truque de mestre

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quarta-feira, 4 de fevereiro de 2015

SELMA POR ALÊ SHCOLNIK

Baseado em uma história real, “SELMA” é a cinebiografia do pastor protestante e ativista social Martin Luther King jr.. Acompanhando as históricas marchas realizadas por ele e manifestantes pacifistas no período de 1964 à 1965, entre a cidade de Selma, no interior do Alabama, até a capital do estado, Montgomery, em busca de direitos eleitorais iguais para a comunidade afro-americana.

Retrato de um sociedade preconceituosa, que não permitia uma evolução pacífica e construtiva, os Estados Unidos negou dignidade a muitos seres humanos. Com um legado deformador, é impossível não se revoltar ao rever esses fatos novamente.

O filme reacende a questão do preconceito racial e social, o abuso do poder e da lei para aterrorizar a população afro-africana.

O ultimo ato foi a vitória, numa poderosa manhã dando vida e energia aos que tanto lutaram em busca do triunfo.

"SELMA"  prende o espectador na cadeira não só por conta da trama, o filme é realmente tenso,  o que o contrapõe com a trilha sonora envolvente, ainda assim o roteiro é  pouco ágil, mas a bela fotografia, a direção de arte meticulosa e um elenco afiadíssimo (cheio de atuações excepcionais), faz dele um grande filme, que sem dúvida alguma, foi esquecido em algumas categorias do Oscar!


A verdade esmagada não se erguerá. Sob a neblina, as memórias da retaliação incontrolável, a história e destino se encontraram e assim libertaram o ser-humano repreendido por décadas de negação e preconceito.




CORAÇÕES DE FERRO POR ALÊ SHCOLNIK

Durante o final da Segunda Guerra Mundial, um grupo  formado por cinco soldados americanos tem como missão atacar os nazistas dentro da Alemanha. Eles são liderados pelo destemido sargento Wardaddy, que pretende vencer à qualquer custo.

Baseado numa história real, “Corações de Ferro” é um filme de guerra sob a perspectiva de quem a vive dentro de um tanque de guerra.

Tenso do começo ao fim, com uma ótima ambientação, grandes cenas de combate, deixando de lado todo o horror da mente humana que a guerra sempre dá a chance de explorar, “Corações de Ferro” tem potencial pra ser um excelente filme de guerra, mas seu  grande problema é a falta de história e a direção pouco inspirada de David Ayer, que faz do filme, apenas mais um no gênero, ainda assim, ele tem o mérito de conseguir prender o espectador em seu ato final.

Com um excelente elenco, a boa atuação de Brad Pitt, (mesmo que encarnando novamente Aldo Raine em Bastardos Inglórios), as atuações medianas de Logan Lerman  e  Shia LaBeouf,  ótimas cenas de ação, o filme poderia ter mais conteúdo e menos ação desenfreada.

Com um roteiro raso, uma boa direção de arte e boas performances, “Corações de Ferro” sem dúvida alguma, deveria estar no lugar de “Invencível” no Oscar deste ano nas categorias técnicas.

Alguns realmente se tornaram heróis, não pelo fato de lutar por um pais ou outro, mas simplesmente pela coragem e por lutar ao lado de seus queridos companheiros. 


quarta-feira, 28 de janeiro de 2015

CAMINHOS DA FLORESTA POR ALÊ SHCOLNIK


Baseado no musical da Broadway,“Caminhos da floresta” conta a história de um padeiro e sua mulher que querem ter um filho. Um belo dia, eles recebem a visita de uma bruxa  que os a avisa que lançou um feitiço sobre a casa em que moram, como castigo por algo feito pelo pai do padeiro, décadas atrás.

Ao mesmo tempo, a bruxa avisa que o feitiço pode ser desfeito caso eles lhe tragam quatro objetos, (todos referentes aos personagens das histórias dos contos de fadas): um capuz vermelho como sangue, cabelo amarelo como espiga de milho, um sapato dourado como ouro e um vaca branco como o leite.

