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sexta-feira, 6 de março de 2015

PARA SEMPRE ALICE POR ALÊ SHCOLNIK



Alice sempre foi uma mulher de certezas. Professora e pesquisadora bem-sucedida, não havia referência bibliográfica que não guardasse de cor. Ela sempre acreditou que poderia estar no controle, mas nada é para sempre. Aos cinqüenta anos, ela começa a simplesmente esquecer. No início, coisas sem importância, até que ela se perde na volta para casa. Estresse, provavelmente, talvez a menopausa, nada que um médico não dê jeito, mas não é o que acontece.

Diagnosticada com um caso raro e precoce de mal de Alzheimer, uma doença degenerativa incurável, Alice, agora, se vê condenada pela doença. Agora, ela terá que abrir mão do controle, aprender a se deixar cuidar e conviver com uma única certeza: a de que não será mais a mesma.

Enquanto o diretor leva as telas a fragilidade do ser humano e a importância da relação familiar nesse momento, vemos mais do que tudo, que o amor e paciência dos que nos amam, é o que nos carrega pela vida, já o  enredo do filme apenas convence e nos carrega por história cruelmente real.

A  progressão da doença junto a carga emocional de todos ao seu redor dói na alma. A percepção e a auto-percepção começam a serem os protagonistas desta história.

Julianne Moore leva o filme inteiro nas costas. De maneira primorosa, ela entra na pele de sua personagem com uma sensibilidade e sutileza sem iguais. É fato que a atriz é alma do filme!

A habitual entrega da atriz a sua personagem é como sempre, total, mas todos sabemos que este Oscar era devido a Julianne desde “Boogie Nights”, “As Horas” ou “Far from Heaven”, apenas para citar alguns de seus mais memoráveis desempenhos.

A química entre a atriz e Alec Baldwin é morna e não convence, já a entrega dos filhos é surpreendente, inclusive a Sra. Crepúsculo, Kristen Stewart.

Um sorriso, a voz, o toque, a calma que a presença de alguém transmite, podem devolver uma lembrança, mesmo que por instantes.  

Baseado na obra de Lisa Genova, “Para sempre Alice” é um bom filme.  Forte e impactante justamente por tocar a alma do espectador. É uma grande  luta para continuarmos a ser nós mesmos.