truque de mestre

X MEN

X MEN

quarta-feira, 4 de junho de 2014

Se as mulheres são classificadas como figuras frágeis e apaixonantes e os homens, difíceis e cafajestes, é porque o cinema do gênero comédia romântica ajudou a consolidar esses perfis, porém, as mulheres reais mostram que raramente são reprises dos filmes estrelados, na maioria das vezes, por Kate Hudson.
Em “Os homens falam” podemos identificar uma mudança desse modelo cinematográfico americano. Os argentinos dão conta do recado, são cinco histórias que interagem entre elas dirigidas por Cesc Gay.

Uma comédia centrada nas inseguranças masculinas, onde o foco são os homens (obviamente) e a quebra de cada um dos mitos relacionadas em suas interações privadas.
Um filme inteligente, maduro e divertido!

quinta-feira, 29 de maio de 2014

O LOBO ATRÁS DA PORTA POR ALÊ SHCOLNIK


Uma mulher motivada por desejo é capaz de tudo?  ato de se vingar é uma resposta concreta aos impulsos da vida? Raiva, ódio, rancor e injustiça são capazes de realizar um ser humano? A vingança vale a pena?

Hoje em dia vivemos em uma sociedade em que é “proibido” se frustrar, e o sentimento de vingança está associado a retaliar as conseqüências de uma situação que provocou dor, raiva e ódio é assim que “O Lobo Atrás da porta” conquista o espectador com esse drama real.

Cheio de diálogos provocativos, “O Lobo Atrás da porta” é um drama psicológico envolvente que conta a história  de Sylvia, uma dona de casa desempregada que tem a filha sequestrada na escola.

Na delegacia, a trama se desenvolve com os depoimentos dos pais diante do delegado (interpretado por Cazarré, em grande performance). Alias, todos estão muito bem em cena!

Um enredo de amor, desejo, obsessão e vingança, capaz de te fixar na cadeira do começo ao fim.

A direção e o roteiro se completam e complementam do começo ao fim, com uma história que se desenvolve naturalmente nas telas.  Um belíssimo trabalho do cinema nacional!

Um dos melhores filmes nacionais do ano!

quarta-feira, 28 de maio de 2014

OS HOMENS SÃO DE MARTE E É PARA LÁ QUE EU VOU POR ALÊ SHCOLNIK


Depois do sucesso de “Minha Mãe É uma Peça – O Filme”, vem aí outra adaptação teatral baseada na peça homônima, escrita e protagonizada por Monica Martelli: “Os Homens são de Marte ... E é pra lá que eu vou!”.

A trama que levou mais de 2 milhões de pessoas ao teatro, durante 9 anos em cartaz, vivendo um personagem inspirado durante a fase solteira da atriz. Agora, a história estreia nos cinemas brasileiros contando a história de Fernanda, uma mulher independente e bem sucedida em busca do amor.

Os Homens são de Marte ... E é pra lá que eu vou!tem seu  roteiro fiel à peça onde Mônica Martelli encara mais uma vez a personagem que llhe rendeu grande sucesso. Quem conhece a atriz (e agora apresentadora de tv), sabe que ela tem um jeito um pouco forçado às vezes, podemos reparar isso nas telas do cinema também, mas nada que atrapalhe a boa performance da personagem e do filme.

A trilha sonora é gostosa de se ouvir, mas o que você mais vai ouvir no cinema serão gargalhadas, principalmente quando Paulo Gustavo entra em cena. Um show à parte!

Risada garantida do começo ao fim! Não percam!

Dica cinéfila: Cuidado para não derrubar a pipoca, hein!


O mais novo filme estrelado por Tom Cruise, traz o ator  como um soldado inexperiente que é jogado às feras em um combate onde a raça alienígena, invade a Terra, (mais uma vez).

Sem treinamento algum, Cage se encontra ma missão de salvar o mundo, já que seu dia se repete inúmeras vezes. Sim, é um filme de ficção científica com o famoso loop temporal (o que acaba se tornando um dos elementos mais chatos do filme, por ser muito usado).

À cada morte, Cage se torna mais forte, esperto e capaz de enfrentar o adversário, mas para isso, ele recebe a ajuda de Rita Vrataski, agente das Forças Especiais, (peça fundamental no crescimento do seu personagem).  Agora, com Cage e Rita assumindo a luta contra os aliens, cada batalha repetida se torna uma oportunidade de descobrir a chave para a aniquilação dos invasores e salvação da Terra.

