truque de mestre

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quarta-feira, 7 de outubro de 2015

JÁ SINTO SAUDADES POR ALÊ SHCOLNIK - FESTIVAL DO RIO 2015


Jess e Milly são melhores amigas desde sempre. Elas contam tudo uma para a outra, ficam bêbadas juntas e seguram a barra quando as coisas não estão bem. Mas elas estão envelhecendo. Jess vive com o namorado Jago em uma casa-barco em Londres, mas a vida boêmia que lhe parecia um paraíso na juventude vem perdendo muito da graça.

Hoje, inexplicavelmente, ela olha com bons olhos para a família que a amiga criou, e agora mais do que tudo, Jess deseja ser mãe.

Mas dois eventos transformadores acontecem ao mesmo tempo. Agora, cabe a elas  se defrontarem com os acontecimentos da vida adulta.

“Miss you already” é daqueles filmes que vai te fazer chorar do começo ao fim, seja pelos laços de amizade Milly e Jess aos dramas do filme.

A Direção e o Roteiro caminham em perfeita sintonia, da mesma forma que o todo o elenco. Todos estão muito bem, mas é Toni Collette (em belíssima atuação!) que rouba cena!

O filme é dela, seu personagem toma conta da tela com uma grandiosidade tamanha, capaz de fazer até um carrasco chorar.

“Já sinto saudades” é daqueles filmes que a gente guarda no coração e na alma.

Não esqueça a caixa de lenços!

Em exibição no Festival do rio na Mostra Panorama do Cinema Mundial.


terça-feira, 6 de outubro de 2015

UM AMOR A CADA ESQUINA POR ALÊ SHCOLNIK - FESTIVAL DO RIO 2015



Arnold tem uma vida perfeita: ele é casado, tem dois filhos e é um respeitado diretor teatral da Broadway. Mas tudo muda quando ele contrata os serviços de Izzy, uma jovem que trabalha como acompanhante a noite e sonha em se tornar atriz. Sua atração pela garota de programa é tão forte que Arnold decide ajudá-la financeiramente com US$ 30 mil dólares para que ela deixe a vida que tem e realize seu grande sonho. O ato altruísta de Arnold se torna um pesadelo quando Izzy ganha um papel em sua peça, que também conta com sua esposa no elenco.

Seguindo os moldes de Woody Allen, “Um amor a cada esquina” segue através de uma cadeia de acontecimentos que afetam a vida de todos os envolvidos, o que quer dizer todo o elenco do filme.

A confusão reina como nos filmes de Allen, junto com seus personagens confusos, complexos e excêntricos.  Tudo na estrutura do filme lembra as obras do cineasta: desde a trilha sonora, passando pela construção dos personagens, seguindo pelo roteiro e pela direção também. Seria uma homenagem ao diretor?

Owen Wilson, que foi dirigido por Woody em “Meia Noite em Paris” segue a mesma linha de atuação, quem surpreende é Jennifer Aniston, como a psicologa anti-ética, a atriz está ótima em cena!

Em 2014, depois de trinta e dois anos, o diretor Peter Bogdanovich (Muito Riso e Muita Alegria) voltou a abrir o Festival de Veneza, com esta comédia apresentada fora da competição. O filme marca o seu retorno como diretor de ficção, seu último foi a comédia “O Miado do Gato”. Além disso, o filme promove o reencontro de Owen Wilson e Jennifer Aniston, nos cinemas. Os atores atuaram juntos depois em “Marley & Eu”.

Produzido pelo cineasta Wes Anderson, o filme tem várias participações especiais incluindo Quentin Tarantino (o que explica as várias citações e referências cinematográficas.) e Cybill Shepherd.

“Um amor a cada esquina” rende boas gargalhadas do espectador, vale a pena conferir! 

O filme foi exibido no Festival do Rio deste ano na Mostra Panorama: Grandes Mestres.


