truque de mestre

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quarta-feira, 14 de outubro de 2015

MÚSICA, AMIGOS E FESTA POR ALÊ SHCOLNIK


No mundo da música eletrônica e da noite de Hollywood, Cole é um aspirante a DJ de 23 anos, que mora do lado pobre da meca do cinema e da diversão, e passa os dias com seus amigos de infância, conhecidos como o clube dos vigaristas. Mas tudo muda quando ele conhece James, um DJ mais velho conhecido no mundo todo, que decide apadrinha-lo. Logo, James vira uma espécie de tutor para Cole, juntos eles colocarão alma na batida eletrônica. E é claro que no meio disso, rolarão muitos conflitos.

Com um elenco bem afinado e uma boa química, Zac Efron, Jonny Weston, Shiloh Fernandez e Alex Shaffer estão bem em cena.

Os efeitos gráficos são um destaque a parte, (diria que alucinante!) acompanhando a batida da música eletrônica.

A direção é boa e o roteiro clichê, mas mesmo assim, agrada e ainda consegue passar uma bela mensagem: “Será que seremos melhor que isso?”.

Sem dúvida alguma, um filme sobre lições de vida.


OPERAÇÕES ESPECIAIS POR ALÊ SHCOLNIK


Francis é uma recepcionista de hotel que resolve entrar na Polícia Civil do Rio. Inicialmente, a personagem assume função burocrática, mas ela então é convocada a integrar um grupo de policiais "100% honestos".

Porém, a violência no interior do estado do Rio de Janeiro, na cidade fictícia de São Judas do Livramento, irá mudar radicalmente a rotina da agente. O aumento da criminalidade da região faz com que os governantes criem uma força-tarefa de policiais incorruptíveis para atuar na cidade. Para comandar a operação, é convocado o experiente delegado Paulo Fróes. Agora, Francis terá que provar o seu valor e lidar com a hostilidade dos companheiros.

É impossível não lembrar de “Tropa de Elite”, mas nada que desmereça o filme, a comparação é até bem-vinda. Apesar de abordarem o mesmo assunto ambos os filmes são conduzidos de formas diferentes, tanto no roteiro e na narrativa.

“Operações Especiais” cumpre muito bem a sua função com uma ótima crítica ao momento político que vivemos. Com direção de Tomas Portella ("Qualquer gato vira-lata" e "Isolados “), o filme conta com boas cenas de ação.

O roteiro é bom e tem ótimos diálogos, Caruso praticamente rouba a cena, o que não desmerece o trabalho dos demais, todos tem boas atuações.

"Operações especiais" tem no elenco: Marcos Caruso ("Sorria, você está sendo filmado"), Fabrício Boliveira ("Faroeste caboclo"), Thiago Martins, Fabíula Nascimento ("S.O.S Mulheres ao mar", 'Bruna Surfistinha") e Fabio Lago ( “Xingu”, “Assalto ao banco central”, "Tropa de elite") e Antonio Pedro Tabet, co-fundador de Porta dos Fundos. Alias,  o ator e Cleo Pires já atuaram juntos na web-série “CSI Nova Iguaçu”.


domingo, 11 de outubro de 2015

JANIS: LITTLE GIRL BLUE POR ALÊ SHCOLNIK - FESTIVAL DO RIO 2015

Janis Joplin foi um dos ícones mais influentes do rock de todos os tempos, mas sua marca na cultura mundial vai muito além. Ela inspirou uma geração e abriu portas para roqueiras do mundo inteiro que surgiram depois.

Neste documentário, vida profissional e pessoal se entrelaçam, seguindo bem pela linearidade do roteiro junto com a boa direção de  Amy Berg. Além disso, a sonorização é muito boa e a trilha sonora complementa perfeitamente!

Com depoimentos dos irmãos, amigos e namorados, “Janis: Little blue girl” te transporta de maneira leve para a história da Rainha e mãe do Blues.

Acima dos turbulentos casos amorosos e vícios, estava seu profundo comprometimento com sua música, até sua morte repentina aos vinte e sete anos. Em “Janis: Little blue girl” a própria Janis narra sua história através de cartas que escreveu para a família, amigos e amores. E a cantora Chan Marshall/Cat Power empresta sua voz para a leitura dessas cartas.

A pequena menina do interior do Texas foi expulsa do coral em que cantava por não saber seguir direções. desde cedo, Janis já apresentava sua rebeldia ao mundo, o que, na visão dos pais, era vista como uma calamidade na família. Seu irmão dizia, que ela fazia questão de ser diferente.

Janis sofreu bullying na escola, o que a deixou marcada pelo resto da vida. Por conta disso, saiu de casa algumas vezes tentando fazer a vida se alinhar com seus valores. Inquieta por si só , ela tentou durante muito tempo achar um padrão para sua vida dentro daquilo que acreditava.

A recíproca entre artista e público era o que a movia. Janis iniciou a carreira, realmente, no Monterrey POP Festival, onde foi aclamada pelo público, a partir dali, que ela começou a colher frutos.

As drogas entraram em sua vida ao vinte e cinco anos por diversão, era apenas um ritual após os shows. Em pouco tempo, começou a abusar das drogas e do álcool, ela tentou parar algumas vezes sem sucesso. Antes de morrer, Janis estava à quatro meses sem usar, mas apenas por um desejo, quis sentir aquela sensação novamente, e assim sua vida foi levada aos vinte e sete anos, em 4 de outubro de 1970.

