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quarta-feira, 5 de agosto de 2015

MEIA HORA E AS MANCHETES QUE VIRAM MANCHETE POR ALÊ SHCOLNIK


“O povo gosta de luxo, quem gosta de pobreza é intelectual”, já dizia Joãozinho Trinta.

Não existe forma melhor de abrir essa crítica que fala de um jornal popular que faz enorme sucesso com a classe baixa. Fofocas, esportes, crime são o foco deles que agrada, inclusive, a classe alta. Sim, agrada! Não adiante mentir. Atire a primeira pedra, quem nunca parou na banca de jornal para ler suas manchetes.

“Meia hora e as manchetes que viram manchete” conta a história do tabloide carioca que trata o crime de maneira jocosa e não tem preconceito com os demais (declaradamente, declarado pelos entrevistados).

Manchetes bem-humoradas e abordagens inusitadas nos aguardam todas as manhãs indo para o trabalho.

O famoso jornal popular carioca usa de humor negro e trocadilhos diariamente (é quase um stand-up) e permite ao povo uma leitura mais divertida, assim somos levados da mesma forma pelo documentário que conta a sua história.

Aqui, tiro vira "pipoco"; facção criminosa é "bonde sinistrão"; bandido escondido "tá malocado", vivo "toca o terror", e morto "levou ferro"; a polícia, quando invade, "dá sacode", quando atira, "senta o dedo", quando prende, "mete em cana"; cadeia fica melhor como "tranca", "jaula" ou "xilindró"; ladrão de galinha é "vagabundo"; estuprador é "monstro"; o exterior é tratado de "no estrangeiro"; e mulher bonita ganha adjetivos hortifrutigranjeiros como morango, melancia, maçã, cereja e jaca.

Criado a partir de pesquisas e um estudo de caso, o jornal Meia Hora não se considera meia boca.  Sim,  é um veiculo de comunicação popular, que foi criado para concorrer com o jornal Extra.

A polêmica é a fonte do seu sucesso! Destaques e intensidade fazem parte de suas noticias.

Divertido, engraçado e verdadeiro, “Meia hora e as manchetes que viram manchete” conta com declarações dos principais realizadores desse projeto.

Vale a pena conferir!

O documentário esteve em cartaz na Mostra Première Brasil: Competição de Documentários – longas do Festival do Rio de 2014.

REAL BELEZA POR ALÊ SHCOLNIK


Novo longa do diretor e roteirista, Jorge Furtado, conta a história de João, um fotógrafo que procura candidatas à modelo, com uma beleza rara. Ao visitar uma das cidades do interior, João conhece a jovem Maria, e fica completamente encantado. com o intuito de levá-la para fora da cidade, ele vai de encontro com o pai da menina, mas Pedro, não quer deixa-la ser modelo. No meio disso João acaba se envolvendo com Anita, a mãe da menina.

Com um quê de “As pontes de Madison”, o filme está longe de ser algo do gênero, mesmo com alguns fatores similares, como o traço dos personagens de Adriana Esteves e Vladimir Britcha e a questão do ritmo lento, que incomoda e muito, além dá falta de conflito.

O elenco é bom, mas a falta de um bom roteiro, dificulta o trabalho deles.


O que parece é que não há o toque de Jorge Furtado na obra, um tanto estranho, né, mas “Real Beleza” não tem identificação alguma com o trabalho do diretor. Uma pena!



GEMMA BOVERY POR ALÊ SHCOLNIK


O novo filme da diretora e roteirista Anne Fontaine (Coco Antes de Chanel), chega aos cinemas brasileiros, após exibição no Festival Varilux de Cinema Francês. romance francês teve sua estreia durante o Festival de Cinema Internacional de Toronto de 2014, em uma sessão especial.

