Blog de cinema criado em 2008 com o intuito de falar sobre a Sétima Arte. Hoje em dia tenho acesso as cabines de imprensa (sessões para jornalistas, apenas) antes dos filmes entrarem em cartaz. Aqui vocês também podem encontrar especiais, notas e um pouco dos bastidores do cinema. Divirtam-se!
X MEN
quinta-feira, 15 de outubro de 2015
quarta-feira, 14 de outubro de 2015
MÚSICA, AMIGOS E FESTA POR ALÊ SHCOLNIK
No mundo da música eletrônica e da noite de
Hollywood, Cole é um aspirante a DJ de 23 anos, que mora do lado
pobre da meca do cinema e da diversão, e passa os dias com seus amigos de
infância, conhecidos como o clube dos vigaristas. Mas tudo muda quando ele conhece
James, um DJ mais velho conhecido no mundo todo, que decide
apadrinha-lo. Logo, James vira uma espécie de tutor para Cole, juntos eles
colocarão alma na batida eletrônica. E é claro que no meio disso, rolarão muitos
conflitos.
Com um elenco
bem afinado e uma boa química, Zac Efron, Jonny Weston, Shiloh Fernandez e Alex Shaffer estão bem em cena.
Os efeitos
gráficos são um destaque a parte, (diria que alucinante!) acompanhando a batida
da música eletrônica.
A direção é boa e o roteiro clichê, mas mesmo assim, agrada e ainda consegue passar uma bela mensagem: “Será
que seremos melhor que isso?”.
Sem dúvida alguma, um filme sobre lições de
vida.
OPERAÇÕES ESPECIAIS POR ALÊ SHCOLNIK
Francis é uma recepcionista de hotel que resolve entrar
na Polícia Civil do Rio. Inicialmente, a personagem assume função burocrática,
mas ela então é convocada a integrar um grupo de policiais "100%
honestos".
Porém, a violência no
interior do estado do Rio de Janeiro, na cidade fictícia de São Judas do
Livramento, irá mudar radicalmente a rotina da agente. O aumento da
criminalidade da região faz com que os governantes criem uma força-tarefa de
policiais incorruptíveis para atuar na cidade. Para comandar a operação, é
convocado o experiente delegado Paulo Fróes. Agora, Francis terá que provar o
seu valor e lidar com a hostilidade dos companheiros.
É impossível não lembrar de “Tropa
de Elite”, mas nada que desmereça o filme, a comparação é até bem-vinda. Apesar
de abordarem o mesmo assunto ambos os filmes são conduzidos de formas
diferentes, tanto no roteiro e na narrativa.
“Operações Especiais” cumpre
muito bem a sua função com uma ótima crítica ao momento político que vivemos. Com direção de Tomas Portella
("Qualquer gato vira-lata" e "Isolados “), o filme conta com
boas cenas de ação.
O roteiro é bom e tem ótimos
diálogos, Caruso praticamente rouba a cena, o que não desmerece o trabalho dos
demais, todos tem boas atuações.
"Operações especiais" tem no elenco: Marcos
Caruso ("Sorria, você está sendo filmado"), Fabrício Boliveira ("Faroeste
caboclo"), Thiago Martins, Fabíula Nascimento ("S.O.S Mulheres ao mar", 'Bruna Surfistinha") e Fabio Lago ( “Xingu”, “Assalto ao banco central”, "Tropa
de elite") e Antonio Pedro Tabet, co-fundador de Porta dos Fundos. Alias, o ator e Cleo Pires já atuaram
juntos na web-série “CSI Nova Iguaçu”.
domingo, 11 de outubro de 2015
JANIS: LITTLE GIRL BLUE POR ALÊ SHCOLNIK - FESTIVAL DO RIO 2015
Janis Joplin foi um dos ícones mais influentes do
rock de todos os tempos, mas sua marca na cultura mundial vai muito além. Ela
inspirou uma geração e abriu portas para roqueiras do mundo inteiro que
surgiram depois.