Aproveitando-se de um elenco estelar, a comédia musical é um desserviço aos próprios clássicos da Disney, ao mesclarem diferentes contos retirando suas principais mensagens e sutilezas, um exemplo é como o ideal do príncipe encantado é desmitificado.
Com uma estética que lembra um pouco os filmes de Tim Burton, “Caminhos da Floresta” tem uma narrativa exaustiva, confusa e excessiva que não leva a lugar algum.
Com músicas bem orquestradas, um roteiro cheio de sub-tramas (que não são desenvolvidas satisfatoriamente), além de impedir que o espectador se envolva emocionalmente, “Caminhos da Floresta” é uma vertigem preguiçosa engolida pelo ego pretensioso de Rob Marshall. 
Se não fosse a indicação ao Oscar de Meryl Streep, fatalmente o filme passaria desapercebido em todos os sentidos, (alias, o filme promove o reencontro de Meryl Streep e Christine Baransky após atuarem juntas em “Mama Mia!”,  Meryl também volta a contracenar com Emily Blunt, companheiras de elenco também em "O Diabo Veste Prada").

Aos fãs de Johnny Depp, já aviso, ele quase não aparece em cena, é praticamente uma participação especial com pouquíssima relevância.


A ENTREVISTA POR ALÊ SHCOLNIK


Na comédia de ação “A Entrevista”, Dave Skylark e seu produtor Aaron Rapoport conduzem o popular programa de TV sobre celebridades "Skylark Tonight". Quando descobrem que o ditador norte-coreano Kim Jong-Un é fã do show, eles marcam uma entrevista com ele na tentativa de conseguirem sua aprovação como jornalistas sérios. Mas quando Dave e Aaron se preparam para viajar à Pyongyang, seus planos mudam no momento em que a CIA os recruta, mesmo sendo os homens mais desqualificados possíveis, para assassinar Kim Jong-Un.

Com referências de “Senhor dos Anéis” e “O Hobbit”, participações especiais e uma trilha sonora bombante, o filme é uma crítica social ao regime totalitário na Coreia do Norte.

Filme mediano, “A Entrevista” merece uma estrela  pela coragem e toda a crítica e confusão que causou na Coréia do Norte. É a glorificação da tosquice em meio a guerra.  

Mesmo com um James Franco caricato e Seth Rogen se repetindo em suas atuações, “A Entrevista” diverte e entretêm o publico. Diverta-se com a guerra!



A TEORIA DE TUDO POR ALÊ SHCOLNIK

A Imensidão da vida através do tempo no olhar de Stephen Hawking faz de “Teoria de tudo” uma bela homenagem ao homem que se tornou. Sua genialidade espetacular conquistou o mundo!

Baseado na biografia de Stephen Hawking (“Travelling to Infinity: My Life with Stephen”, escrito pela sua mulher, Jane Hawking.), o filme mostra como o jovem físico fez descobertas importantes sobre o tempo, além de retratar o seu romance com a aluna de Cambridge Jane Wide e a descoberta de uma doença motora degenerativa quando tinha apenas 21 anos.

O filme conta a triste trajetória (romanceada) deste brilhante cientista seguindo a linha convencional das biografias. Um roteiro simples, direção competente de James Marsh, uma trilha sonora que pontua bem o filme,  e a brilhante atuação de Eddie Redmayne (enquanto falta uma certa carga dramática na atuação de Felicity Jones)!

Mesmo que o  romance seja contado quase como um conto de fadas, “A Teoria de tudo” é um filme delicado e bonito, capaz de levar o espectador as lágrimas.

A sequencia final merece destaque pela metáfora sobre o tempo, foi uma chave de ouro para finalizar um filme que cativa profundamente o espectador.

