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quarta-feira, 30 de março de 2016

CASAMENTO GREGO 2 - CRÍTICA EM BREVE



Toula (Nia Vardalos) e Ian (John Corbett) estão casados, e passam bastante tempo tentando compreender a problemática filha adolescente. Mas quando o casal descobre que um casamento de sua família nunca foi oficializado pela religião, todos os Portokalos se reúnem para mais um grande casamento grego.


PARA A MINHA AMADA MORTA POR ALÊ SHCOLNIK


“Para minha amada morta” conta a história de Fernando, um homem que cuida de seu filho único após a morte de sua esposa. Todas as noites ele arruma as coisas de sua amada morta, mas um dia ele encontra uma fita VHS que mudará sua vida.

“Para minha amada morta” carrega a natureza humana do marasmo. É  um drama psicológico que aborda solidão, melancolia e ciúme com referências de “O Lobo atrás da Porta" em sua história. O filme é bem inferior em relação ao roteiro e a direção, falta agilidade e ritmo.

Com um ritmo lento, um roteiro mal temperado entre drama e tensão, o filme é mal conduzido pela motivação mal construída do protagonista.

O longa foi premiado no 48º Festival de Brasília nas categorias de melhor direção; melhor ator coadjuvante, para Lourinelson Vladmir; melhor atriz coadjuvante, para Giuly Biancato; melhor direção de arte, para Monica Palazzo, e melhor montagem, para João Menna Barreto. Além de ser eleito como melhor filme pelo júri da crítica.


ZOOM POR ALÊ SHCOLNIK


Zoom conta a  história de três artistas: Edward (Gael García Bernal), vaidoso diretor de cinema, que tem que lidar com a encomenda de um filme comercial, mas que, no fim das contas, quer mesmo é realizar uma obra autoral.  Emma (Alison Pill), uma autora de quadrinhos nas horas vagas que quer seios maiores, mas a cirurgia não resulta como o esperado e Michelle (Mariana Ximenes), uma modelo brasileira que mora no exterior com o namorado e deseja ser reconhecida como escritora.

O filme que mistura live-action com animação em rotoscopia (processo em que se desenha a partir da imagem filmada do ator) apresenta um roteiro confuso e uma  narrativa que se divide em  três tramas paralelas interligadas com um quê de “Inception” (A Origem de Christopher Nolan) nos seus personagens.

Tudo acontece em um universo multidimensional onde cada um vive em uma realidade separada, em que um é autor da vida do outro.  Um cineasta está filmando um longa-metragem que tem como protagonista uma modelo-autora que está escrevendo um livro relatando as experiências de uma quadrinista que está desenhando uma graphic novel cujo herói é um diretor cinema frustrado.

Nos cruzamentos entre eles o filme chega a ter bons momentos, principalmente nos questionamentos seja ele de mercado, arte e merchandising. 

Coprodução do Brasil com o Canadá, o filme dirigido foi exibido no Festival de Toronto 2015 e foi indicado ao Canadian Screen Awards, conhecido como o prêmio mais importante do cinema canadense.



VOANDO ALTO POR ALÊ SHCOLNIK




Biografia do primeiro grande saltador da Grã-Bretanha, Eddie Edwards, conhecido como Eddie The Eagle. 

Com atuações medianas e belas locações, “Voando Alto” é um drama superficial ambientado entre as décadas de 70 e 80.

A  proposta do roteiro é transmitir uma história bonita, de coragem e de determinação, deixando de lado a carga dramática que Eddie carrega, a deficiência dos joelhos e o pai que não apoia seu sonho.

O filme cumpre a função de entreter o público com essa história de superação: um menino que desde criança desejava se tornar um atleta.  O diretor aborda a sua biografia de forma leve e superficial, apenas levando em conta o seu sonho. O foco da história são suas façanhas e a forma como lutou para ser aceito nas Olimpíadas de Inverno.

