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quarta-feira, 1 de junho de 2016

O OUTRO LADO DO PARAÍSO POR JUNNO SENA



Mais uma vida de um escritor chega às telas. Muito similar a “De Amor e Trevas” com Natalie Portman, em “O Outro Lado do Paraíso”, vemos a história da infância do escritor Luiz Fernando Emediato e o relacionamento com seu pai, Antônio (Eduardo Moscovis). Sobre pais, filhos e Brasília, voltamos para os anos 40 e vemos a família de Fernando seguindo o sonho da prosperidade na capital do Brasil, mas tudo é interrompido pelo golpe militar e é quando o pesadelo começa.

Mesmo como Moscovis em um dos papéis principais, quem realmente brilha na tela é o personagem Nando interpretado por Davi Galdeano.

O ator mirim mostra o talento diversas vezes durante o longa se destacando ao lado de Moscovis, que faz o seu pai no filme. Além deles, temos o retorno de Camila Márdila, que ficou conhecida por interpretar Jéssica em “Que Horas Ela Volta”. Já conhecendo a atriz e a sua atuação, parece que foi pouco aproveitada diante das câmeras.

O que realmente se destaca é a direção de André Ristum, que aproveita o cenário árido do interior de Minas Gerais, além das estradas desertas.

Em diversos momentos, o visual do filme se torna muito mais interessante que a história em si.Destaque para a direção de arte e o figurino.

“O Outro Lado do Paraíso” é mais um dos filmes da leva nacional que agrada. Mesmo desandando no final e correndo para terminar o que começou, se trata de um documento histórico, cheio de curiosidades e também uso de imagens documentais “Brasília: Contradições de Uma Cidade Nova”, de 1967. No fim, está longe de ser dispensável, mas também não é algo que irá se destacar.