truque de mestre

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quarta-feira, 23 de março de 2016

BATMAN vs SUPERMAN - A ORIGEM DA JUSTIÇA POR ALÊ SHCOLNIK

              

O confronto entre Superman (Henry Cavill) e Zod (Michael Shannon) em Metrópolis fez com que a população mundial se dividisse acerca da existência de extra-terrestres na Terra. Enquanto muitos consideram o Superman como um novo deus, há aqueles que consideram extremamente perigoso que haja um ser tão poderoso sem qualquer tipo de controle. Bruce Wayne (Ben Affleck) é um dos que acreditam nesta segunda hipótese.

Nessa batalha entre grandes heróis, tem um vilão conhecido como Lex   Luthor   interpretado por Jesse Eisenberg (A Rede Social). O ator rouba a cena em um personagem psicótico e psicopata, alias cabe a ele ser o fio condutor  do roteiro que liga os dois mundos dos super-heróis.

É uma guerra civil entre Batman e Superman com direito a frases emblemáticas e a presença tão esperada da Mulher-Maravilha.  

Affleck está bem em cena, já Cavill continua  posando para editorais de moda.

A direção de Snyder faz uso das referências de câmeras de Michael Bay (franquia Transformers), mas deixa a sua marca. São sequências bem elaboradas junto ao exagero de closes, além dos jogos de câmeras  em busca do eterno heroísmo dos mocinhos. Será que Christopher Nolan toparia assumir a direção dos próximos filmes? (Apenas, uma sugestão).

A trilha sonora de Hans Zimmer merece destaque! Capaz de envolver o espectador completamente pontuando bem a trama. Os Efeitos Visuais e a edição cumprem muito bem a sua função.

A fotografia cinzenta permite um filme mais sombrio e mais envolvente, assim conversando com a temática do longa que questiona heroísmo, liberdade civil, politica e fé. É um filme bem construído, dentro do que se propõe,  porém é cansativo por conta da duração.

Com ótima ambientação e diálogos politizados, o filme é um combate de gladiadores na história mundial dos quadrinhos da Dc Comics com a anuência da população local. É um blockbuster de primeira com gostinho de quero mais!

Não esqueça a pipoca! 


A LUNETA DO TEMPO POR ANDREA CURSINO


Lampião (Irandhir Santos), sempre acompanhado por sua amada Maria Bonita (Hermila Guedes), lidera seu bando pelo sertão de Pernambuco, enfrentando a polícia local. Seu principal antagonista é Antero Tenente, que foi abandonado preso e de cabeça pra baixo pelo bando de Lampião. Esta disputa permanece com o passar dos anos, quando o filho de Antero torna-se adulto e não aceita qualquer provocação à imagem do pai ou a simples menção a algo que lembre Lampião e seus cangaceiros.

É ótimo assistir a um bom filme e a surpresa é maior quando esse filme é de um cineasta estreante. Melhor ainda quando descobrimos uma qualidade a mais nesse cineasta, a humildade. 


Alceu Valença é um músico consagrado com uma carreira repleta de canções marcantes na história da Música Popular Brasileira e resolveu canalizar sua arte em outros horizontes, o Cinema. Com isso, ele resolveu aprender. Aprendeu como escrever um roteiro, como é a linguagem cinematográfica e como transmitir para a tela o que se passava em sua cabeça criativa.   

Ele arriscou, com segurança, mas arriscou e acertou em cheio. Ele escreveu o roteiro, escolheu o elenco, compôs uma bela e empolgante Trilha sonora e atuou como o palhaço do circo. Além disso, ele dirigiu atores consagrados no cinema como Irandhir Santos e Hermila Guedes. Para contracenar com eles, levou seu filho Ceceu Valença que estuda artes cênicas na CAL (Casa de Artes laranjeiras), uma das mais conceituadas escolas de dramaturgia do país. Posso dizer que pai e filho tem talento para atuar. O pai é mais vigoroso em sua atuação, mais expansivo. O filho faz um Argelino sedutor, mas introspectivo.

