truque de mestre

X MEN

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domingo, 17 de maio de 2009


A história de uma das figuras mais imediatamente reconhecíveis do século 20, retratada pelo cineasta Steven Soderbergh .

Soderbergh junto a Peter Buchman e Benjamin A. van der Veen se inspiraram nos diários do próprio Guevara e não fez as infames concessões mercadológicas que costumam arruinar produções do gênero. Em nenhum momento é possivel ver sequer Che Guevara em poses consagradas, como suas famosas imagens registradas pelas lentes de Alberto Korda.

A primeira metade do longa cobre os anos da revolução cubana. Batizado "Che" tem uma estrutura não-linear, saltando entre a turnê de Guevara por Nova York em 1964 e seu famoso discurso na ONU (gravados em preto e branco), a viagem do barco Granma e as batalhas para derrubar o regime de Fulgencio Batista.

No centro da obra de Soderbergh está o comprometimento de um homem com seus ideais. Se aqui o diretor mostra a ascensão de Che, com a Revolução Cubana, na segunda parte, "Guerrilha", prevista para estrear nos próximos meses, o diretor explora a queda, com o fracasso da tentativa de revolução na Bolívia, que culminou na morte do guerrilheiro, em 1967.

Capitaneado pelo inspiradíssimo Del Toro, conta com um o elenco eclético onde o brasileiro Rodrigo Santoro se destaca ao interpretar Raul Castro.

Simples e honesto,'Che' resulta em um trabalho documental. O filme/documentário conta como viveu e morreu o grande ícone. Se Che Guevara foi mesmo o "Guerrilheiro Poeta" romantizado ou um assassino que ajudou a substituir um regime por outro, cabe a cada espectador decidir.

A historia de Che foi retratada também em 2004, por Walter Salles, em"Diários de Motocicleta", baseado num livro de memórias de uma viagem da juventude do médico argentino.