Blog de cinema criado em 2008 com o intuito de falar sobre a Sétima Arte.
Hoje em dia tenho acesso as cabines de imprensa (sessões para jornalistas, apenas) antes dos filmes entrarem em cartaz. Aqui vocês também podem encontrar especiais, notas e um pouco dos bastidores do cinema. Divirtam-se!
“Fica comigo” reúne três histórias envolvendo moradores de um prédio de periferia. Em comum a todas elas, a solidão que envolve os personagens. As tramas correm em paralelo, sem que os personagens se cruzem.
Um
homem sozinho se envolve com uma enfermeira, um adolescente acaba se tornando amigo de uma
grande estrela de cinema e uma mulher idosa acolhe em sua casa um astronauta
americano, vindo diretamente do céu.
A comédia
francesa segue o estilo surrealista na trama onde a montagem reforça o aspecto da
solidão, é um rito de passagem dos três
personagens que aborda o individualismo e a falta de gentileza e solidariedade no mundo atual .
Objeto raro na vida moderna, fez com que o diretor e
roteirista Samuel Benchetrit buscasse o equilíbrio na trama com uma certa
ternura e melancolia, onde a urbanização
é fundamental na trama para o seu desenvolvimento.
No meio
disso tudo, há um choque cultural inusitado entre um americano e uma árabe, o que
inclusive, rende as melhores piadas do filme, que aposta num tipo de humor
lacônico.
Com
Isabelle Huppert, Valeria Bruni Tedeschi e Michael Pitt .
O filme fez parte da Seleção Oficial do Festival de Cannes de 2015.
A continuação
da comédia "Zoolander" chega aos cinemas com seu tom irônico capaz de satirizar
até os filmes de espionagem.
Os ex-modelos mais famosos do mundo, Derek
Zoolander (Ben Stiller) e Hansel (Owen Wilson) foram humilhados em um desfile e
sumiram dos holofotes. Mas quando as personalidades mais bonitas do mundo
começam a ser assassinadas, uma top model especializada em fotos de biquíni
(Penélope Cruz) pede a ajuda da dupla para investigar o caso. Logo, Zoolander e
Hansel se infiltram nos bastidores da alta costura para combater os ataques de
Mugatu (Will Ferrell).
Como no
primeiro filme vemos claramente uma sátira à industria da moda. Ben Stiller
assume mais um vez a direção e nos leva novamente a esse mundo ironizando em
tudo que consegue: plus size, moda praia, trabalho escravo, egocentrismo e o
narcisismo que a indústria constrói.
O roteiro é previsível e bobo. O que levanta a bola do filme são as participações especiais
que são ótimas, além disso há também referências cinematográficas e de séries
de tv que agradam bastante.
Com uma diferença
de quinze anos entre os dois filmes, nada mudou no estilo e na estética que, inclusive, tem referência à Cultura Pop. A trilha sonora condiz com o tempo e
complementa bem o filme.
“ Zoolander
2” é o tipico filme pipoca que atrairá grande público por conta dos atores.
Baseado em fatos reais, “Um Homem entre Gigantes”
conta como o Dr. Bennet Omalu (Will Smith), legista
formado em neuropatologia forense, diagnosticou um severo trauma cerebral em jogadores
de futebol americano. Investigando o assunto, Omalu descobre se tratar de um
mal comum entre os profissionais do esporte. Determinado a reverter o quadro e
expôr para o mundo a grave situação, ele trava uma guerra contra a poderosa NFL. No meio
disso, sua vida pessoal sofre consequências.
“Um
Homem entre Gigantes” conta com a direção competente de Peter Landesman, que vai
direto ao ponto com um roteiro simples e objetivo, a trama é envolvente,
bonita, capaz de mostrar como o sistema é brutal com quem vem de baixo. O filme
conta também com bons diálogos que utilizam do humor para aliviar o drama.
Will Smith está bem em cena, mas o ator esquece do sotaque com tempo.
Com boas atuações, o longa contesta como a saúde
do jogador de futebol americano é conduzida pelos poderosos.“Um Homem entre Gigantes”
expõe abertamente a postura assumida pela NFL em
relação a CTE. O filme questiona não só a
liga de futebol americana, mas o comportamento humano em prol da ganancia.
