truque de mestre

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quarta-feira, 2 de março de 2016

FICA COMIGO POR ALÊ SHCOLNIK



Fica comigo” reúne três histórias envolvendo moradores de um prédio de periferia. Em comum a todas elas, a solidão que envolve os personagens.  As tramas correm em paralelo, sem que os personagens se cruzem.

Um homem sozinho se envolve com uma enfermeira, um adolescente acaba se tornando amigo de uma grande estrela de cinema e uma mulher idosa acolhe em sua casa um astronauta americano, vindo diretamente do céu.

A comédia francesa segue o estilo surrealista na trama onde a montagem reforça o aspecto da  solidão, é um rito de passagem dos três personagens que aborda o individualismo e a falta de gentileza e solidariedade no mundo atual .

Objeto raro  na vida moderna, fez com que o diretor e roteirista Samuel Benchetrit buscasse o equilíbrio na trama com uma certa ternura e  melancolia, onde a urbanização é fundamental na trama para o seu desenvolvimento.  


No meio disso tudo, há um choque cultural inusitado  entre um americano e uma árabe, o que inclusive, rende as melhores piadas do filme, que aposta num tipo de humor lacônico. 

Com Isabelle Huppert, Valeria Bruni Tedeschi e Michael Pitt .

O filme fez parte da Seleção Oficial do Festival de Cannes de 2015.


ZOOLANDER 2 POR ALÊ SHCOLNIK


A continuação da comédia "Zoolander" chega aos cinemas com seu tom irônico capaz de satirizar até os filmes de espionagem.

Os ex-modelos mais famosos do mundo, Derek Zoolander (Ben Stiller) e Hansel (Owen Wilson) foram humilhados em um desfile e sumiram dos holofotes. Mas quando as personalidades mais bonitas do mundo começam a ser assassinadas, uma top model especializada em fotos de biquíni (Penélope Cruz) pede a ajuda da dupla para investigar o caso. Logo, Zoolander e Hansel se infiltram nos bastidores da alta costura para combater os ataques de Mugatu (Will Ferrell).

Como no primeiro filme vemos claramente uma sátira à industria da moda. Ben Stiller assume mais um vez a direção e nos leva novamente a esse mundo ironizando em tudo que consegue: plus size, moda praia, trabalho escravo, egocentrismo e o narcisismo que a indústria constrói.

O roteiro é previsível e bobo. O que levanta a bola do filme são as participações especiais que são ótimas, além disso há também referências cinematográficas e de séries de tv que agradam bastante.

Com uma diferença de quinze anos entre os dois filmes, nada mudou no estilo e na estética que, inclusive, tem referência à Cultura Pop. A trilha sonora condiz com o tempo e complementa bem o filme.

“ Zoolander 2” é o tipico filme pipoca que atrairá grande público por conta dos atores.

Bom filme e não esqueça a pipoca!




UM HOMEM ENTRE GIGANTES POR ALÊ SHCOLNIK




Baseado em fatos reais, “Um Homem entre Gigantes” conta como o Dr. Bennet Omalu (Will Smith), legista formado em neuropatologia forense, diagnosticou um severo trauma cerebral em jogadores de futebol americano. Investigando o assunto, Omalu descobre se tratar de um mal comum entre os profissionais do esporte. Determinado a reverter o quadro e expôr para o mundo a grave situação, ele trava uma guerra contra a poderosa NFL. No meio disso, sua vida pessoal sofre  consequências.

 “Um Homem entre Gigantes” conta com a direção competente de Peter Landesman, que vai direto ao ponto com um roteiro simples e objetivo, a trama é envolvente, bonita, capaz de mostrar como o sistema é brutal com quem vem de baixo. O filme conta também com bons diálogos que utilizam do humor para aliviar o drama.

Will Smith está bem em cena,  mas o ator esquece do sotaque com tempo.

Com boas atuações, o longa contesta como a saúde do jogador de futebol americano é conduzida pelos poderosos.“Um Homem entre Gigantes” expõe abertamente a postura assumida pela NFL em relação a CTE. O filme questiona não só a liga de futebol americana, mas o comportamento humano em prol da ganancia.