A grande surpresa do filme, fica à cargo de Emily Blunt, que é um espetáculo à parte, (aliás o melhor rosto feminino em filmes de ação desde Milla Jovovich), enquanto Cruise, continua com as mesas caras e nuances dos seus últimos filmes.

Mas o grande problema do filme é a semelhança com video-games. A aprendizagem do protagonista é a mesma que temos com os jogos. Decoramos, treinamos, repetimos as fases,  até chegar à luta final. É um filme de ficção científica, mas essa proximidade com o videogame incomoda e muito, além de ser mais um produto com a marca “Tom Cruise salva o mundo”.

“No Limite do Amanhã” falha por subestimar sua própria capacidade e a do espectador também. Como o próprio filme diz (não existe coragem sem medo), o medo em inovar fez com que faltasse coragem de tornar o enredo do longa mais atrativo.

sábado, 24 de maio de 2014

UMA LONGA QUEDA POR ALÊ SHCOLNIK


Seria o suicídio a solução para todos os nossos problemas? Quantas pessoas pelo mundo apenas sobrevivem ou co-existem por inúmeros problemas? A vida tem solução? A morte é a resposta para tudo?  

Em  “Uma longa queda”, adaptação da obra de Nick Hornby (mesmo autor dos livros "Alta Fidelidade" e "Um Grande Garoto"), encontramos quatro potenciais suicidas que se conheceram no mesmo terraço.

O filme é uma comédia dramática que conta como esses quatro se uniram e se protegeram uns aos outros. Esse quarteto encontra forças entre si para superar seus problemas pessoais.

É bonito de se ver como o ser humano é capaz de entender a dor do outro, mas nem sempre isso acontece. A amizade e carinho que eles desenvolvem entre si, despertam sentimentos fortes entre eles. Nessa onda o espectador se envolve, sofre e se emociona junto.

Com um elenco de peso, o destaque fica para Imogen Poots e Tony Colette  em ótimas atuações! Já Pierce Brosnan continua na sua fase automática e Aaron Paul é só um rosto bonito no longa. 

“Uma longa queda” acerta em mostrar que todos tem problemas, mesmo que alguns podem ser mais perturbados que outros. Talvez seja um filme que mude a sua vida ou apenas uma produção para te fazer pensar, nem que seja um pouquinho.

quarta-feira, 21 de maio de 2014

X-MEN POR BETO MENEZES


A franquia dos mutantes a cada filme estava cada vez mais perdida, feito cego em tiroteio. Eram sempre trailers que prometiam muito, mas no resultado final eram bem abaixo do prometido, principalmente depois de péssimas decisões tomadas ao longo do caminho (coff "X-Men 3" coff !), embora o Primeira Classe seja uma grata surpresa, trazendo um frescor novo para aqueles que praticamente foram os responsáveis pelo "boom" dos filmes de super-heróis. Eis que a Fox fez meu mundo feliz com dois anúncios: a adaptação de uma das mais clássicas histórias dos mutantes e o retorno de Bryan Singer à direção (Matthew Vaugh fez um excelente trabalho com o Primeira Classe, mas os filmes de Singer são os mais clássicos dos heróis). E aí, após muita expectativa, como será que foi esse retorno ?

Vou me ater à história do filme, sem comparações aos quadrinhos (embora as mudanças sejam mínimas e apenas mercadológicas afinal ter Hugh Jackman à frente chama mais público do que Ellen Page como Kitty Pryde). Nesse Futuro apocalíptico (ou realidade alternativa, fica aí a discussão), humanos e mutantes foram exterminados e aos poucos sobreviventes o que resta é fugir dos implacáveis Sentinelas. Os poucos mutantes que restam, liderados pelo Prof. Xavier e Magneto preparam então um último e desesperado plano: lançar a consciência de Wolverine para o passado, junto de suas versões mais jovens para impedir o responsável por aquele futuro.
 