Seu último álbum “Pearl” foi lançado, apenas três meses depois de sua morte.

Seria esse o preço que se paga para se fazer Arte?

“Janis: Little blue girl” foi selecionado nos Festivais de Veneza e Toronto 2015. Em exibição na Mostra Midnight Docs  no Festival do Rio.


sexta-feira, 9 de outubro de 2015

ANOMALISA POR ALÊ SHCOLNIK - FESTIVAL DO RIO 2015


Depois de passar pelo Festival de Veneza, onde ganhou o Grande Prêmio do Júri e pelo Toronto International Film Festival, a animação "Anomalisa" chega ao Festival do Rio.
Com roteiro e direção de Charlie Kaufman (diretor de "Sinédoque, Nova York" e roteirista de "Brilho Eterno de uma Mente Sem Lembranças", "Adaptação" e "Quero Ser John Malkovich").
stop-motion, que tem estreia prevista para o dia 28 de janeiro de 2016 no Brasil, conta a história de Michael Stone, autor de "Como Posso Ajudá-lo a Ajudá-los?", uma espécie de celebridade do mundo corporativo, que está incomodado com a rotina da sua vida. Durante uma viagem para Cincinnati, onde está programado para dar uma palestra, ele se surpreende ao descobrir uma possível escapada de seu desespero: Lisa, uma despretensiosa representante de vendas, que pode ou não ser o amor de sua vida.
São 90 minutos que poderiam ser muito bem reduzidos na duração de um curta, alias toda a estrutura do filme desde a narrativa aos personagens, pede isso.
A estética é muito bem construída junto com a trilha sonora que é baseada em instrumentos de corda de Carter Burwell.
As vozes dos personagens são de Jennifer Jason Leigh ("Mulher Solteira Procura" e "Sinédoque, Nova York") como Lisa e David Thewlis ("A Teoria de Tudo") como Michael. Tom Noonan (série "12 Monkeys") faz a voz de todos os outros personagens.

O filme foi financiado com a ajuda do público, fã de Kaufman, através de crowdfunding.
Em exibição na Mostra Panorama do Cinema Mundial do Festival do Rio.

quarta-feira, 7 de outubro de 2015

PAN POR ALÊ SHCOLNIK

Chega aos cinemas brasileiros, uma nova visão sobre a origem dos personagens clássicos criados por J.M. Barrie!

Estamos diante de uma aventura épica com direito a profecias: a saga de Peter em busca  da transformação “Pan” e o encontro com Capitão Gancho.

“Peter Pan” conta a origem do personagem, que cresceu em um orfanato durante a 2° Guerra Mundial e é transportado para a mágica Terra do Nunca, onde irá  descobrir o seu verdadeiro destino.

A estrutura narrativa é muito mal construída, não tem ritmo, além de apresentar o filme totalmente mastigado para a criançada. Tudo soa muito falso e caricato. Já o jogo de cores  é espetacular! A fotografia é quem dá vida ao filme, é tudo muito colorido. E já que estamos falando de cores, a maquiagem dos piratas de Barba Negra segue a mesma referência de “Mad Max”, muito legal essa mistura na estética do filme.

Hugh Jackman está ótimo em cena como Barba Negra! Uma pena que a história do personagem, seja mal desenvolvida também, já o pequeno Levi Miller pode até ter bastante carisma, mas ainda tem muito o que aprender. Adeel Akhtar é quem traz o toque cômico ao filme, como Smee.

A trilha sonora é boa, com direito a muito Rock N´Roll: Pink Floyd, Nirvana e Ramones, alias, uma interessante mixagem que faz uma ótima alusão ao ideologia do clássico.

O filme só será distribuído em cópias dubladas.


A TRAVESSIA POR ALÊ SHCOLNIK



Baseado no livro “To Reach the Clouds”, escrito por Philippe Petit, “A Travessia” nos leva a mais audaciosa proeza de um equilibrista.

“The Walk” é a história real de um jovem sonhador, Philippe Petit, e um grupo de recrutas improváveis que, juntos, alcançam o impossível: uma travessia ilegal sobre cabo no imenso vazio entre as torres do World Trade Center, no ano de 1974. Com pouco mais de coragem e ambição cega, Petit e sua desorganizada equipe superam obstáculos assustadores, traições, inúmeras situações arriscadas e todas as adversidades para vencer o sistema e executar seu plano maluco.

Em uma época onde Big Apple vivia uma era de otimismo e conquistas, o filme é uma imensa canção de amor ao World Trade Center e a Nova York, que são tão personagens do filme, quanto Philippe.  

Estamos diante de uma história hollywoodiana de superação e sonho realizado do equilibrista francês, Philippe Petit, dirigida por Zemeckis (Naufrago, Forrest Gump) .

O longa se torna uma obra poética, uma grande reflexão sobre o papel da Arte, onde o diretor sai triunfante com uma grande metáfora da natureza.

Cabe a Joseph Gordon-Levitt (com um sotaque francês impecável) ser o equilibrista francês, (diria que completadamente degenerado), que andou sobre um cabo estendido entre as Torres Gêmeas em agosto de 1974. Alias, o ator está formidável!

“A Travessia” triunfa porque tem uma estrutura impecável de roteiro e o uso preciso e sábio dos Efeitos Visuais que tanta gente desperdiça por aí. Diria que uma obra de arte neste quesito. Além de utilizar muito bem o IMAX e o 3D! Vale o ingresso!