição de Sicário no México? Matador de aluguel). 

A temática do filme tem uma trama brilhante que mistura “Dia de treinamento” e “Seven – os sete pecados capitais”, a estética dele e a fotografia de Roger Deakins (“Um Sonho de Liberdade”, “Fargo”, “Skyfall”) segue a mesma estrutura de  “Guerra ao Terror”.   

“Sicário” possui um elenco muito bom com grandes atuações. A montagem e trilha se complementam perfeitamente!

Bom filme!



quarta-feira, 4 de junho de 2014


Somente uma palavra pode definir essa refilmagem do filme coreano de 2003, violência. Nesse longa dirigido por Spike Lee a refilmagem mantem a essência violenta, mas em outro nível. Um desfile apoteótico de diversos tipos de violência aqui é demonstrada em toda sua plenitude.  Assassinatos, lutas, mutilação, tortura física, tortura psicológica, vingança, requintes de crueldade e violência moral recheiam os 104 minutos desse angustiante filme que não identificamos a marca do diretor.


Fora a violência, tecnicamente o filme cumpre com sua missão. Tem um bom trabalho de fotografia, efeitos, maquiagem e montagem. O ponto positivo do filme é a atuação marcante de Josh Brolin.

O cinema americano sabe fazer filme de ação como ninguém, mas quando tentar recriar algo de outro cinema nem sempre o resultado é satisfatório. A violência desmedida faz parte do cinema coreano e seria melhor não copiar ou recriar o que se tem de pior no cinema alheio. O Oldboy coreano tem uma legião de fãs que vão continuar preferindo o primeiro, mas nada impede de que goste dessa versão.

O roteiro não chega a ser ruim, mas peca no excesso de cenas de mutilação nas lutas. A motivação também é algo que poderia ser melhor, mesmo assim não justifica o percurso do vilão do filme.


Falando no vilão, o ator Sarlton Copley, desta vez não tem um desempenho tão bom quanto em trabalhos anteriores. Samuel L Jackson faz uma participação, mas um personagem que não vai fazer diferença alguma em sua brilhante carreira.


A versão 2014 de "Oldboy"  não é um filme que faz bem para alma. É bem pesado e revoltante. Recomendado só para quem tem nervos de aço e estômago de avestruz, ou para quem muito fã de Josh Brolin.  

Por: Andrea Cursino