truque de mestre

X MEN

X MEN

quarta-feira, 17 de abril de 2013


"Fi, Fa, Fo, Fão, não perguntes de onde vem o trovão.
Pois entre o céu e a terra está um lugar impressionante, lar de uma raça forte e gigante..."

A versão adulta  de “João e o pé de feijão”, conta a história de um jovem fazendeiro (João, que nos EUA é chamado de Jack) que abre o portal para a terra dos gigantes, sem querer.

Com um roteiro, nada especial mas também nada entediante, ”Jack, o caçador de gigantes” é um filme que, como a maioria dos outros como ele, visa a diversão.

Interpretado por Nicholas Hoult, o eterno “grande garoto”, Jack rouba a cena correndo atrás do gigantes!

É uma aventura para família, com direito a gigantes com cara de trolls e estigmatizados por um ar de mendigos sujos e maltrapilhos.

Visualmente bem feito, o filme tem a sua beleza visual destacada pelo 3D.

Dirigido por Bryan Singer ( “Os suspeitos”, “X Men 1 e 2”), ”Jack, o caçador de gigantes”,  é mais um blockbuster americano repaginando os velhos contos de fadas!

Em "Chamada de Emergência", Halle Barry é Jordan Turner, uma atendente da linha de emergência 911. Na tentativa de salvar a vida da jovem, Casey Welson (“Pequena Miss Sunshine”), Turner se confronta com fatos do passado. Agora é preciso superar seu trauma psicológico e fazer seu trabalho.

Quase uma década mais tarde, o filme traz de volta a atriz Halle Barry as boas atuações. "Chamada de Emergência"  é o filme do qual a atriz precisava para finalmente juntar os cacos e resgatar sua carreira.

Dirigido por Brad Anderson (O operário), “Chamada de Emergência” é um drama de ação com pegadas de triller policial. O filme é intenso, capaz de deixar os nervos a flor da pele, além de  surpreender no final.

sábado, 13 de abril de 2013


Rodado em vinte dias, “Angie” é uma comédia romântica apresentada na forma de road movie. Mas como Angie vai e volta de cidades como se fosse na esquina, “Angie” não consegue ser um filme de estrada direito.

 “Open Road”, que aqui foi intitulado como “Angie” por conta do nome da protagonista tem um roteiro cheio de clichês, além de ser extremamente previsível e com diálogos fracos e sem humor.

“Angie” é um filme frouxo e largado, que só depois de meia hora faz sua heroína sair pela estrada e depois de muito tempo se passar, finalmente ela confessa a razão de seus problemas (que não convencem ninguém).

O elenco sempre caminha pra dentro do enquadramento, parece teatrinho. Juliette Lewis faz uma ponta que não diz a que veio, enquanto Andy Garcia desperdiça sua figura sempre simpática. E as brasileiras, Christiane Torloni e Carol Castro que aparecem poucas vezes durante a projeção, poderiam deixar essa co-produção Brasil Estados Unidos, mais brasileira.

“Angie” é o segundo flime dirigido pelo pelo ator Márcio Garcia, a primeira foi “Amor por acaso”, também uma co-produção Brasil Estados Unidos.

terça-feira, 9 de abril de 2013



Nove anos depois de "Os Sonhadores", o italiano Bernardo Bertolucci volta a explorar o universo juvenil no filme "Eu e Você".

Baseado no romance homônimo de Niccolo Ammaniti, o filme conta a história de Lorenzo, um garoto de 14 anos que mente que vai para uma viagem da escola, mas na verdade se esconde no porão de casa. 

A principio Lorenzo teria 7 dias de "férias", mas Olivia sua meia-irmã aparece para mudar o rumo de sua vida. A relação desses dois irmãos que aparentemente não haviam convivido, agora começa a ser construída.

Tímido, o menino consegue ensaiar com a irmã um jogo de conquista e troca de olhares. Os dois protagonistas conquistam não só um ao outro, como o público, em um dos filmes mais intimistas de Bertolucci, junto com a trilha sonora que é deliciosamente fantástica!

O filme deve entrar em circuito no dia 19 de Abril.

segunda-feira, 8 de abril de 2013



Mais uma vez, a industria cinematográfica americana leva as telas  a guerra com a Coréia do Norte. Esse é o terceiro filme que aborda a situação com o país, além de "Amanhecer Violento" e "G.I Joe" .

O filme acompanha Mike Banning, um dedicado funcionário do serviço secreto americano, que tem como missão proteger o presidente Benjamin Asher e sua família. Mas um acidente acontece e Mike acaba sendo deslocado de sua função. 

