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quinta-feira, 29 de outubro de 2015

OS 33 POR ALÊ SHCOLNIK


Baseado no livro do jornalista Jonathan Franklin, “Os 33” conta a história real desses heróis em um dos episódios mais marcantes do nosso século.

No período de 5 de Agosto à 13 de Dezembro de 2010, trinta e três homens ficaram soterrados no Chile após um deslizamento de terra no interior da mina de San José, a 700 metros de profundidade. Nos primeiros 17 dias, eles ficam incomunicáveis com o mundo exterior para o desespero de seus familiares. É o início de uma operação de resgate que levaria mais de dois meses para ser concluída.

“Os 33” nos apresenta um filme angustiante e agonizante, através da Direção competente de Patricia Riggen juntamente com a belíssima Fotografia de Checo Varese e as ótimas atuações de todo elenco soterrado.

Antonio Banderas e Juliette Binoche (mesmo em um personagem pequeno) dão um show em cena! Rodrigo Santoro está muito bem, também.

O filme que conta com um trabalho primoroso de estética, tem um roteiro simples e linear, mas nem todos personagens são apresentados como deveriam, assim deixando de lado a importância da construção deles dentro de uma boa narrativa.

Durante 69 dias, a história comoveu não só o Chile, mas o mundo inteiro, culminando em um resgate de tirar o fôlego, assistido por mais de 1 bilhão de espectadores. A luta pra salvá-los causou uma onda de união no mundo, que foi retratada por mensagens de fé e gratidão de muitas personalidades globais, incluindo o Papa e o presidente dos Estados Unidos. Esse resgate serviu como um sinal de esperança e generosidade para o mundo todo.

Emocionante! Impossível não chorar!

Exibido na Mostra Panorama do Cinema Mundial do Festival do Rio.



quarta-feira, 7 de janeiro de 2015

SILS MARIA POR ALÊ SHCOLNIK


No auge de sua carreira internacional, Maria Enders  é requisitada a atuar numa remontagem da peça que a tornou famosa vinte anos atrás. No entanto, agora querem que ela faça outro papel, o da mulher mais velha, enquanto uma jovem estrela de Hollywood com uma queda por escândalos fará o papel que a levou a fama.

Dividido em partes, “Acima das Nuvens” nos apresenta a relação de uma assessora com sua cliente, uma atriz profissionalmente estabelecida aos 40 anos de idade, mas cheia de inseguranças.

Perturbada com  esse fato,  suas inseguranças ficam à flor da pele. Mais do que a essência do ser humano, é o reflexo da idade no espelho de Marie. Face a face, ela encara e transforma sua eterna busca em algo encantador.

A intimidade e o distanciamento das personagens demonstram uma relação estabelecida pelo tempo, enquanto a intensidade do personagem de Chloe Moretz (uma mistura de Lindsay Lohan e Miley Cyrus), levas as telas arrogância e a crueldade do ser humano. 

Entre belas paisagens e uma fotografia estonteante, a boa química entre Juliette Binoche e Kristen Stewart (mas ainda assim, a jovem atriz é engolida pela atuação de Binoche, o filme peca na continuidade (mudanças climáticas e um copo fora lugar).

quarta-feira, 12 de novembro de 2014

MIL VEZES BOA NOITE POR ALÊ SHCOLNIK

O instinto fotográfico leva o fotógrafo de guerra ao contante medo da morte.

Em “Mil vezes Boa Noite” somos expostos a um olhar real, cruel e agressivo do fotojornalismo de guerra, onde a importância do trabalho do fotógrafo  é retratado com louvor.

Em “Mil vezes boa noite” Juliette Binoche interpreta Rebecca,  uma das cinco melhores fotógrafas de guerra do mundo. Uma mulher despida de luxo, maquiagens e supérfluos, que possui a fotografia enraizada em sua vida, em uma atuação poeticamente bela.

Diante dos acontecimentos emocionais dentro de sua família, Rebecca tenta se abster do trabalho para agradar o marido, mas o seu instinto é mais forte, o que coloca a vida deles numa constante tempestade emocional.

A dificuldade de entender a profissão da mulher, impede que o relacionamento familiar cresça por completo, a comunicação entre eles é falha, mostrando que existe uma grande problema interno.

A projeção da imagem fotográfica muitas vezes falam mais do que mil palavras, mas nessa família, infelizmente, isso não é possível.  

Com um argumento interessante e um roteiro falho, o filme se salva pelas boas atuações e  pela fotografia impecável, assim “Mil vezes boa noite” consegue prende o espectador .