CALIFÓRNIA POR ALÊ SHCOLNIK - FESTIVAL DO RIO 2015


Estela é uma adolescente, que vive as descobertas da adolescência nos anos 1980, mesmo período em que a Aids tornou-se uma epidemia sem que existisse ainda um tratamento eficaz e o Brasil também vivia um momento de abertura política, com o fim da Ditadura.

O sexo, os amores e as amizades tudo parece muito complicado. Seu tio Carlos que mora na Califórnia é seu maior herói, e tudo o que ela deseja é uma viagem para lá acompanhada dele. Mas tudo desaba quando, ele resolve voltar para o Brasil, por que está doente (já infectado pelo HIV e muito debilitado). O fantasma da doença chega até ela por meio de seu tio, vivido por Caio Blat (em ótima atuação!).

Passando por um momento já conturbado que é a adolescência, ela ainda tem que lidar com essa questão. A Aids naquela época era muito diferente do que é hoje, e a primeira geração de jovens que conviveu com isso. Entre crises e descobertas, Estela irá encarar uma realidade que mudará definitivamente sua forma de ver o mundo.​

A proposta do filme é boa e válida, mas a problemas na narrativa e no ritmo que não engata, já os diálogos são muito bons. Caio Blat carrega o filme nas costas!A protagonista Clara Gallo demonstra muita falta de experiência como atriz, e tem muito o que aprender ainda.



A Direção de Arte e a  Trilha sonora são impecáveis! Enquanto a primeira retrata muito bem a época na cenografia e no figurino, a outra é a consolidação de uma cena roqueira, com Titãs, Ira, Metrô e Kid Abelha. Todos eles estão na trilha, assim como The Cure, Talking Heads e New Order, que marcaram a adolescência da época.

“Califórnia” de Marina Person fala de Aids, rock, juventude e fim da Ditadura. Bom filme!


Em exibição na Mostra: Première Brasil: Competição longa ficção.


segunda-feira, 5 de outubro de 2015

FASSBINDER - AMOR SEM COBRANÇAS POR ALÊ SHCOLNIK - FESTIVAL DO RIO 2015


Rainer Werner Fassbinder foi possivelmente o cineasta alemão mais importante do pós-guerra. Seu falecimento ainda jovem em 1982, aos 37 anos, deixou um vácuo na cinematografia europeia, assim como uma obra única, complexa e de espantosa contingência e rigor.

De 1969 em diante, o diretor e pesquisador Christian Braad Thomsen manteve uma amizade ao mesmo tempo próxima e respeitosamente distante de Fassbinder.

“Fassbinder – Amor sem Cobranças” se baseia em suas memórias pessoais, assim como em uma série de conversas e entrevistas com Fassbinder e sua mãe, Lilo, nos anos 1970.

No documentário, o cineasta alemão fala de suas referências cinematográficas ( ele sempre preferiu filmes lentos), ele diz que gostaria de fazer filmes diferentes que mostrassem sua compreensão sobre Hollywood: “Um lugar que faz filmes desonestos, saudáveis e inocentes, ao contrário do europeu”.

“Fassbinder – Amor sem Cobranças” também aborda a sua posição política (Rainer assume ser da geração do Exílio), também fala do lar onde cresceu, um lugar complexo e excêntrico, onde teve uma criação católica,  e sua opção sexual.

O documentário também aborda a linguagem cinematográfica de Rainer. Fassbinder é ator formado e tem convicção de como fazer as coisas no set de filmagem: “é a atmsofera que produz aquilo que desejo”.

O filme foi exibido no Festival de Berlim 2015.​ Em exibição na Mostra Filme Doc do Festival do Rio.

domingo, 4 de outubro de 2015

DOPE POR ALÊ SHCOLNIK - FESTIVAL DO RIO 2015

Malcolm é um adolescente do ensino médio que sobrevive em The Bottoms, um dos bairros mais perigosos de Inglewood, Califórnia. Ele e seus amigos têm obsessão por tudo relacionado ao hip-hop dos anos 1990, arriscando-se a serem humilhados na escola por conta de seu visual colorido. Malcolm sonha em estudar em Harvard, mas por ora sua preocupação é chegar em casa a salvo todos os dias. As coisas tomam um rumo hilário e surreal quando ele é convidado para a festa de aniversário de um traficante local.