Neste documentário, vida profissional e pessoal se
entrelaçam, seguindo bem pela linearidade do roteiro junto com a boa direção
de Amy Berg. Além disso, a sonorização é
muito boa e a trilha sonora complementa perfeitamente!
Com depoimentos dos irmãos, amigos e namorados, “Janis:
Little blue girl” te transporta de maneira leve para a história da Rainha e mãe
do Blues.
Acima dos turbulentos casos amorosos e vícios,
estava seu profundo comprometimento com sua música, até sua morte repentina aos
vinte e sete anos. Em “Janis: Little blue girl” a própria Janis narra sua
história através de cartas que escreveu para a família, amigos e amores. E a
cantora Chan Marshall/Cat Power empresta sua voz para a leitura dessas cartas.
A pequena menina do interior do Texas foi
expulsa do coral em que cantava por não saber seguir direções. desde cedo, Janis
já apresentava sua rebeldia ao mundo, o que, na visão dos pais, era vista como
uma calamidade na família. Seu irmão dizia, que ela fazia questão de ser
diferente.
Janis sofreu bullying na escola, o que a deixou
marcada pelo resto da vida. Por conta disso, saiu de casa algumas vezes
tentando fazer a vida se alinhar com seus valores. Inquieta por si só , ela tentou
durante muito tempo achar um padrão para sua vida dentro daquilo que
acreditava.
A recíproca entre artista e público era o que a
movia. Janis iniciou a carreira, realmente, no Monterrey POP Festival, onde foi
aclamada pelo público, a partir dali, que ela começou a colher frutos.
As drogas entraram em sua vida ao vinte e cinco
anos por diversão, era apenas um ritual após os shows. Em pouco tempo, começou
a abusar das drogas e do álcool, ela tentou parar algumas vezes sem sucesso.
Antes de morrer, Janis estava à quatro meses sem usar, mas apenas por um
desejo, quis sentir aquela sensação novamente, e assim sua vida foi levada aos
vinte e sete anos, em 4 de outubro de 1970.
Seu último álbum “Pearl” foi lançado, apenas três
meses depois de sua morte.
Seria esse o preço que se paga para se fazer Arte?
“Janis: Little blue girl” foi selecionado nos Festivais
de Veneza e Toronto 2015. Em exibição na Mostra Midnight Docs no Festival do Rio.
sexta-feira, 9 de outubro de 2015
ANOMALISA POR ALÊ SHCOLNIK - FESTIVAL DO RIO 2015
|
Depois de passar pelo Festival de Veneza, onde ganhou o
Grande Prêmio do Júri e pelo Toronto International Film Festival, a animação "Anomalisa"
chega ao Festival do Rio.
Com roteiro e direção de Charlie Kaufman (diretor
de "Sinédoque, Nova York" e roteirista de "Brilho Eterno de
uma Mente Sem Lembranças", "Adaptação" e "Quero Ser John
Malkovich").
O stop-motion, que tem estreia
prevista para o dia 28 de janeiro de 2016 no Brasil, conta a história de
Michael Stone, autor de "Como Posso Ajudá-lo a Ajudá-los?", uma
espécie de celebridade do mundo corporativo, que está incomodado com a rotina
da sua vida. Durante uma viagem para Cincinnati, onde está programado para
dar uma palestra, ele se surpreende ao descobrir uma possível escapada de seu
desespero: Lisa, uma despretensiosa representante de vendas, que pode ou não
ser o amor de sua vida.
São 90 minutos que poderiam ser muito bem reduzidos na
duração de um curta, alias toda a estrutura do filme desde a narrativa aos
personagens, pede isso.
A estética é muito bem construída junto com a trilha
sonora que é baseada em instrumentos de corda de Carter Burwell.