MEU AMIGO HINDU POR ALÊ SHCOLNIK


“O que você vai assistir é uma história que aconteceu comigo e a conto da melhor forma que eu sei.” Assim o diretor Hector Babenco abre o filme que retrata sua biografia.

Inspirado em eventos de sua vida, “Meu amigo Hindu” nos apresenta um pouco da sua vida particular entre família e amigos, mas esse não é o foco do filme,  é o diagnóstico de um grave câncer que leva o diretor a ser submetido a um transplante de medula óssea.

Ali, no meio da sua recuperação, entre a vida e morte, surge o desejo de fazer mais um filme, assim a luta pela vida parece maior. Ainda no hospital, ele conhece um menino hindu de apenas oito anos, que também está internado. Logo Diego passa a vivenciar com ele aventuras fantasiosas, inspiradas no cinema, que ajudam a suportar a dura realidade que os cerca.
Infelizmente, Babenco derrapa neste misto de fantasia e biografia. As atuações não agradam nenhum um pouco, inclusive pela escolha da língua em que foi filmado.

Quem se salva o filme  é  o protagonista Willem Dafoe, que literalmente carregaa obra, além dele Selton Mello é quem está mais a vontade em cena e nos presenteia com a ótima atuação inspirada no filme “O Sétimo Selo”. 

Os bons momentos são aqueles que justamente trazem Selton Mello como um mensageiro da morte e a bela sequência final, com Bárbara Paz dançando “Singing In The Rain” em uma noite tempestuosa. No entanto, o sentimento de desejo pela vida está à espreita somente nesses poucos instantes e, por incrível que pareça, o “amigo hindu”  que nome ao filme, é justamente o que há de mais avulso em um filme que pretende rever essa relação inusitada entre um adulto e uma criança, vivenciada pelo próprio Babenco em suas sessões de quimioterapia.


50 TONS DE PRETO POR ALÊ SHCOLNIK


Produzido pela mesma equipe dos sucessos “Inatividade Paranormal” e “As Branquelas” estrelado por Marlon Wayans, agora, também protagonista da comédia “50 Tons de Preto” nos leva a inevitável paródia de “50 Tons de Cinza”.

No filme, Christian Black (Marlon Wayans) é um empreendedor de sucesso com um passado obscuro e gostos bem peculiares. Quando conhece a Hannah Steale (Kali Hawk), ele fica obcecado por ela e tenta fazer com que ela se submeta a todos os seus desejos (sexuais, é claro).

A paródia do drama romântico  apresenta uma relação complexa e intensa entre uma jovem virgem e sonhadora e um empresário que revela seu interesse pelo sadomasoquismo. O filme tem potencial para uma boa comédia, porém o roteiro fraco e as piadas escatológicas e exageradas fazem da trama cheia de altos e baixos.

Com muitas referências cinematográficas e musicais também nos diálogos,  o filme satiriza outros filmes do gênero.

50 Tons de Pretoaté diverte, dá para dar boas risadas, apenas. 

Bom filme e não esqueça a pipoca!



A BRUXA POR RÔMULO DE SÁ PEREIRA


Nova Inglaterra, década de 1630. William e Katherine levam uma vida cristã com suas cinco crianças, morando á beira de um deserto intransitável. Quando o filho recém nascido deles desaparece e a colheita falha, a família sofre uma transformação. Por trás de seus piores medos, um mal sobrenatural se esconde no bosque ao lado.

Ambientado na região da Nova Inglaterra, costa noroeste dos Estados Unidos, nos anos 1630 (cerca de 60 anos antes do famigerado julgamento das Bruxas de Salem), a estreia do diretor e roteirista Robert Eggers não é o tradicional filme de terror que povoa as salas de cinema. Não são muitos os sustos. Mas isso não quer dizer que não seja assustador. Longe disso. É aterrorizante. Muito em conta do perfeito realismo da produção. Atento aos mínimos detalhes, Eggers e sua equipe reproduziram em mínimos detalhes como seria viver na época: as roupas costuradas com lã de carneiro, a casa de pau a pique com seu telhado de palha, os instrumentos da cozinha, o inglês arcaico dos diálogos e a fotografia, que remete a Barry Lyndon, de Stanley Kubrick, toda feita com luz natural ou de velas.

