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quarta-feira, 1 de julho de 2015

BELAS E PERSEGUIDAS POR ALÊ SHCOLNIK


Uma policial excessivamente correta tem como missão proteger a extrovertida viúva de um chefe do tráfico. Com isso, elas terão que atravessar o deserto texano sendo perseguidas por policiais corruptos e pistoleiros assassinos.  

“Belas e Perseguidas” tinha tudo para ser bom, mas sofre do mal que todo filme do gênero tem passado, falta um roteiro inteligente, é tudo muito preguiçoso. Algumas cenas até lembram um pouco a comédia “Uma ladra sem limites” estrelada por Melissa McCarthy, mas o filme está longe de alcançar a mesma fórmula deste, que tem boa química entre os atores, bom timing e uma boa história.

Mesmo sendo ruim, Reese mostra o quanto é versátil em seus papéis, mesmo em um personagem chato e sem carisma. A certinha e regrada policial é despida de maquiagem e grandes figurinos, já Vergara, continua vestindo seus personagens da mesma forma, a bela mulher latina, sexy, oras, você pode muito mais que isso, né, Sofia.

O filme é fraquíssimo, pode até tirar boas risadas, mas  todas elas obvias. Nem as talentosas atrizes (que também produzem o filme) salvam o filme. Uma pena!

Não saiam antes dos créditos finais, o melhor está por vir, os erros de gravação!


domingo, 18 de janeiro de 2015

LIVRE POR ALÊ SHCOLNIK


A pior dor do mundo é obrigar a cabeça a esquecer aquilo que o coração lembra a todo instante.

Após a morte de sua mãe, um divórcio e uma fase de auto-destruição, Cheryl Strayed  decide ir de encontro à natureza selvagem para repensar a sua trajetória. Diante de seus traumas, Cheryl se tornou uma especie de andarilha durante três meses em uma grande aventura interna e externa, em uma trilha de 1.770 quilômetros pela Pacific Crest Trail, (trilha que atravessa vários estados norte-americanos).

Baseado em uma história real, “Livre” mostra como Strayed inevitavelmente encontra a natureza durante sua caminhada, algo que não lhe é familiar. pelo contrário. Ela se apavora com qualquer barulho no escuro, se enoja quando acorda cercada de sapos, e fica feliz quando encontra algum humano fazendo o mesmo caminho que o seu.

São quase duas horas de duração (apesar de ter cenas repetitivas),  com uma estupenda fotografia junto a boa direção e uma das melhores atuações de Reese Whiterspoon (a melhor dela depois de “Johnny & June”), que conquistam o espectador.

Misteriosa, irrevogável, assim é a vida que nos promove questionamentos como solidão, orgulho, arrependimentos, pecados e até conquistas.

Não existe triunfo sem perda, não há vitoria sem sofrimento, não há liberdade sem sacrifício. “Livre” é uma emocionante viagem interna entre os lugares mais escusos dentro de nós.

Afinal,  a gente nunca está preparado para a vida, não é.