truque de mestre

X MEN

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domingo, 1 de julho de 2012



Depois do belíssimo e poético “Meia Noite em Paris”, o versátil diretor resolveu passear por Roma, mas não deu muito certo.

Seguindo a sua peregrinação pelas cidades europeias, iniciada em Londres (“Ponto Final - Match Point”, “O sonho de Cassandra” e “Scoop - O Grande Golpe”) logo depois passando por Barcelona (“Vicky Cristina Barcelona”), o diretor, roteirista e ator Woody Allen peca ao fazer “Para Roma, Com Amor”.

Sim, o filme tem um certo charme e o humor bem afiado, típico do diretor, mas o que incomoda mesmo é a falta de linearidade temporal entre as histórias, o que prejudica a continuidade do longa.

O roteiro escrito pelo próprio não fechava todas as pontas, o elenco conta com alguns atores completamente comerciais e que não tem química alguma, além do exagero na sexualidade de alguns personagens.

Um desperdício usar Ellen Page como objeto de desejo, cadê o sex appeal da atriz?

E fato do personagem vivido por Alec Baldwin aparecer em algumas cenas literalmente do nada, (sem explicações, Baldwin se converte na consciência de Eisenberg), e o que é o tenor Fabio Armiliato cantando no chuveiro, cadê o bom senso?!

Há de ter muita paciência e disposição para não bocejar antes das cenas finais.

Sim, o filme não é de todo ruim! A fama instantânea do personagem vivido pelo grande ator Roberto Benigni, é uma piada ao mundo das celebridades, a atuação nervosa de Woody Allen é sempre bem vinda e como sempre agrada, além dos diálogos, como sempre sensacionais.

A fotografia e a trilha sonora como sempre tem o dedo do mestre que é nítida durante todo o filme. A presença maciça do idioma italiano também é um dos pontos fortes.

O filme intitulado “Para Roma com Amor”, não explora em nenhum momento esse sentimento, de forma alguma, mas homenageia a cidade onde Fellini rodou alguns de seus filmes (“La dolce Vita”, “Roma, Cidade Aberta” entre tantos outros).