O figurino, a montagem e a Fotografia estão perfeitas e nos mostraram filme com uma beleza única, poética e com características bem brasileiras.

A beleza das tomadas surpreendeu a cada nova cena. Valorizou a estética das imagens e nos mostrou um cordel elegante.

Esse é um trabalho para aplaudir de pé, ver e rever.



CONSPIRAÇÃO E PODER POR ALÊ SHCOLNIK


A produtora da CBS, Mary Papes (Cate Blanchett), juntamente com o âncora Dan Rather (Robert Redford) suspeitam de que o presidente George W. Bush foi um dos muitos jovens privilegiados que usou os seus contatos para não combater na Guerra do Vietnã. Armando uma exposição, os dois pretendem levar a história ao ar, mas o fato só começa uma guerra entre o poder constituído na tentativa de tirar o crédito das informações, além de abalar o emprego dos dois.

Parece que a temática jornalistica está em alta, depois de “Spotlight” , vencedor do Oscar deste ano, chega aos cinemas “Conspiração e Poder”, baseado no livro “Verdade e Dever: A imprensa, o presidente e os privilégios do poder”  de Mary Papes.


O filme conduz a empreitada jornalística investigativa sobre a atuação militar do presidente Bush, justo em período decisivo da sua reeleição.

O drama real em meio às eleições norte-americanas que culminaram com a vitória do republicano George W. Bush,  conta com um roteiro bem construído e a direção competente do estreante James Vanderbilt mais conhecido como roteirista. O diretor leva as telas o mundo do jornalismo investigativo com avidez e realismo.

O filme se desenrola em ambiente no qual as inquietações dos profissionais da rede CBS e oferece elementos para que se discutam prováveis erros na apuração conduzida por Mary e sua equipe, entre eles, o âncora Dan Rather, representado por Robert Redford, podem vir a afetar eleições que contrapõem Bush e John Kerry.

Cate Blanchett é quem brilha no filme, alias rouba a cena! A atriz que cada vez mais vem provando sua versatilidade e talento, interpreta a produtora do programa "60 minutos" com mais garra do que nunca. Parece que o personagem cai como uma luva nela, Cate se veste completamente de Mary Papes, assim se despindo de qualquer resquício de outros enredos.


sábado, 19 de março de 2016

ZOOTOPIA POR ALÊ SHCOLNIK



Zootopia é uma cidade diferente de tudo o que você já viu. Formada por “bairros-habitat”, como a elegante Praça Sahara e a gelada Tundralândia, essa metrópole abriga uma grande diversidade de animais irreverentes sempre prontos para encarar uma nova e divertida aventura. Quando Juddy Hopps chega em Zootopia, ela descobre que ser a primeira coelha da equipe da polícia, formada por animais grandes e fortes, não é nada fácil. Determinada a provar seu valor, ela embarca em uma aventura atrapalhada e bem humorada, ao lado do malandro raposo Nick Wilde para desvendar um grande mistério.

Com uma bela crítica politica - social, "Zootopia: Essa Cidade é o Bicho" tem uma trama que  entretêm tanto o adulto como as crianças. A animação discute segregação, preconceito, feminismo, inclusão, classe e determinação.

O roteiro de Jared Bush e Phil Johnston (“Detona Ralph”) é criativo em seu argumento e em seu discurso. A ironia é um dos pontos fortes do filme que é maravilhosamente usada nos estereótipos dos animais junto às profissões.

A direção conduz bem os momentos de fofura, ação, suspense e drama. "Zootopia: Essa Cidade é o Bicho" é um filme original, divertido e relevante em suas ideias.

Com  ótimas sacadas e referências, é um filme que celebra as diferenças.

Não percam!


quarta-feira, 16 de março de 2016

CEMITÉRIO DO ESPLENDOR POR RÔMULO DE SÁ PEREIRA


Em seu mais novo filme o diretor e roteirista tailandês Apichatpong Weerasethakul continua fundindo fantasia com realidade, transformando o fantástico e o sobrenatural em algo totalmente corriqueiro. 

