truque de mestre

X MEN

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quarta-feira, 29 de outubro de 2014

O melhor de mim


Na primavera de 1984, os estudantes Amanda Collier e Dawson Cole se apaixonaram perdidamente. Embora vivessem em mundos muito diferentes, o amor que sentiam um pelo outro parecia forte o bastante para desafiar todas as convenções da pequena cidade em que moravam.

Nascido em uma família de criminosos, o solitário Dawson acreditava que seu sentimento por Amanda lhe daria a força necessária para fugir do destino sombrio que parecia traçado para ele. Ela, uma garota bonita e de família tradicional, que sonhava entrar para uma universidade de renome, via no namorado um porto seguro para toda a sua paixão e seu espírito livre. Infelizmente, quando o verão do último ano de escola chega ao fim, a realidade os separa de maneira cruel e implacável.

Anos mais tarde, eles estão de volta a cidade para o velório de Tuck Hostetler, esse  reencontro desses dois personagens após vinte e um anos, desperta o passado entre eles, a melhor fase de suas vidas.

Com uma estética bela, um roteiro fraco e atuações medianas, o filme agrada a mulherada! É a típica comédia romântica, bem açucarada ( que chega a enjoar).

Baseado no best-seller de Nicholas Sparks, "O melhor de mim" tem direção de Michael Hoffman, conhecido por filmes como "Um dia Especial", "Sonho de Uma noite de Verão" e "A Última Estação". Ganhou prêmios como o de melhor adaptação literária no Festival de Hessian e como filme mais popular no Festival de Vancouver, além de receber indicações no Festival de Sundance, Roma e Berlim.

Bonitinho, pura sessão da tarde, com belos corpos e muito amor para dar!

Bom filme!

BOYHOOD POR ALÊ SHCOLNIK


O diretor Richard Linklater, da trilogia estrelada por Julie Delphy e Ethan Hawke (“Antes do Anoitecer”, “Antes da Meia Noite” e “Antes do Pôr do Sol”), nos presenteia com essa obra genial, digna de grandes premiações.

Boyhood – da Infância à Juventude” conta com a  direção e o roteiro competente de Richard Linklater que nos apresenta um filme baseado nas relações familiares.

É uma viagem épica e intimista pela infância do personagem Mason e expõe as mudanças que acompanham a vida do menino, dos 6 aos 18 anos. Os primeiros amores, os conflitos em família, a mudança de escola e o sentimento constante de desgosto e admiração são alguns dos temas retratados no filme.

Ganhador do “Urso de Prata” no Festival de Berlim deste ano, o drama Boyhood – da Infância à Juventude” nos transporta através da naturalidade e espontaneidade dos diálogos junto com as ótimas atuações.  Alias, o menino Ellar Coltrane é um grande achado!

Orquestrado com um trilha sonora que nos presenteia com Coldplay, Pink Floyd, Bob Dylan, Arcade Fire, entre tantos outros, somos agraciados com uma história realista com os dramas da vida.

Filmado durante 12 anos, "Boyhood" consegue traduzir praticamente todos os sentimentos e vivências nessa passagem da vida. Da infância, à adolescência, chegando aos primórdios da maturidade no início da faculdade, o filme nos faz sorrir, chorar, e acima de tudo, ver a vida como ela é, afinal, quem nunca passou por isso.

terça-feira, 28 de outubro de 2014

TIM MAIA POR ALÊ SHCOLNIK


Baseado no livro de Nelson Motta, o filme conta a trajetória do cantor do Soul brasileiro, um caminhão chamado Tim Maia que de fato atropelou a vida da música brasileira com grandes sucessos.

Estamos diante de uma cinebiografia romanceada narrada por Fabio (interpretado por Cauã Reymond, também produtor do filme), um cantor amigo de Sebastião Rodrigues Maia.  A vida e a arte de Tim Maia, um músico de criatividade avassaladora e temperamento explosivo que transformou a música brasileira com doses irresistíveis de funk e soul.

O filme recria sua trajetória desde a adolescência na Tijuca, bairro da Zona Norte do Rio de Janeiro, onde começou a carreira ao lado de Roberto Carlos e Erasmo Carlos, passando por sua temporada em Nova York, onde tomou contato com a música e o movimento negro, até sua explosão, com dezenas de “hits” que o tornaram um dos artistas mais populares e queridos do Brasil.

A montagem do filme favorece a dinâmica da construção do roteiro e da direção de Mauro Lima, tudo em ótima sintonia!

O ator Robson Nunes, que já havia interpretado Tim Maia no especial Por Toda a Minha Vida, da Tv Globo, viveu o cantor na fase jovem no filme, enquanto Babu Santana o  interpreta na fase mais velha.

