truque de mestre

X MEN

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segunda-feira, 23 de novembro de 2009

Primeiro filme hollywoodiano do diretor Ang Lee depois de Brokeback Mountain, baseado no livro Taking Woodstock: A True Story of a Riot, A Concert, and A Life, conta como Elliot foi o responsável por levar o festival para a pequena cidade de White Lake, no interior do Estado de Nova York.

Interpretado por Demetri Martin, Elliot presidia a câmara de comércio da cidadezinha, com um festival de música local anual debaixo de sua responsabilidade, quando a vizinha Catskills expulsou Woodstock de lá - afinal, nomes como Joan Baez, Janis Joplin e Jimi Hendrix atrairiam uma população de hippies que os locais temiam. Com algum empurrão, Elliot decidiu então trazer o festival (que leva o nome de outra cidade, Woodstock) para White Lake.

A graça do filme está nessa transformação da paisagem de White Lake. Com um casting desconhecido, os atores parecem ter nascido para aqueles personagens. Não falta humor, nem música no o festival de rock mais famoso de todos os tempos.

O diretor consegue com a inestimável ajuda do diretor de fotografia Eric Gautier, enquadrar as mudanças de forma documental sem perder o foco de Elliot, como quando o personagem vai atravessar uma multidão na rua em plano – seqüência ou quando vai ficar fora de quadro, dividindo a tela, como fez em Hulk.

A reação de Elliot é uma obsessão do filme. A sensação é de como se o arco se encerrasse no momento em que o festival se torna realidade, enquanto no fundo ainda há pontas soltas na historia de Elliot. De qualquer forma, a eleição de um protagonista privilegiado faz muito bem ao filme. Por meio de Elliot, podemos nos identificar através da sua relação com a família, principalmente a típica Idish mom, interpretada brilhantemente por Imelda Staunton.

Na verdade, enquanto Ang Lee reproduz, de forma incrível, o clima de Woodstock, Elliot e suas amarguras vão compondo sua trama, que parece estar à beira do final sempre que ele se resolve de alguma forma. Podemos ver o Festival como pano de fundo enquanto mãe e filho se relacionam. O filho que faz tudo para agradá-la e nutre esperanças e sonhos de uma boa relação familiar, mas que vem abaixo, nos momentos finais do filme, quando realiza dentro de si as mudanças que o festival pôde fazer nele. A relação pai e filho melhora, o que é suficiente para Elliot cair no mundo.