truque de mestre

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quinta-feira, 29 de outubro de 2015

GRACE DE MÔNACO POR ALÊ SHCOLNIK




Baseado e inspirado em fatos reais, “Grace de Mônaco” conta o período em que a atriz questiona seu casamento e a “gaiola de ouro” onde vive. Tentada a voltar a Hollywood, por conta de um convite de Alfred Hitchcock, para fazer  “Marnie”. Grace Kelly se vê numa sinuca de bico entre carreira e familia, além da questão política entre o Príncipe Rainier  e Charles de Gaulle no final da década de 50 e inicio da década de 60. No meio disso, Grace encorpora a princesa como um novo (e último) personagem para salvar Mônaco, da tirania francesa.

O filme tem boas atuações, mas é Nicole Kidman que carrega o filme nas costas! Alias, já que estamos falando nela, os closes são desnecessários, expondo a idade da atriz.

A paleta de cores na Fotografia é bonita, as locações, o Figurino e a Cenografia são impecáveis. Neste quesito, o filme é, literalmente, um conto de fadas, visualmente! 

A trama é superficial, além de lembrar muito as novelas mexicanas. Os personagens são bons, mas o problema se encontra no conflito político que não é bem desenvolvido, (poderia ser mais aprofundado). Além disso, o filme tem algumas pontas inabertas e diálogos confusos em sua reta final, mas para quem gosta de folhear revistas antigas, tem lá o seu charme.

Bom filme!


DHEEPAN - O REFÚGIO POR ALÊ SHCOLNIK





Vencedor da Palma de Ouro no Festival de Cannes 2015, “Dheepan – o refúgio” chega nas telas brasileiras.

O filme do conceituado Jacques Audiard (“O Profeta”, “Ferrugem e Osso”) trata da imigração de refugiados de guerra, confirmando sua credibilidade no cenário internacional.

Para escapar da Guerra Civil no Sri Lanka, o ex-soldado Dheepan, a jovem Yalini e a pequena Illayaal se fazem passar por uma família. Sem dominar o idioma local, vão morar em um projeto habitacional nos arredores de Paris.

A formação da falsa família como pano de fundo traz  personagens que não se amam por motivos bem evidentes. É um objetivo prático para entrar em uma sociedade, é justamente essa temática que surpreende a atenção do espectador.

A interiorização de todo esse processo para os personagens mostra como a evolução interior deles era primordial. Neste sentido o filme é muito singular!

Com uma enorme intensidade dramática em sua abordagem, “Dhepan – O refúgio” conta com o roteiro de Noé Debré, Thomas Bidegain, Jacques Audiard. Quanto ao elenco é formado por estrangeiros. Todos em ótimas atuações!

Bom filme!

OS 33 POR ALÊ SHCOLNIK


Baseado no livro do jornalista Jonathan Franklin, “Os 33” conta a história real desses heróis em um dos episódios mais marcantes do nosso século.

No período de 5 de Agosto à 13 de Dezembro de 2010, trinta e três homens ficaram soterrados no Chile após um deslizamento de terra no interior da mina de San José, a 700 metros de profundidade. Nos primeiros 17 dias, eles ficam incomunicáveis com o mundo exterior para o desespero de seus familiares. É o início de uma operação de resgate que levaria mais de dois meses para ser concluída.

“Os 33” nos apresenta um filme angustiante e agonizante, através da Direção competente de Patricia Riggen juntamente com a belíssima Fotografia de Checo Varese e as ótimas atuações de todo elenco soterrado.

Antonio Banderas e Juliette Binoche (mesmo em um personagem pequeno) dão um show em cena! Rodrigo Santoro está muito bem, também.

O filme que conta com um trabalho primoroso de estética, tem um roteiro simples e linear, mas nem todos personagens são apresentados como deveriam, assim deixando de lado a importância da construção deles dentro de uma boa narrativa.

Durante 69 dias, a história comoveu não só o Chile, mas o mundo inteiro, culminando em um resgate de tirar o fôlego, assistido por mais de 1 bilhão de espectadores. A luta pra salvá-los causou uma onda de união no mundo, que foi retratada por mensagens de fé e gratidão de muitas personalidades globais, incluindo o Papa e o presidente dos Estados Unidos. Esse resgate serviu como um sinal de esperança e generosidade para o mundo todo.

Emocionante! Impossível não chorar!

Exibido na Mostra Panorama do Cinema Mundial do Festival do Rio.



quarta-feira, 28 de outubro de 2015

SEM FILHOS POR ALÊ SHCOLNIK

Gabriel é um homem solteiro por opção desde que se separou da mãe de sua filha, Sofia que tem nove anos. Ele vive em função da pequena até um amor antigo reaparecer em sua vida: Vicky, uma mulher bonita, independente e auto-confiante que não gosta de crianças.

“Sem filhos” é uma comédia romântica inteligente e atual. A dificuldade de encontrar uma companheira a essa altura da vida, ainda mais com laços permanentes com outra família, é abordada  de maneira leve e despretensiosa. O filme tem lá seus momentos clichês, mas nada que estrague o filme, pelo contrario, é justamente isso que o coloca no gênero romântico.  