Inspirado no livro Madame Bovary, de Gustave Flaubert e baseado na graphic novel Gemma Bovery, escrita por Posy Simmonds (lançada originalmente em 1999 e publicada como uma série de livros chamada The Guardian), o filme nos transporta para um vilarejo, onde conhecemos Martin, um padeiro que tem uma paixão enorme pela literatura clássica, além de uma imaginação muito fértil.
A trama dirigida por Anne Fontaine, conta como Martin, acaba se envolvendo na vida de seus novos vizinhos, por conta  da sua grande paixão pela literatura de Gustave Flaubert. Sua vida pacata se transforma bruscamente com a chegada de novos vizinhos, um casal de ingleses: Gemma e Charles Bovery, nomes um tanto sugestivos para ele, além disso, o  comportamento do casal parecer ser inspirado pelos personagens de Flaubert, no famoso livro “Madame Bovary”.

A proposta do filme é boa, mas tem um pequeno probleminha de ritmo no inicio do filme, que demora a engatar.

O filme é mediano e conquista pelas belas paisagens e as boas de atuações de Gemma Arterton, que  é encantadora na mistura de tédio, fragilidade e sedução, já Fabrice Luchini, completamente enfeitiçado por ela, confere a seu personagem preocupação em vez de ser apenas um interesse romântico explícito. Por causa deles, a adaptação livre da obra-prima de Gustave Flaubert funciona.

“Madame Bovary” é tipo de filme que conquistará os amantes de literatura, pelas suas referências com um final muito interessante.




QUE MAL EU FIZ A DEUS? POR ALÊ SHCOLNIK

O casal Verneuils tem quatro filhas. Católicos, conservadores e um preconceituosos, eles não ficaram muito felizes quando as três de suas filhas se casaram com homens de diferentes nacionalidades e religiões, um chinês, um árabe, um judeu. Quando a quarta filha anuncia o seu casamento com um católico, o casal fica nas nuvens, mas logo irão descobrir que nem tudo é do jeito que eles querem.

“Que mal eu fiz a Deus?” aborda o preconceito tão presente na sociedade francesa,  embora seja uma comédia, algumas piadas fazem a gente se sentir mal, por conta do racismo existente nelas, e esse é o grande valor do filme. Ele ironiza o famoso clichê "não sou preconceituoso, mas..." e nos faz vermos como a sociedade, nos seus atos cotidianos, é impregnada de racismo. Além disso, o filme mostra como aqueles que já sofreram preconceito também podem praticá-lo. É uma boa reflexão!

Em um país, que apesar de ter tanto estrangeiros, há muita discriminação.  O filme usa do humor negro durante toda a projeção, em cima desta questão bastante delicada, que é o racismo e o preconceito em geral. 

A simplicidade do roteiro e da entrega das atuações são algo que fazem produções francesas se destacarem, e nesta aqui anda mais. Trata de um assunto sério e que poderia ser pesado: a intolerância de todas suas formas, de um modo leve e sincero.

No minimo, uma produção espirituosa!

QUARTETO FANTÁSTICO POR ALÊ SHCOLNIK


Um dos blockbusters mais esperados do ano, chegou aos cinemas! “Quarteto Fantástico” está de volta as telas com um nova proposta, a fim de trazer uma nova franquia para os cinemas.

O filme conta o inicio do quarteto fantástico, como os quatro personagens dos Quadrinhos se conhecem e desenvolvem seus poderes e estreitam os laços de amizade.

Não há nada de novo, é aquilo que os fãs já conhecem, com uma nova roupagem e novo elenco, que particularmente, não agradou muito, talvez pelo fato de não ser um filme de ação, mas sim de ficção científica.

A jovem Kate Mara não traz tempero algum ao quarteto, enquanto Jessica Alba esbanja sensualidade na primeira versão, Miles Teller e Jamie Bell são ótimos atores, mas foram mal aproveitados, e Michael B. Jordan, infelizmente, não mostra a que venho, além disso, a direção do filme não ajuda na construção dos personagens.


Há começar pelo vilão, que não tem  indícios psicológicos complexos que possam explicar sua vilania repentina como Doutor Destino: fora a aparência depressiva em sua primeira aparição e o ataque de ciúmes da Sue, o que mais pode indicar sua inclinação para o mal?


O roteiro é fraco, bem fraquinho mesmo, a ação do filme é pouca, e ainda fica para o final do longa, o que se salva, são os Efeitos Visuais que são bons.