Na trama, uma família cristã puritana é expulsa de sua comunidade por causa de desavenças religiosas de seu patriarca (Ralph Ineson, de Game of Thrones e pequena participação nos filmes de Harry Potter). Em seguida, ele, sua esposa (Kate Dickie, a Lysa Arryn de Game of Thrones) e os cinco filhos, se instalam em uma pequena fazenda nas margens de uma floresta. Mais adiante, o bebê da família desaparece quando brinca com Thomasin (Anya Taylor-Joy), a protagonista e filha mais velha do casal, o milho plantado apodrece, um dos membros da família é possuído e a figura da bruxa do título põe à prova a tão aplicada fé do clã.

Além da ambientação, “A Bruxa” é um filme incrível por trabalhar tão bem os símbolos tradicionais da bruxaria (o agourento bode preto, a lebre, o corvo…) e representá-los de formas simples, mas, ao mesmo tempo, aterrorizantes. Outra força do filme é não ser simplesmente somente um terror, mas também um drama de época. Traz questionamentos sobre liberdade religiosa e de escolha e também sobre o preço que se pode pagar por se seguir uma fé totalmente cega. Por fim, é também um filme de formação, com Thomasin descobrindo seu corpo e passando de menina para mulher, questionando o modo de vida instituído por seus pais e se tornando ciente do vasto mundo ao seu redor.   


segunda-feira, 29 de fevereiro de 2016

CONFIRA OS VENCEDORES DA 88° EDIÇÃO DO OSCAR


A 88° edição da maior premiação da indústria cinematográfica aconteceu ontem a noite, 28 de fevereiro, em Los Angeles.

A presentado pelo ator Chris Rock, o maior prêmio mundial do cinema premiou o filme “O Regresso” estrelado por Leonardo DiCaprio, em três categorias  (o filme liderava com 12 indicações) e o blockbuster 'Mad Max" que foi vencedor em seis categorias.

A categoria Melhor roteiro adaptado foi apresentada por Ryan Gosling e Russel Crowe e premiou o filme "A grande aposta".  Emily Blunt e Charlize Theron  apresentaram a  categoria de Melhor roteiro original que premiou "Spotlight: Segredos revelados".

Apresentado pela atriz Cate Blanchett, a categoria Melhor figurino premiou  "Mad Max: Estrada da fúria" que também levou nas categorias: Melhor design de produção, Melhor cabelo e maquiagem, melhor edição de som, Melhor Edição e melhor mixagem de som.

A categoria Melhor Efeitos Visuais foi para “Ex Machina - inteligência artificial". Na categoria Melhor fotografia "O Regresso" foi o vencedor.

Os Minions estiveram presentes no Oscar, premiando "Divertida mente" na categoria Melhor animação.  A categoria Melhor curta de animação foi apresentada por  Buzz Lightyear e Woody de “Toy Story” que premiou o curta chileno Bear Story”.


A categoria Melhor documentário de curta-metragem premiou "A Girl in the River: The Price of forgiveness", já  a categoria Melhor documentário premiou "Amy" .  O Oscar de Melhor curta de live action foi para  "Stutterer" e  o de Melhor filme estrangeiro  foi para o filme húngaro "O filho de Saul".

JK Simmons apresentou a categoria Melhor atriz coadjuvante que foi para Alicia Vikander ("A garota dinamarquesa"), já a categoria Melhor ator coadjuvante apresentada por Patricia Arquette premiou  Mark Rylance  por "Ponte dos espiões".

Na categoria Melhor Trilha Sonora foi para Ennio Morricone por "Os 8 odiados" e na categoria Melhor canção original Sam Smith com a música "Writing's on the wall" de "007 contra Spectre".

Chegamos ao final da noite com os prêmios mais esperados: Brie Larson  ("O quarto de Jack”) levou  o Oscar de Melhor atriz, o Oscar de Melhor ator premiou Leonardo DiCaprio ("O Regresso") e o de Melhor diretor foi para Alejandro G. Iñárritu por "O Regresso". "Spotlight: Segredos revelados" foi o vencedor na categoria Melhor filme.

Boa noite e até o ano que vem!
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