truque de mestre

X MEN

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terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

Escrito e dirigido por Mauro Lima (Meu nome Não é Johnny), Reis e Ratos é ousado em vários aspectos.

A história se passa na época da Guerra Fria, quando Estados Unidos e União Soviética eram inimigos mortais e a espionagem era muito mais do que ficção no cinema. 


Troy Somerset é um agente infiltrado da CIA nascido nos Estados Unidos, apaixonado pelo Brasil e sem a menor vontade de voltar para sua a terra natal. Sempre ao lado do Major Esdras, militar brasileiro, que participa de movimentos conspiratórios para desestabilizar o país no período que antecede o golpe militar de 1964. Mas as maracutaias costuradas nos bastidores de uma sapataria e auxiliadas por mequetrefes de quinta categoria podem colocar tudo a perder.

Rodado em apenas 17 dias, aproveitando o set do filme O Bem Amado, faz uso do preto e branco em boa parte do filme, com interpretações propositalmente cínicas de alguns personagens, que falam como se estivessem dublando/tirando um sarro de uma produção gringa.

Contaminado por referências e citações (filmes noir, Orson Welles, entre outros), a força da produção, caprichada já nos créditos iniciais, com caracteres russos, está nos muitos diálogos inspirados e cheios de sacadas políticas. Mas o que é bom para uns, pode ser ruim para outros.

O filme, sem dúvida, deve atrair correligionários a presença de famosos, como o galã Rodrigo Santoro, bem desconstruído no asqueroso Rony Rato, e  Cauã Reymond interpretando Hervé, locutor de rádio com poderes mediúnicos. 

Resumindo, é uma sátira política experimental, muito longe da comédia dos moldes tradicionais, e ainda precisa que o expectador tenha uma boa bagagem de informações políticas/históricas, ou seja é para poucos.