“O que você vai assistir é uma história que aconteceu comigo e a conto
da melhor forma que eu sei.” Assim o diretor Hector Babenco abre o filme que
retrata sua biografia.
Inspirado em eventos de sua vida, “Meu amigo Hindu” nos apresenta um
pouco da sua vida particular entre família e amigos, mas esse não é o foco do
filme, é o diagnóstico de um grave câncer
que leva o diretor a ser submetido a um transplante de medula óssea.
Ali, no meio da sua recuperação, entre a vida e morte, surge o desejo de
fazer mais um filme, assim a luta pela vida parece maior. Ainda no hospital, ele conhece um menino hindu de apenas
oito anos, que também está internado. Logo Diego passa a vivenciar com ele aventuras
fantasiosas, inspiradas no cinema, que ajudam a suportar a dura realidade que
os cerca.
Infelizmente, Babenco derrapa neste misto de fantasia e biografia. As
atuações não agradam nenhum um pouco, inclusive pela escolha da língua em que foi
filmado.
Quem se salva o filme é o protagonista Willem Dafoe, que literalmente
carregaa obra, além dele Selton Mello é quem está mais a vontade em cena e nos
presenteia com a ótima atuação inspirada no filme “O Sétimo Selo”.
Os bons momentos são aqueles que justamente trazem Selton Mello como um
mensageiro da morte e a bela sequência final, com Bárbara Paz dançando “Singing
In The Rain” em uma noite tempestuosa. No entanto, o sentimento de desejo pela
vida está à espreita somente nesses poucos instantes e, por incrível que
pareça, o “amigo hindu”que nome ao
filme, é justamente o que há de mais avulso em um filme que pretende rever essa
relação inusitada entre um adulto e uma criança, vivenciada pelo próprio
Babenco em suas sessões de quimioterapia.
Produzido pela mesma equipe dos sucessos “Inatividade
Paranormal” e “As Branquelas” estrelado por Marlon Wayans, agora, também protagonista
da comédia “50 Tons de Preto” nos leva a inevitável paródia de “50 Tons de
Cinza”.
No filme, Christian Black (Marlon Wayans) é um empreendedor
de sucesso com um passado obscuro e gostos bem peculiares. Quando conhece a
Hannah Steale (Kali Hawk), ele fica obcecado por ela e tenta fazer com que ela
se submeta a todos os seus desejos (sexuais, é claro).
A
paródiado drama romântico
apresenta uma relação complexa e intensa entre uma jovem virgem esonhadorae umempresárioque revela seu interesse pelo sadomasoquismo. O filme tem potencial para uma boa comédia, porém o roteiro fraco
e as piadas escatológicas e exageradas fazem da trama cheia de altos e baixos.
Com muitas referências cinematográficas e
musicais também nos diálogos, o filme
satiriza outros filmes do gênero.
“50 Tons de Preto” até diverte,
dá para dar boas risadas, apenas.
Nova Inglaterra, década de 1630. William e Katherine levam uma vida cristã com suas cinco crianças, morando á beira de um deserto intransitável. Quando o filho recém nascido deles desaparece e a colheita falha, a família sofre uma transformação. Por trás de seus piores medos, um mal sobrenatural se esconde no bosque ao lado.
Ambientado na região da Nova Inglaterra, costa
noroeste dos Estados Unidos, nos anos 1630 (cerca de 60 anos antes do
famigerado julgamento das Bruxas de Salem), a estreia do diretor e roteirista
Robert Eggers não é o tradicional filme de terror que povoa as salas de cinema.
Não são muitos os sustos. Mas isso não quer dizer que
não seja assustador. Longe disso. É aterrorizante. Muito em conta do perfeito
realismo da produção. Atento aos mínimos detalhes, Eggers e sua equipe
reproduziram em mínimos detalhes como seria viver na época: as roupas
costuradas com lã de carneiro, a casa de pau a pique com seu telhado de palha,
os instrumentos da cozinha, o inglês arcaico dos diálogos e a fotografia, que
remete a Barry Lyndon, de Stanley Kubrick, toda feita com luz natural ou de
velas.
