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quarta-feira, 15 de julho de 2015

SENTIMENTOS QUE CURAM POR ALÊ SHCOLNIK


Cameron é um designer de iluminação, desempregado que sofre de transtorno de bipolaridade. Por conta da sua doença, sua família desmorona num piscar de olhos. Agora, reconquistá-la será o maior trabalho de sua vida.

“Sentimentos que curam” é um drama agressivo e leve ao mesmo tempo, que conquistará o espectador através da grandeza do seu  olhar.

O roteiro simples e bem pontuado, te leva para um mundo muito real, onde as dificuldades de crescer e amadurecer no convívio com um maníaco depressivo é muito difícil.

O filme não só se destaca pela temática, tudo nele é bem construído. Desde a direção competente e roteiro certeiro de Maya Forbes à escolhas do atores. A começar pela a escolhas das  crianças que merecem destaque pelas boas atuações.

O protagonista Cameron é um personagem complexo, que exige grande carga dramática, algo que Mark Ruffalo faz muito bem,  alias, o ator mostra mais uma vez o quanto é talentoso e versátil.

O figurino do personagem diz muito sobre ele. “Sentimentos que curam” é o tipo de filme onde vemos o quanto importante e essencial é a importância desse elemento, nele você entende como o figurino define o personagem, não o contrário.

Um filme que fala do amadurecimento  desde a infância  à relação familiar, que é desconstruída e reconstruída brilhantemente.

Um filme que vai tocar seu coração!


quarta-feira, 21 de janeiro de 2015

FOXCATCHER POR ALÊ SHCOLNIK




Baseado em fatos verídicos, o filme narra a história sombria, fascinante e trágica entre um multimilionário excêntrico e dois campeões de luta greco-romana.

O campeão olímpico de luta greco-romana, Mark Schultz é convidado pelo milionário John DuPont para se mudar para a sua mansão e assim ajudar a formar uma equipe de ponta para se preparar para os Jogos Olímpicos de 1988 em Seul. Lisonjeado com a atenção e fascinado pelo mundo majestoso de DuPont, Mark aceita a proposta na esperança de conseguir sair da sombra do irmão que idolatra, mas cada vez mais, se torna dependente da aprovação de seu novo mentor.

Tal relação deixa claro como ambos os personagens se complementam pela falta de alto-estima. Mark e DuPont, criaram uma relação dependente demais um do outro, mas a necessidade (eu diria, uma doença não diagnosticada) de DuPont se sobrepõe a Mark, e assim transforma a convivência entre eles numa relação auto-destrutiva.

Assim a personalidade volúvel de DuPont começa a transparecer mais, atraindo Mark a um estilo de vida nada saudável, ameaçando minar o seu treinamento. Logo o comportamento errático de DuPont e seus jogos psicológicos cruéis começam a deteriorar a já abalada auto-estima do atleta.

Movido por necessidades escusas, DuPont (pelo ponto de vista da câmera, tudo leva a crer que  ele era um homossexual enrustido) apoia a equipe não só pelo ouro olímpico, mas também pela a oportunidade de provar a sua mãe (que o rejeitou a vida inteira), que merece seu respeito.

Alias, a cena da libertação dos cavalos revela como a relação familiar era algo pertubar
dor entre eles. Os cavalos representam a sua liberdade, após a morte de sua mãe.  Mãe e filho nunca se deram, apenas conviviam quando necessário.

Mais uma vez, vemos um personagem que viveu na sombra de outro, assim como Mark e Dave, Du Pont vivia na sombra da mãe.

Egocêntrico ao extremo, DuPont inventa dentro de si um personagem inspirador, que não agrada aos envolvidos. John nunca foi exemplo para ninguém, (apesar de ser um grande desejo dele), o documentário feito sobre ele, prova isso.

No meio disso, DuPont cria uma nova fixação: Dave Schutz (irmão mais velho de Mark), um homem de família que exala a confiança necessária para liderar a equipe. São coisas que nem o seu dinheiro pode comprar, assim a progressão da sua paranoia cresce cada vez mais, o que gerará consequências trágicas e sem precedentes.

“Foxcatcher – Uma História que Chocou o Mundo”  é um filme que vai além do esporte! É uma história de lealdade equivocada e da corrupção e falência emocional.

Assim como em seuss filmes anteriores, Bennett Miller (diretor indicado ao Oscar por “Capote” e “O Homem que Mudou o Jogo”) explora grandes temas da sociedade através de seus retratos de personagens complexos de pessoas reais.

Mesmo com um ritmo lento (são quase três horas de filme), o elenco principal te prende a tela! Todos estão muito bem em cena! Steve Carell, Mark Ruffalo, Vanessa Redgrave, inclusive Channing Tatum. A caracterização dos personagens não deixa a desejar, está impecável.

O filme foi indicado ao Oscar nas categorias: Melhor roteiro original, ator, ator coadjuvante, Melhor maquiagem e cabelo.