Foram dois meses de preparação para a composição do personagem. Robson e Babu entraram juntos nesse projeto desde a pesquisa à última cena, (a maquiagem de Babu levava cerca de uma hora e meia para ficar pronta). Alias, a caracterização de todos os personagens é impecável junto com a direção de arte que também é um  primor à parte.

A trilha sonora que nos embala do começo ao fim, é capaz de nos emocionar a cada timbre. Robson Nunes ainda acrescenta que a música contagia de fato, é impossível não se emocionar e cantar junto.

Num clima de descontração, Babu ainda  confessou que passou de admirador do cantor, à um fã condicional dele. O ator conta que aprendeu a ouvir o cantor por conta do pai, um grande fã, que sempre que podia cantava na churrascaria que trabalhou.

Em clima de muito humor, a coletiva rendeu muitas risadas. Todos muitos simpáticos e solícitos.

Filmado entre sete e oito semanas, a biografia de Tim Maia contagia. São duas horas e vinte minutos mostrando como Sebastião Rodrigues Maia quis viver.  Tanto a música, como a a vida do genial cantor é convidativa para esse espetáculo capaz de emocionar e arrepiar o espectador.

“O caminhão que atropelou a vida,  tem meu nome na placa”, Tim Maia.

Bom filme!

quinta-feira, 23 de outubro de 2014

Drácula


O que dizer de um filme que se baseou na história de vampiro, onde inspirou Bram Stoker escrever seu respeitado Best Seller?

Onde espera encontrar um Drácula nobre onde nasceram várias lendas sobre o senhor da noite que se alimenta de sangue, encontramos uma fotografia escura demais, efeitos demais e uma trilha sombria demais que não acompanha a linha escolhida pelo diretor ou pelos produtores. Esse filme parece mais filme de produtor do que de diretor propriamente dito. É clara a falta de linha de condução da versão do diretor e algumas cenas ficaram incoerentes.


O filme não é de todo ruim, mas o que mais atrapalha é o excesso de efeitos em computação gráfica que desorientou o diretor e consequentemente o elenco.

Para quem não for muito exigente, o filme pode até divertir, mas aviso de ante mão: Não é Terror e nem chega perto disso. 

Por: Andrea Cursino

Alexander and the Terrible, Horrible, No Good, Very Bad Day

Baseado no livro  “Alexander and the Terrible, Horrible, No Good, Very Bad Day de Judith Viorst,  leva as telas Steve Carrell e Jennifer Garner como pais de quatro filhos em um péssimo dia em família.

A narrativa de Alexandre e sua família já rendeu adaptações para um série de TV e um musical, mas essa é a primeira vez que a história vai parar nas telonas, onde uma série de acontecimentos malucos e  inusitados decorrentes das histórias de seus personagens nos leva à situações inconvenientes.

É um filme de atuações medianas, ainda assim todo o elenco principal tem seus momentos. Todos, sem exceção, agradam.

A direção fraca de Miguel Arteta impede o filme de crescer com poucas gargalhadas, poderia ser mais engraçado, mas não deixar de divertir.

Como é uma produção Disney, sempre há uma bela mensagem no final. 

Bom filme!

quarta-feira, 22 de outubro de 2014

CANTIFLAS POR ALÊ SHCOLNIK


Uma homenagem ao ator mexicano Mario Moreno, descoberto por Charles Chaplin.

Conhecido pelo personagem Cantinflas, que dá nome ao filme. Mario Moreno foi um humilde aspirante a humorista em busca do estrelato.

Charmoso e engraçado, “Cantinflas”  é um a obra caricata sobre o ator, dirigido por Sebastian del Amo.

O longa conta a história de Mike Todd, um produtor da Broadway que está com problemas na produção do filme “Volta ao mundo em 80 dias”, ganhador de cinco  Oscars em 1957, além de ter sido o filme de maior bilhetaria na sua época.

“Cantiflas” é a história não contada da maior estrela do humor mexicano. O filme foi escolhido para representar o México na corrida ao Oscar de 2015 como melhor filme estrangeiro.

RELATOS SELVAGENS POR ALÊ SHCOLNIK

O candidato argentino ao Oscar de 2015 agrada com essa comédia tragicômica excecional!  São seis histórias separadas com relatos selvagens do ser humano. Tudo muito digno de realidade, inclusive.

Traição, acidentes de carro, burocracias do dia a dia são capazes de empurrar estes personagens para um lugar fora de controle. Tudo com o toque de Pedro Almodôvar (produtor do filme, inclusive).

Diante de uma realidade crua e imprevisível, os personagens deste filme caminham sobre a linha tênue que separa a civilização da barbárie.

Com histórias rápidas, inteligentes e envolventes, “Relatos Selvagens” é um relato extraordinário do comportamento violento do ser humano.

O filme conta com a direção competente de Damián Szifron e  ótimas atuações. Alias,  é Erica Rivas que brilha espetacularmente em cena!  Praticamente uma das mulheres de Pedro Almodôvar

Vale a pena conferir!