Na trama, uma família cristã puritana é expulsa de sua comunidade
por causa de desavenças religiosas de seu patriarca (Ralph Ineson, de Game of
Thrones e pequena participação nos filmes de Harry Potter). Em seguida, ele,
sua esposa (Kate Dickie, a Lysa Arryn de Game of Thrones) e os cinco filhos, se
instalam em uma pequena fazenda nas margens de uma floresta. Mais adiante, o
bebê da família desaparece quando brinca com Thomasin (Anya Taylor-Joy), a
protagonista e filha mais velha do casal, o milho plantado apodrece, um dos
membros da família é possuído e a figura da bruxa do título põe à prova a tão
aplicada fé do clã.
Além da ambientação, “A Bruxa” é um filme incrível por
trabalhar tão bem os símbolos tradicionais da bruxaria (o agourento bode preto,
a lebre, o corvo…) e representá-los de formas simples, mas, ao mesmo tempo,
aterrorizantes. Outra força do filme é não ser simplesmente somente um terror,
mas também um drama de época. Traz questionamentos sobre liberdade religiosa e
de escolha e também sobre o preço que se pode pagar por se seguir uma fé
totalmente cega. Por fim, é também um filme de formação, com Thomasin
descobrindo seu corpo e passando de menina para mulher, questionando o modo de
vida instituído por seus pais e se tornando ciente do vasto mundo ao seu
redor.
A 88° edição da maior
premiação da indústria cinematográfica aconteceu ontem a noite, 28 de fevereiro, em Los Angeles.
A presentado pelo ator
Chris Rock, o maior prêmio mundial do
cinema premiou o filme “O Regresso” estrelado por Leonardo DiCaprio, em três categorias (o filme liderava com 12
indicações) e o blockbuster 'Mad Max" que foi
vencedor em seis categorias.
A categoria Melhor
roteiro adaptado foi apresentada por Ryan Gosling e Russel Crowe e premiou o
filme "A grande aposta". Emily Blunt e Charlize Theron apresentaram a categoria de Melhor roteiro original que premiou "Spotlight:
Segredos revelados".
Apresentado pela atriz
Cate Blanchett, a categoria Melhor figurino premiou "Mad Max: Estrada da fúria" que
também levou nas categorias: Melhor design de produção, Melhor cabelo e
maquiagem, melhor edição de som, Melhor Edição e melhor mixagem de som.
A categoria Melhor Efeitos
Visuais foi para “Ex Machina - inteligência artificial". Na categoria Melhor fotografia "O Regresso"
foi o vencedor.
Os Minions estiveram presentes
no Oscar, premiando "Divertida mente" na categoriaMelhor animação. A categoria
Melhor curta de animação foi apresentada por Buzz Lightyear e Woody de “Toy Story” que premiou o curta chileno “Bear
Story”.
A categoria Melhor documentário de
curta-metragem premiou "A Girl in the River: The Price of forgiveness",
já a categoria Melhor documentário premiou "Amy" . O Oscar de Melhor curta de live action foi
para "Stutterer" e o de Melhor filme estrangeiro foi para o filme húngaro "O filho de
Saul".
JK Simmons apresentou a categoria Melhor atriz
coadjuvante que foi para Alicia Vikander ("A garota dinamarquesa"), já
a categoria Melhor ator coadjuvante apresentada por Patricia Arquette premiou Mark Rylance
por "Ponte dos espiões".
Na categoria Melhor Trilha
Sonora foi para Ennio Morricone por "Os 8 odiados" e na categoria Melhor
canção original Sam Smith com a música "Writing's on the wall" de "007
contra Spectre".
Chegamos ao final da noite com os prêmios mais esperados: Brie Larson ("O quarto de Jack”) levouo Oscar de Melhor atriz, o Oscar de Melhor ator premiou Leonardo DiCaprio ("O
Regresso") e o de Melhor diretor foi para Alejandro G. Iñárritu por
"O Regresso". "Spotlight: Segredos revelados" foi o vencedor na categoria Melhor
filme.