O terceiro longa-metragem da cineasta Laís Bodanzky (Bicho de Sete Cabeças e Chega de Saudade), é inspirado na série de livros: Mano, de Gilberto Dimenstein e Heloisa Prieto. O filme mostra os percalços do jovem Hermano e seus amigos que enfrentam os dilemas característicos da adolescência.O longa acompanha os jovens alunos de uma colégio da grande São Paulo, onde filhotes da classe média, se preocupam principalmente em experimentar as primeiras tentações do mundo adulto: bebidas, entorpecentes e, claro, o sexo.
Mas se estas descobertas vêm atreladas aos percalços da adolescência moderna, também mostra a caricatura cruel e preconceituosa do jovem de hoje, as cenas onde julgam a opção sexual do pai de Mano é uma delas, além de mostrar como é o ambiente social dentro das escolas atualmente: o medo de ser o humilhado, os amores, o eterno sentimento de desconfiança, a melhor amiga, a escola que emburrece e fofocas cruéis espalhadas via Internet.
O elenco é dominado por estreantes que contaram com a preparação de Sérgio Penna (Batismo de Sangue, Lula – O Filho do Brasil, Antônia), a galeria de rostos jovens, mas que, ainda assim, encarnam seus personagens com total entrega e imenso talento.
Enquanto isso, Caio Blat e Paulo Vilhena assumem papeis diferentes do habitual, curiosamente assumem papéis de figuras de autoridade, o que não deixa de se revelar uma escolha interessante: como o professor de violão de Mano, Vilhena compõe um músico tranqüilo que, ao mesmo tempo, sabe ser crítico quando necessário, fácil perceber por que Mano passa a confiar nos conselhos do sujeito. Já Blat, como um professor de Física, surge como um mestre capaz de inspirar os alunos sem apelar para a autoridade, conseguindo também sugerir detalhes sobre o passado do personagem sem ter muito tempo de tela.
É um filme divertido, envolvente e sensível que constrói o arco dramático de seu protagonista com inteligência! É inquestionavelmente honesto!
O roteiro ficou por conta do parceiro habitual de Bondanky: Luiz Bolognesi.
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