Com bons personagens e ótimas atuações, a comédia rola solta durante todo o filme. Destaque para a pequena Guadalupe Manent!


quarta-feira, 21 de outubro de 2015

SOS MULHERES AO MAR 2 POR ALÊ SHCOLNIK


A relação de Adriana e André vai de vento em popa, assim como suas carreiras. Adriana vai estrear uma coluna nova em um jornal e André está prestes a lançar sua nova coleção de moda em um cruzeiro pelo Caribe. O romance deles é ameaçado quando Adriana descobre que a bela top model Anitta ex-noiva de André, está embarcando no mesmo cruzeiro que ele. A escritora então convoca mais uma vez a irmã Luiza e sua ex-diarista Dialinda para impedir que André e Anitta se reaproximem. Juntas elas embarcam em uma viagem de carro partindo de Miami para tentar alcançar o navio, antes que ele chegue à sua próxima parada: Cancún.

Giovanna Antonelli, Reynaldo Gianecchini e Rhaisa Batista formam um trio e tanto e completamente desorientado em cena, em busca do amor. Fabiula Nascimento, Thalita Carauta e Antonelli entram numa comédia aventuresca enorme e hilária, com direito a deixar o espectador com dor na barriga por conta de muito riso. 

O filme tem ótimos personagens e protagonistas bens construídos. A narrativa e o roteiro dele é simples, bem pontuado, mesmo com todos os clichês de comédias românticas. Seus diálogos são divertidíssimos transformando o filme em uma enorme comédia com direito a lição de moral no final. 

É comédia e romance na medida certa! Conclusão: A vida é uma montanha russa com direito a altos e baixos.

Bom filme e não esqueçam a pipoca!


SICÁRIO POR ALÊ SHCOLNIK


A CIA está preparando uma audaciosa operação para deter o grande líder de um cartel de drogas mexicano. Kate Macy é uma policial do FBI,que decide participar da ação, mas logo descobre que terá de testar todos os seus limites morais e éticos nesta missão.

O diretor Denis Villeneuve retrata de maneira complexa e profundamente inquietante um aspecto da realidade que vivemos, Sicário é um longa exaustivo que fica cabeça do espectador mesmo após a sessão, causando um impacto difícil de ignorar ou de esquecer. “Sicário” é praticamente a oportunidade de instalar o caos. ( você sabe qual é a definição de Sicário no México? Matador de aluguel). 

A temática do filme tem uma trama brilhante que mistura “Dia de treinamento” e “Seven – os sete pecados capitais”, a estética dele e a fotografia de Roger Deakins (“Um Sonho de Liberdade”, “Fargo”, “Skyfall”) segue a mesma estrutura de  “Guerra ao Terror”.   

“Sicário” possui um elenco muito bom com grandes atuações. A montagem e trilha se complementam perfeitamente!

Bom filme!



PONTE DE ESPIÕES POR ALÊ SHCOLNIK


Baseado em fatos reais, que originou o livro “Uma ponte entre espiões” de James Donovan conta a história do mesmo, um advogado do Brooklyn, que durante a Guerra Fria, é contratado para defender um espião soviético no início da Guerra Fria entre EUA e União Soviética.

“Ponte de Espiões”  é o relato do maior caso de espionagem de uma geração. Na manhã de 10 de Fevereiro de 1962, James B. Donovan começou a percorrer a ponte Glienicke, que na época ligava Berlim Oriental à Ocidental. Com ele, caminhava Rudolf Ivanovich Abel, durante anos chefe da espionagem soviética nos Estados Unidos. Do outro lado estava Francis Gary Powers, o piloto americano do U-2 abatido pelos soviéticos. Duas pessoas que não se conheciam, representantes de mundos opostos.

Durante toda a projeção, vemos como Donovan conta como negociou a troca e defendeu Abel em todos os estágios de seu julgamento. Abel foi o mais talentoso, misterioso e eficiente espião de sua época. Seu julgamento, que começou em um tribunal distrital do Brooklyn e terminou na Suprema Corte dos Estados Unidos, revelou os métodos e os êxitos da espionagem soviética.

O longa conta com uma trama envolvente e fascinante, mas a narrativa e seu ritmo, o torna cansativo, como em “Lincoln”, último filme do diretor.

“Ponte de Espiões” é dirigido por Steven Spielberg e conta com o roteiro dos Irmãos Coen e Matt Charman  ("Inside Llewyn Davis" e "Bravura Indômita"),  o filme captura a essência de um homem que arriscou tudo nessa jornada, vivido por Tom Hanks ( em ótima atuação!).

Alias, Hanks e Spielberg são colaboradores de longa data. O diretor produziu dois dos primeiros filmes estrelados pelo ator, "Um dia a casa cai"  e "Joe contra o vulcão". Anos mais tarde, Tom Hanks estrelou pela primeira vez em um filme do diretor em 1998, em "O Resgate do Soldado Ryan". Depois disso, os dois trabalharam juntos em "Prenda-me se for capaz"  e em "O terminal". Ambos ainda produziram séries e documentários.

Bom filme!