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segunda-feira, 10 de março de 2014

NINFOMANÍACA POR ALÊ SHCOLNIK

Lars Von Trier está de volta com o volume 2 da sua obra mais perturbadora de todos os tempos. A ordem e desordem estão de volta, na mesma dimensão.

Mais uma vez, o filme é definido pelos diálogos entre os dois personagens principais. O sarcasmo faz parte dele, levando o público a gargalhadas nervosas em determinados momentos.

O segundo corte de “Ninfomaníaca” continua  de onde parou e seguindo a linha  do primeiro: arrogante, debochado e instigante. O que impressiona mais é a entrega absoluta da atriz que incorpora Joe: Charlotte Gainsbourg (sem dúvida alguma, a alma do filme)!

O roteiro consegue ser mais envolvente que o primeiro. Fascinante e repulsivo, ao mesmo tempo, Lars explora a sexualidade, o ato sexual e a doença genialmente!

O paradoxo sexual do filme parte da posição de que os personagens são colocados. No meio desta conversa, uma revelação sobre Seligman acontece, o que o encaixa perfeitamente  neste lugar.

Durante toda o diálogo, a posição de Seligman é colocada como se fosse um terapeuta. Ele analisa e filosofa sobre os fatos contados por Joe, enquanto ela descreve sua vida e pontua claramente que a sociedade é negligente com os estereótipos sexuais. As ideias são preconcebidas, a aceitação de gêneros sexuais é praticamente inaceitável.

A saciedade sexual e social é inconcebível. A busca pelo gozo sexual e pela satisfação social (ou ao contrário, como você preferir) é interminável, se tornando uma auto-mutilação, tanto para o ser-humano como para a sociedade.

Dica cinéfila: Permita-se a essa  experiência avassaladora nos cinemas!