Singer consegue conduzir a história perfeitamente, e com ambas as distinções. No primeiro momento, um futuro com os personagens que fomos apresentados lá no primeiro X-Men. É muito legal ter essa noção de unificação entre os filmes, é basicamente a "cartilha Marvel" em ação. Embora Singer tenha tomado certas liberdades em relação aos poderes mutantes (principalmente os da Kitty), você acaba entrando no clima por que é simplesmente empolgante vê-los todos em ação. Mas o filme não esquece do seu lado "mercado" e inclui novos personagens, mas não em detrimento do roteiro. Todos tem a sua utilidade e o seu mínimo espaço, em especial a Blink (Fan Bingbing) e Mercúrio (Evan Peters), no passado. As cenas de ambos os personagens são extremamente empolgantes, inclusive Singer repete o feito incrível da abertura do segundo filme (a invasão da casa branca pelo Noturno) com uma cena única, só para o velocista mutante.

No passado o show passa a ser de Hugh Jackman. Wolverine passa a ser o elemento de ligação entre as duas eras e mais uma vez assume (como em todos os filmes) a responsabilidade, mas aqui por um motivo totalmente crível para o que o filme se propõe. Um Xavier desiludido, totalmente diferente do personagem que deixamos de ver ao final do Primeira Classe, efeito dos 10 anos que se passaram entre os filmes, e um Magneto caminhando mais e mais para se tornar o personagem do primeiro X-Men. E Jennifer Lawrence também tem o seu destaque, assumindo posição central na trama e fechando o triângulo do mal resolvido entre ela, Xavier e Magneto.

Tecnicamente o filme é muito bom! Tem efeitos excelentes. O 3D fica a cargo do freguês, é bom, mas não necessário. E Singer cada vez mais abusa da criatividade para mostrar o uso das habilidades mutantes. O roteiro se permite fazer algo que foi excelente, ao brincar com a questão de viagens no tempo. 

Singer nos trouxe de volta o prazer de ver um filme dos X-Men e fez mais do que isso: ao brincar com viagens no tempo, ele remenda a linha temporal no filme, deixa o que foi bom e joga fora tudo o que foi ruim, a cena final é um deleite com muitas surpresas para os fãs, e a cena pós-crédito, o indício do que está por vir. Além de dizer que vale muito o ingresso!

Nos cem anos de Irmã Dulce, elenco e diretor de cinebiografia dão sua impressão sobre o anjo bom da Bahia


Quando criança, Maria Rita de Sousa Brito Lopes Pontes (nome de batismo de irmã Dulce) costumava rezar e pedir sinais a Santo Antônio para saber se deveria seguir a vida religiosa. Com apenas 13 anos começou a ajudar mendigos, enfermos e desvalidos. Consagrou-se como religiosa na Congregação da Imaculada Conceição da Mãe de Deus, em Sergipe. Ao voltar para a Bahia, dedicou uma vida inteira à assistência aos menos favorecidos.

Dia 26, próxima segunda-feira, será uma data muito especial para os que conhecem e admiram a sua trajetória: Irmã Dulce faria cem anos. As comemorações em homenagem ao centenário começam no domingo, 25, com uma grande missa campal, no Santuário da Bem-Aventurada Dulce dos Pobres, no Largo de Roma, em Salvador. Neste mesmo dia se encerram as filmagens da cinebiografia sobre a freira que ficou conhecida como o “Anjo bom da Bahia”. Durante 40 dias uma equipe com mais de cem pessoas se instalou na cidade para as filmagens do filme “Irmã Dulce”, que tem previsão de estreia para o final deste ano. 

Estrelado pelas atrizes Bianca Comparato e Regina Braga, o longa é dirigido pelo premiado diretor Vicente Amorim (“Um Homem Bom”, “Corações Sujos”, “2000 Nordestes”, “Caminho das Nuvens”) e produzido por Iafa Britz (“Se eu fosse você”, “Nosso Lar” e “Minha Mãe é uma Peça”), da Migdal Filmes. Bianca vive Dulce na juventude – período em que seu ativismo social e sua luta pelos miseráveis cresce em meio ao preconceito e à desconfiança da sociedade.

Os temas que esse filme traz a tona são de uma atualidade assustadora. Os dias de hoje estão muito violentos, tensos, então os ensinamentos deixados por Irmã Dulce, através de suas ações, nos mostram que se houvesse mais amor tudo seria mais fácil. Esse ano Irmã Dulce completaria cem anos, pra mim, sua obra nunca esteve tão viva. O que ela deixou é eterno. Ela é o milagre! - diz a atriz Bianca Comparato.
Já a consagrada Regina Braga vive Irmã Dulce a partir da maturidade, quando, embora já admirada por suas ações, continua a enfrentar resistência à sua forma de atuar, inclusive dentro da própria Igreja.