"Invasão à Casa Branca" nada mais é do que uma propaganda do poder dos EUA de enfrentar crises e de demostrar seu patriotismo americano com todo seu poder bélico e claro mísseis nucleares.

O filme além de ser pancadaria pura, te prende do início ao fim, mas tem aquela pegada clichê, típica dos filmes americanos. 

A um bom tempo que o ator Gerald Butler não pegava um bom filme para fazer, depois de "300" e "Código de Conduta", o ator andou trabalhando em comédias românticas, nada que exigisse muito dele. 

Em "Invasão à Casa Branca", dirigido por Antoine Fuqua ( "Dia de Treinamento"), o ator divide os créditos com Aron Eckhart e Morgan Freeman.

Alias, Morgan Freeman mais um vez faz um filme ao lado da atriz Ashley Judd. Este é o terceiro filme em que os atores trabalham juntos, mas é o primeiro em que não se encontram em cena. Os demais foram Beijos Que Matam  e Crimes em Primeiro Grau.

quarta-feira, 3 de abril de 2013


"Mãe é aquela que cria." Essa frase se encaixa perfeitamente no novo filme do produtor executivo, Guilherme Del Toro, "Mama". Baseado no curta-metragem que o próprio diretor Andres Muschietti produziu em 2008, chamado "Mamá”.

O filme conta a história das irmãs, Victoria e Lilly, que após uma tragédia em família, passam 5 anos sozinhas em uma cabana na mata. Ao serem encontradas e levadas de volta a realidade, aos poucos percebemos que elas não vieram e não ficaram sozinhas esse tempo todo.

Como muitos filmes de terror e suspense atuais, a utilização de uma criatura quase humana de forma, andar e fala assustadora é o grande chamativo. Além das clássicas cenas totalmente no escuro, onde a lanterna não funciona na "hora h" ou que um flash de uma máquina fotográfica é disparada em um momento de pânico. Porém, a partir de um determinado momento o diretor resolve que é hora de acender a luz e mostrar todo o terror que nos assustou no começo.

Chama atenção a atuação da pequena Isabelle Nelisse, que faz a irmã mais nova, Lilly, que tem uma atração enorme com personagem-título, as cenas dela com Mama são ao mesmo tempo assustadoras, engraçadas e envolventes. E nos mostra que a relação mãe-filha podem ser traduzidas de diversas formas.

Mas não espere um final totalmente fora do contexto do filme, muito pelo contrário. Mais uma vez é hora de inovar e mesmo com um final surpreendente e um pouco assustador, o diretor nos mostra que as vezes as histórias de terror precisam de um fechamento condizente, mesmo que não seja do agrado de muitos.

"Mama" entra em cartaz, na próxima sexta-feira,  5 dia  de Abril.

Critica escrita por: Elaine Albuquerque  Muharre.

O ser humano é um bicho sedento de vingança e de fácil julgamento. "A Caça" é um filme sufocante, angustiante e sobretudo muito realista. O filme nos mostra o quanto  os mecanismos desse tipo de evento expõem o quão falhos eles são.

O ponto mais triste e deprimente dessa história, não é o sentimento de injustiça, o pior é ver como a imaginação do ser humano é fértil o suficiente para deturpar os fatos.

Não se sabe o que é real. O roteiro e a direção são subjetivos demais, a conclusão está na cabeça de cada um.  Existem várias vertentes à serem analisadas, como por que uma criança inventaria uma mentira desse gênero? A reação (atuação) de Klara, nos remete, talvez, que existisse realmente um pedófilo (a) na escola junto com a descrição de um porão em detalhes que as crianças contavam. E a diretora que já estava espalhando uma verdade absoluta e inquestionável antes mesmo de checar os fatos. 

De forma dura e realista, o filme mostra como é fácil desmoronar a vida de um ser humano, e como existem erros que são irreparáveis, mesmo com o tempo.

Por que Lucas não reagiu aos ataques da sociedade (o que nos lembra o filme "Precisamos Falar Sobre o Kevin" de 2011)? O que leva uma sociedade a definir o destino de uma pessoa que já foi absolvida pela justiça?

A estupidez humana não tem limites. O realismo de Vinterberg é fantástico, dispensa moralismos e procura dar ênfase ao psicológico das personagens.

"A Caça" é um excelente filme que critica o comodismo da sociedade de sentar, apontar e julgar, sem nem se dar ao trabalho de verificar os fatos, é como um câncer coletivo que se pode espalhar. 

Tudo é muito seco e silencioso, a trilha sonora é bastante sutil e a câmera sutilmente trêmula. E as atuações são de tirar o fôlego de tão angustiantes.