“Quarteto Fantástico” está longe de ser um bom blockbuster como “Jurassic World”, “ Os Vingadores – A Era de Ultron” e “O Exterminador do futuro: Genesis”.

Fato que Quarteto Fantástico é morno como reinício de uma nova franquia. Pode ser que empolgue só nas continuações.


Bom filme!


sábado, 1 de agosto de 2015

UMA NOVA AMIGA POR ALÊ SHCOLNIK


Baseado no livro “Uma Nova Amiga” de Ruth Rendell, o filme conta a história da relação entre David e Claire, que se aproximam depois que Claire, mulher dele e melhor amiga dela, morre.

Parceiras desde a infância, as duas eram inseparáveis. Quando Laura fica doente e morre, Claire se aproxima de seu marido, David e surpreende-se ao descobrir o segredo íntimo do viúvo.

Cheio de referências  às obras de Pedro Almodóvar, o filme é um melodrama, que evolui para um suspense psicológico à la Hitchcock. Além de referências as obras dos diretores, o filme ainda tem um quê de “A pele que Habito” do cineasta espanhol, em seu roteiro. “Um filme instigante do começo ao fim!

A direção competente e o bom roteiro de François Ozon, faz de “Uma nova amiga” um ótimo filme!
As atuações são boas, mas que chama atenção é Romain Duris que está impecável! (!!!!) O figurino e maquiagem  são outro ponto alto do flime, estão perfeitos!

Ruth Rendell é uma celebrada autora inglesa de romances policiais. Seus livros já foram fonte de inspiração para grandes diretores, como Claude Chabrol (“Mulheres Diabólicas”, 1995), Claude Miller (“Betty Fisher e Outras Histórias”, 2001), além de Pedro Almodóvar, em um dos seus maiores sucessos, “Carne Trêmula” (1997).




quarta-feira, 29 de julho de 2015

MAGIC MIKE XXL POR ALÊ SHCOLNIK


Os meninos de “Magic Mike” estão de volta! Channing Tatum, Matt Bomer, Joe Manganiello, Kevin Nash, Adam Rodriguez e Gabriel Iglesias, estrelas do sucesso mundial de 2012 se reencontram após três anos.

“Magic Mike XXL”  trás os demais Reis de Tampa prontos para jogar a toalha, porém, eles querem fazer do jeito deles: incendiando a casa com uma última performance em Myrtle Beach e com a presença do lendário líder Magic Mike, que deixou a vida de stripper durante o auge de sua carreira.

Dirigido por Gregory Jacobs,  vencedor do Prêmio Emmy por “Minha Vida com Liberace”, o filme cumpre a sua função (de deixar a mulherada e os gays loucos!), mas o roteiro de  Reid Carolin é algo inexplicável, por assim dizer, com o propósito de dar continuidade ao primeiro filme, a preocupação em ter um arco dramático e seguir um simples molde com bons pontos de viradas, se quer existem. Os homens gostosos, em seus belos corpos esculturais continuam a ser a grande estrela do filme, mas com menos coreografias e menos sensualidade. Peraí, mas então qual é a proposta do filme? Obviamente, é entreter o seu público cativo, porém o clube das mulheres é uma opção bem melhor. Triste, não!

Jacobs realizou inúmeros trabalhos em parceria com Steven Soderbergh, que desta vez, atua em “Magic Mike XXL” como produtor executivo, apenas, além de ter Tatum como produtor, obviamente, já que o filme ainda é baseado na sua vida, a história do personagem Ken conta como o ator subiu na vida.

Os diálogos até divertem e tem algumas boas tiradas. Vamos a trilha sonora, bem, ela tinha tudo para ser boa, afinal é um filme de dança, também, porém, ela é completamente desconexa com as coreografias, que até se destacam, sim, até, as do primeiro filmes são melhores. Um tanto broxante!

Você provavelmente deve estar me xingando agora, afinal, quem quer saber disso, né, “Magic Mike XXL” não tem a menor pretensão em chamar a atenção para essas questões cinematográficas, enfim, bom filme e não esqueçam a camisinha!