Essa empreitada estrelada por Taron Egerton (Kingsman) que leva as telas talento e carisma faz de “Voando Alto” um filme cativante e inspirador!



A GAROTA DE FOGO - CRÍTICA EM BREVE


Alicia (Lucia Pollan), uma garota muito doente tem um último desejo: ganhar o vestido da personagem principal de uma série de TV japonesa. O pai da menina, Luis (Luis Bermejo) vai fazer de tudo para deixar sua filha feliz e realizar o desejo dela. Na busca pelo vestido, ele conhece uma jovem com distúrbios (Bárbara Lennie) e um professor aponsentado (José Sacristán).



VISÕES DO PASSADO POR ALÊ SHCOLNIK


“Visões do Passado” conta a história de Peter Bower (Adrian Brody), um psiquiatra atormentado por um assunto do passado. Traumatizado por uma tragédia familiar, Peter mantem a rotina de trabalho, enquanto sua mulher sofre de depressão. Até que um dia ele recebe uma misteriosa visita de uma garotinha, capaz de mexer com a sua própria sanidade mental.

Capaz de mexer com a sua sub-consciência, armadilhas da mente humana começam a surgir, assim ele passa a duvidar do que é real ao mesmo tempo que investiga seu passado familiar.

O diretor Michael Patroni conduz o roteiro que mistura suspense, com pitadas de terror (o filme nos permite bons sustos), também circula pelo mistério policial e pelo drama familiar (esse desenvolvido bem superficialmente).

Destaque para a atuação de Adrian Brody, e o trabalho dos efeitos visuais junto com a direção de arte realmente assustadores.

“Visões do Passado” é bastante competente e eficiente no que se propõe, oferecendo um entretenimento de alto nível.


quarta-feira, 23 de março de 2016

BATMAN vs SUPERMAN - A ORIGEM DA JUSTIÇA POR ALÊ SHCOLNIK

              

O confronto entre Superman (Henry Cavill) e Zod (Michael Shannon) em Metrópolis fez com que a população mundial se dividisse acerca da existência de extra-terrestres na Terra. Enquanto muitos consideram o Superman como um novo deus, há aqueles que consideram extremamente perigoso que haja um ser tão poderoso sem qualquer tipo de controle. Bruce Wayne (Ben Affleck) é um dos que acreditam nesta segunda hipótese.

Nessa batalha entre grandes heróis, tem um vilão conhecido como Lex   Luthor   interpretado por Jesse Eisenberg (A Rede Social). O ator rouba a cena em um personagem psicótico e psicopata, alias cabe a ele ser o fio condutor  do roteiro que liga os dois mundos dos super-heróis.

É uma guerra civil entre Batman e Superman com direito a frases emblemáticas e a presença tão esperada da Mulher-Maravilha.  

Affleck está bem em cena, já Cavill continua  posando para editorais de moda.

A direção de Snyder faz uso das referências de câmeras de Michael Bay (franquia Transformers), mas deixa a sua marca. São sequências bem elaboradas junto ao exagero de closes, além dos jogos de câmeras  em busca do eterno heroísmo dos mocinhos. Será que Christopher Nolan toparia assumir a direção dos próximos filmes? (Apenas, uma sugestão).

A trilha sonora de Hans Zimmer merece destaque! Capaz de envolver o espectador completamente pontuando bem a trama. Os Efeitos Visuais e a edição cumprem muito bem a sua função.

A fotografia cinzenta permite um filme mais sombrio e mais envolvente, assim conversando com a temática do longa que questiona heroísmo, liberdade civil, politica e fé. É um filme bem construído, dentro do que se propõe,  porém é cansativo por conta da duração.

Com ótima ambientação e diálogos politizados, o filme é um combate de gladiadores na história mundial dos quadrinhos da Dc Comics com a anuência da população local. É um blockbuster de primeira com gostinho de quero mais!

Não esqueça a pipoca!