As vozes dos personagens são de Jennifer Jason Leigh
("Mulher Solteira Procura" e "Sinédoque, Nova York") como
Lisa e David Thewlis ("A Teoria de Tudo") como Michael. Tom Noonan
(série "12 Monkeys") faz a voz de todos os outros personagens.
O filme foi financiado com a ajuda do público, fã de Kaufman, através de crowdfunding.
Em exibição na Mostra Panorama do Cinema Mundial do Festival do Rio.
|
quarta-feira, 7 de outubro de 2015
PAN POR ALÊ SHCOLNIK
Chega aos cinemas brasileiros, uma
nova visão sobre a origem dos personagens clássicos criados por J.M. Barrie!
Estamos diante de uma aventura épica com direito a profecias: a saga de Peter em busca
da transformação “Pan” e o encontro com Capitão
Gancho.
“Peter Pan” conta a origem do
personagem, que cresceu em um orfanato durante a 2° Guerra Mundial e é transportado
para a mágica Terra do Nunca, onde irá descobrir
o seu verdadeiro destino.
A estrutura narrativa é muito mal construída,
não tem ritmo, além de apresentar o filme totalmente mastigado para a
criançada. Tudo soa muito falso e caricato. Já o jogo de cores é espetacular! A fotografia é quem dá vida ao
filme, é tudo muito colorido. E já que estamos falando de cores, a maquiagem
dos piratas de Barba Negra segue a mesma referência de “Mad Max”, muito
legal essa mistura na estética do filme.
Hugh Jackman está ótimo em cena como Barba
Negra! Uma pena que a história do personagem, seja mal desenvolvida também,
já o pequeno Levi Miller pode até ter bastante carisma, mas ainda tem muito o
que aprender. Adeel Akhtar é quem traz o toque cômico ao filme, como Smee.
A trilha sonora é boa, com direito a
muito Rock N´Roll: Pink Floyd, Nirvana e Ramones, alias, uma interessante
mixagem que faz uma ótima alusão ao ideologia do clássico.
O filme só será distribuído em cópias
dubladas.
A TRAVESSIA POR ALÊ SHCOLNIK
Baseado no livro “To Reach the
Clouds”, escrito por Philippe
Petit, “A Travessia” nos leva a mais audaciosa proeza
de um equilibrista.
“The Walk” é
a história real de um jovem sonhador, Philippe Petit, e um grupo de recrutas
improváveis que, juntos, alcançam o impossível: uma travessia ilegal sobre cabo
no imenso vazio entre as torres do World Trade Center, no ano de 1974. Com
pouco mais de coragem e ambição cega, Petit e sua desorganizada equipe superam
obstáculos assustadores, traições, inúmeras situações arriscadas e todas as
adversidades para vencer o sistema e executar seu plano maluco.
Em uma época onde Big Apple vivia uma era
de otimismo e conquistas, o filme é uma imensa canção de amor ao World Trade
Center e a Nova York, que são tão personagens do filme, quanto Philippe.
Estamos diante de uma história
hollywoodiana de superação e sonho realizado do equilibrista francês, Philippe
Petit, dirigida por Zemeckis (Naufrago, Forrest Gump)
.
O longa se torna uma obra poética, uma
grande reflexão sobre o papel da Arte, onde o diretor sai triunfante com uma
grande metáfora da natureza.
Cabe a Joseph Gordon-Levitt (com um sotaque
francês impecável) ser o equilibrista francês, (diria que completadamente degenerado),
que andou sobre um cabo estendido entre as Torres Gêmeas em agosto de 1974.
Alias, o ator está formidável!
“A Travessia” triunfa porque tem uma
estrutura impecável de roteiro e o uso preciso e sábio dos Efeitos Visuais que
tanta gente desperdiça por aí. Diria que uma obra de arte neste quesito. Além
de utilizar muito bem o IMAX e o 3D! Vale o ingresso!
Assinar:
Postagens (Atom)