Inicialmente, os protagonistas  parecem  caricatos, dentro de um roteiro cheio de clichês e com personagens estereotipados, mas tudo muda de figura quando o diretor RICK FAMUYIWA levanta uma proposta interessante na montagem do filme para assim se entender o verdadeiro roteiro. Ficou curioso? É para ficar mesmo!

O trio central da trama é formado por Tony Revolori (O Grande Hotel Budapeste), Kiersey Clemons e Shameik Moore. Todos estão muito bem em cena, além de estarem em ótima sintonia! O filme conta com Produzido pelo ator Forest Whitaker, “DOPE” é um filme irreverente com diálogos divertidos e uma trilha sonora na batida perfeita! Tem NAS, Public Enemy, A Tribe Called Quest, Gil Scott-Heron.

O filme foi exibido no Festival de Sundance e Quinzena dos Realizadores 2015.

DOPE está em exibição na Mostra Expectativa 2015.







sábado, 3 de outubro de 2015

GREEN ROOM POR ALÊ SHCOLNIK - FESTIVAL DO RIO 2015


Os “Ain’t Rights” é uma jovem banda de punk rock, que estão em final de uma turnê, onde tudo deu errado. Para fechá-la, eles aceitam tocar em um estranho bar de Skinheads em uma cidadezinha do Oregon.Depois do show, ao se depararem com o cenário de um assassinato, nos bastidores, a banda se vê ameaçada pelo sinistro dono do bar e seus capangas que não pretendem deixar suas testemunhas vivas.

Esse estranho bar, não é apenas esquisito, por si só, existe uma ideologia por de trás deles, o Neonazismo.

O filme é muito mais que um suspense, e um grande filme de terror, capaz de deixar o espectador de queixo caído com tamanha peculiaridade e destreza.

O ritmo inicialmente demora a engatar, mas nada que derrube o filme. Logo tudo se encaixa e flui naturalmente.

A direção competente de de Jeremy Saulnier (que também assina o roteiro), faz de ”Green Room” um filme completamente agonizante. O elenco surpreende também pelas boas atuações.

O filme foi exibido na Semana dos Realizadores do Festival de Cannes deste ano.

Em exibição na Mostra Midnight movies do Festival do Rio 2015.


quarta-feira, 30 de setembro de 2015

VAI QUE COLA - O FILME POR ALÊ SHCOLNIK


Valdomiro Lacerda é um tipo metido a malandro, que perdeu todo seu dinheiro ao ser envolvido em uma falcatrua da empresa, que era sócio. Para fugir da polícia, Valdo se muda para pensão de Dona Jô, no subúrbio do Rio de Janeiro, onde passa os dias reclamando da nova realidade e sonhando com um retorno à antiga vida de luxo. Quando um ex-sócio o procura com um plano para recuperar sua cobertura de frente para o mar, Valdo acha que suas preces foram atendidas. Assim, o trambiqueiro Valdomiro consegue recuperar seu apartamento de luxo no Leblon. Mas o problema é que a pensão sofre uma interdição da vigilância sanitária e toda a turma do Méier vai morar com ele.

“Vai Que Cola – O Filme” traz  segue o padrão do programa de tv, muita histeria e bullying com todo o elenco da série.

A interação entre os atores é boa, tudo é muito divertido em cena, embora o filme seja de extremo mal gosto no roteiro e nos diálogos muitos forçados. Alias, a forçação de barra durante toda a projeção é enorme, junto com a clichezada.

O filme tem referência clara ao filme “Priscila – A rainha do Deserto”, um dos poucos momentos divertidos junto com a interação de Paulo Gustavo com a câmera, em alguns momentos.

Não esqueça a pipoca! Bom filme!