Os personagens de “Cemitério do Esplendor” lidam com o sobrenatural e o místico de maneira totalmente natural. Uma doença que faz soldados entrarem e saírem aleatoriamente de um estado de coma, espíritos e divindades fazem parte do dia a dia assim como sentar em um parque e fazer uma refeição (e em alguns momentos dividir essa refeição com algum ser inexplicável).

Na trama (se é que dá pra descrever uma), Jen (Jenjira Pongpas) é uma senhora deficiente que é voluntária em um hospital do exército, montado em uma antiga escola.  Ela tem uma perna mais curta que a outra e, por isso, usa um sapato com salto gigantesco, além de muletas.

 Neste hospital, ela e outras enfermeiras tomam contam de soldados com uma estranha condição (a tal que os fazem sair e entrar de um estado de sono profundo). Solitária, ela se aproxima do soldado Itt (Banlop Lomnoi), que também é só, já que não é visitado por sua família. Contam as histórias que a escola foi construída em cima de um antigo palácio real e cemitério de guerreiros, que estariam utilizando os soldados vivos para, no campo dos mortes, lutarem suas batalhas.


“Cemitério do Esplendor,” assim como os outros trabalhos de Weerasethakul, é totalmente divisivo. Uns irão se maravilhar com o jeito que o diretor sutilmente usa uma história totalmente “sem pé nem cabeça” para para apresentar sua solitária protagonista. Outros irão sair do cinema, reclamando que o que estão assistindo não faz sentido algum.   


RESSURREIÇÃO POR ALÊ SHCOLNIK


O longa conta o drama bíblico sobre a Ressurreição, através dos olhos do incrédulo Clavius (Joseph Fiennes), um poderoso militar romano, e seu assistente Lucius (Tom Felton) recebem a missão de desvendar o mistério sobre o que aconteceu com Jesus (que no filme é chamado pelo nome hebreu Yeshua) nas semanas após a crucificação, com o objetivo de desmentir os rumores sobre o ressurgimento do Messias e impedir uma rebelião em Jerusalém.

Dirigido por Kevin Reynolds (O conde do Monte Cristo, Robin Hood: O príncipe dos ladrões), o filme  conta um roteiro imparcial capaz de prender o espectador. É importante falar sobre a temática que aborda fanatismo e fé de forma bonita e interessante, sem catequizar o espectador.

A Fotografia e a Direção de Arte são primorosas, já a trilha sonora peca na falta de grandiosidade, ainda mais se tratando de um filme épico.

“Ressurreição” reúne no elenco Joseph Fiennes (Shakespeare Apaixonado), Tom Felton (Harry Potter), Peter Firth (Caçada ao Outubro Vermelho e MI-5) e Cliff Curtis (Fear the Walking Dead).

MUNDO CÃO POR ALÊ SHCOLNIK



“Mundo Cão” conta a história de Santana que trabalha recolhendo cachorros abandonados para o Controle às Zoonoses.  Ao resgatar um rottweiler abandonado acaba entrando em um jogo de gato e rato com o dono do bicho.

O filme se passa em 2007, antes de ser sancionada a lei que proíbe o sacrifício de animais abandonados, na Zoonoses após três dias de “hospedagem”.

Com boas doses de violência psicológica, o filme resgata o lado mais primitivo do ser humano.
Com uma proposta interessante, “Mundo Cão” tem ótimas atuações e um roteiro que foge da temática que é abordada inicialmente. Ainda assim, o diretor Marcos Jorge (Estômago) consegue nos envolver  com sua trama.  

A violência exibida em 'Mundo Cão' é a mesma existente no nosso dia a dia, é como um vírus que contamina e transforma todos das formas mais inimagináveis possíveis, do mais ingênuo ao mais experiente.
Cada relação mostrada e personagem presente tem um tratamento diversificado, transportando para a tela o sentimento de impunidade e impotência. 

Se não podemos mudar e ter o controle do mundo, porque não abraçá-lo com toda sua loucura e raiva e darmos a ele nossa cara o máximo possível?