Interpretar Irmã Dulce foi uma experiência transformadora para mim. Estou encantada com a força desta mulher. Certo dia, questionei o Vicente (Amorim, diretor) sobre qual seria a melhor maneira de retratar Irmã Dulce e ele respondeu dizendo que não estamos fazendo um retrato, mas sim uma pintura. E eu espero que todas as pessoas enxerguem, assim como eu, a importância desta mulher que viveu inteiramente para o próximo - afirma Regina.

Tendo como ferramentas a determinação e o amor, Irmã Dulce construiu uma obra social sem igual no Brasil, com creches, hospitais e centros educacionais. A freira impressiona por sua capacidade de conviver com todos os credos e todas as classes sociais, dos poderosos aos marginalizados.

Escrever ‘Irmã Dulce’ foi uma experiência... estranha. Já escrevi muitas biografias, mas em determinadas cenas de ‘Dulce’ eu mal conseguia teclar - eu me emocionava enquanto escrevia as cenas! Isso nunca tinha me acontecido antes. E quando terminei, completamente tomado pela força do Ato final do roteiro, tive a certeza de que havia sido honesto com a jornada dela – meu norte, assim como o dela, foi o coração – conta o roteirista L.G Bayão.

Com um perfil de uma mulher quase subversiva na sua ação, capaz de quebrar paradigmas pelo seu amor ao outro, Irmã Dulce lutou contra todo tipo de preconceito. Foi beatificada em 2011 e segue o processo de canonização que pode torná-la a primeira santa brasileira. Mas, na terra de Todos os Santos, ela cruzou as fronteiras religiosas, sendo respeitada e venerada por toda a população. Suas ações e capacidade de mobilização impactaram gerações, a despeito de credos ou mesmo da falta deles. Em 1988 foi indicada ao Prêmio Nobel da Paz por seu trabalho incansável às populações carentes.

“Irmã Dulce” será um filme carregado de emoção e, ao mesmo tempo, profundo e atual na sua discussão das contradições da sociedade brasileira e também das nossas qualidades definidoras: fé, alegria e obstinação. Já o poder da personagem Dulce garante um filme de enorme relevância artística: um filme sobre a ordem, o caos e o que surge deste encontro - afirma o diretor Vicente Amorim.

Fazer um filme sobre Irmã Dulce é uma grande responsabilidade. O que eu não imaginava é que seria também uma grande felicidade. Todos no set de filmagem estão envolvidos com a história de luta e dedicação de Irmã Dulce de uma forma tão intensa que é comovente. Depois desse filme, nenhum de nós aqui será o mesmo - resume a produtora Iafa Britz.

“Irmã Dulce” conta com a coprodução da Globo Filmes e Telecine e distribuição da Downtown Filmes e Paris Filmes.

A produção
O longa “Irmã Dulce” está em fase de fim de filmagens. São dezenas de locações criadas e adaptadas a partir de ambientes reais; e produção e reconstituição de figurinos de época que vestem centenas de figurantes. As cenas foram rodadas em locais históricos de Salvador, como o Pelourinho e a Igreja de São Francisco.  O filme vai reproduzir com riqueza de detalhes momentos marcantes, como a visita dela ao Terreiro de Mãe Menininha do Gantois e seu encontro com o Papa João Paulo II, em 1980, em Salvador. O lançamento está previsto para outubro deste ano, em comemoração ao centenário de Irmã Dulce.

Sinopse
“Irmã Dulce” conta a emocionante história da mulher que, indicada ao Nobel, chamada em vida de “Anjo Bom da Bahia” e beatificada pela Igreja, nunca se importou com títulos. A história de uma mulher cujo único objetivo era confortar os necessitados, cuidar dos doentes, amparar os miseráveis – a qualquer custo, com a ajuda de quem fosse. Capaz de atravessar Salvador de madrugada para dar colo a um menino de rua ou de pedir verba a um político em pleno palanque, Irmã Dulce enfrentou inimigos externos – o preconceito, o machismo, os dogmas - e um interno: uma doença respiratória incurável. Passou por eles com obstinação, alegria, amor e fé e construiu uma obra que, até hoje, só cresce, como cresce a devoção por ela. O filme Irmã Dulce conta de forma verdadeira e emocionante a história de uma mulher que reúne três das nossas qualidades definidoras como brasileiros: fé, alegria e obstinação.