O filme ganhou 2 prêmios no Globo de Ouro (melhor ator de drama, para a atuação de Eddie Redmayne, e melhor trilha sonora) e  foi indicado ao Oscar nas categorias: melhor filme, ator, atriz, roteiro adaptado e trilha sonora original.


BIRDMAN POR ALÊ SHCOLNIK


No passado, Riggan fez muito sucesso interpretando um super-herói que se tornou um ícone cultural, após se negar a filmar a quarta continuação da franquia, sua vida se degringolou, devido a problemas com a carreira que sucumbiu.  Egocêntrico e com problemas familiares, Riggan decide recuperar a fama perdida, se dedicando a tirar do papel uma peça da Broadway.

O filme retrata a vida de um ator em sua luta diária para se manter nessa indústria tão massacrante do entretenimentoOs resquícios do personagem “Birdman”, (típico super-herói) leva o os personagem de Keaton a uma crise existencial, além da ignorância e de atitudes impetuosas sobrepondo a racionalidade do ser humano. 

Enquanto Michael Keaton e Edward Norton brilham em cena, o resto do elenco serve de escada para suas grandes atuações.

A trilha sonora conduz e pontua o filme junto com a direção de Alejandro González Iñárritu, que se presta a fazer uma crítica à própria crítica (e aos críticos) e a fama.

Com um roteiro inteligente, uma história densa, (não espere um filme convencional) “Birdman” é um filme completamente cru. 

Filmado como se fosse um enorme plano sequência, "Birdman" é capaz de entreter o espectador e te fazer pensar também.

A vida é um grande ato, onde cabe à você se deixar sucumbir ou não. Bom filme!



sábado, 24 de janeiro de 2015

GRANDES OLHOS POR ALÊ SHCOLNIK

Baseado em fatos reais “Grandes Olhos” apresenta a história da pintora Margaret Keane (uma das artistas mais comercialmente rentáveis dos anos 1950 graças aos seus retratos de crianças com olhos grandes e assustadores). Defensora das causas feministas, ela teve que lutar contra o próprio marido no tribunal, já que o também pintor Walter Keane (Christoph Waltz) afirmava ser o verdadeiro autor de suas obras.

A sobriedade e a realidade da história leva o diretor a justamente seguir o caminho oposto na estética de seus filmes, enquanto a maioria de suas obras abordam assuntos como amor (“Edward – mãos de tesoura”, “A noiva cadáver”, “Sombras da noite”) Idolatria (“Vincent”, “Ed Wood” , “Frankenwennie”) infância (As grandes aventuras de  Pee-Wee) e relações familiares (“Os fantasmas se divertem”, “Edward – mãos de tesoura”, “Peixe grande e suas histórias”), “Grandes Olhos” também segue a estética de Tim Burton, só que em tons suaves.

A diferença crucial entre e o filme e suas (outras) obras é que todas elas vivem na base da fantasia (segmento fantástico que vive no olhar do diretor), enquanto em “Grandes Olhos” é completamente baseado em uma história real.

A gênese de “Grandes Olhos” constrói uma história real em 105 minutos, com naturalidade e simplicidade. 

Desde a bela fotografia, que retrata bem a atmosfera dos anos 60, Tim Burton contrapõe muito bem o tom sombrio da história com cores suaves, mas não foge a sua estética, junto com uma certa superficialidade, como é retratada a relação do casal (provavelmente um toque do diretor para suavizar a violência praticada por Walter Keane).

Presa na mentira que ela mesma ajudou a criar, os olhos dos quadros de Keane  são a janela da alma de Margaret, demonstrando tamanha insegurança e o medo que tomam conta de si.

Amy Adams está muito bem no papel, enquanto Christoph Waltz está muito caricato (apenas mais um toque de Tim Burton), a estética inicial do filme nos remete à “Edward –mãos de tesoura” (a rua onde Margaret mora com a filha).

Dirigido e produzido por Tim Burton, o filme agrada todas as idades!