truque de mestre

X MEN

X MEN

segunda-feira, 21 de dezembro de 2009

Estrelado pelo vampiro do ano, ops, Robert Pattinson, Uma Vida Sem Regras é uma comédia irônica sobre Art um músico frustrado, deprimido e sem ambição na vida. Art vive em crise com a própria vida impedindo a si mesmo de ser feliz com o pouco que tem. Para piorar as coisas, sua namorada o abandona e ele tem que voltar a morar com seus pais com quem tem uma relação um tanto esquisita.

Em busca de ajuda, para entender sua vida e sua família, Art entra em contato com o autor do livro "Não É Sua Culpa", Dr Levi Ellington, usando todo seu dinheiro, e tornando-o seu instrutor em tempo integral.

A jornada dolorosamente engraçada de Art para definir sua existência traz à tona a relação problemática que ele tem com seus pais e a importância de seus estranhos amigos na sua vida.
São poucos os diretores que conseguem reunir um elenco tão afinado para contar uma história tão simples. O filme conta com elenco estelar: Robin Wright Penn, Alan Arkin, Keanu Reeves, Maria Bello, Monica Bellucci, Julianne Moore, Winona Ryder e a estréia da novata Blake Lively, do seriado Gossip Girl.

Pippa Lee não tem do que reclamar em sua vida. Uma mulher madura, bonita e elegante, que se dedica em tempo integral ao marido, o editor de livros Herb (Alan Arkin, de "Pequena Miss Sunshine"), 30 anos mais velho com quem teve dois filhos já grandes e criados. Diante de um passado turbulento, não poderia esperar que a vida lhe desse um futuro como dona de casa e mãe de dois filhos.

Mas tudo muda em sua vida, quando Herb, seu marido, decide se aposentar e ir para uma cidade mais tranquila. Aos poucos, Pippa percebe que não pode controlar sua vida como antes, e diante dos novos acontecimentos.

Aos poucos o espectador acompanhará a jornada de Pippa em busca do autoconhecimento, da superação, e talvez de uma nova oportunidade de vida. Mesmo não querendo ser mais diplomata, conseguirá, ao seu modo, que as peças se encaixem no enorme quebra-cabeça armado à sua volta.

Dirigido por Rebecca Miller, "A Vida Íntima de Pippa Lee" é inspirado em um livro escrito pela própria cineasta. Filha do grande autor norte-americano Arthur Miller, e esposa do vencedor do Oscar Daniel Day-Lewis, Rebecca também dirigiu os filmes Angela, O Tempo de Cada Um e O Mundo de Jack e Rose, todos com roteiro próprio. O filme conta com Brad Pitt como produtor executivo.

sexta-feira, 4 de dezembro de 2009

Diretor corajoso, sobretudo os atores que deram a cara à tapa e colocaram em risco a possibilidade de virarem galãs globais. Do Começo ao Fim conta a história de amor entre dois irmãos. Apesar do filme não oferecer nenhum conflito, a sensação que fica é que o diretor aposta demais no tema esquecendo uma das peças essenciais de um filme.

O filme é de uma fragilidade dramática que parecia ter sumido do cinema brasileiro. Forte, sensível, delicado! Mas em momento algum do filme, o maior tabu que existe causa espanto, estranhamento ou gera qualquer tipo de reação contrária, se abstendo de falar sobre o preconceito. Do ponto de vista do diretor, que quer que a história de amor entre os irmãos seja vista pelo prisma do sentimento e não pela polêmica.
Mas fica difícil entender o namoro dos dois como mais uma possibilidade de relacionamento e simplesmente ignorar como esse namoro seria olhado, entendido, recebido pela sociedade nos padrões em que ela está formada hoje. Qualquer pessoa com o mínimo de discernimento sabe que uma relação desta natureza enfrentaria percalços bem maiores do que uma viagem para o exterior.

Do começo ao fim é um filme inteligente, apesar da direção não ter um foco completo da sociedade atual , além de que tudo em cena é muito limpinho e a estética gay adotada tá mais para atrair um público específico, que se contenta apenas com beleza.

Do Começo ao Fim é o terceiro longa-metragem de Aluizio Abranches, os primeiros foram: Um Copo de Cólera (1999) e As Três Marias (2002).

O filme foi selecionado para a Première Brasil do Festival do Rio 2009, mas não foi finalizado a tempo. Um vídeo promocional do filme foi colocado no YouTube e foi visto mais de 400 mil vezes, causando polêmica e comentários de todos os tipos, desde indignação até o entusiasmo. Já no Orkut, o filme também repercutiu bastante e foram criadas inúmeras comunidades sobre o filme, com um número de membros incalculável.

terça-feira, 1 de dezembro de 2009

Um blog que virou livro; um livro que virou filme. Estreia esperada nos cinemas brasileiros “Julie & Julia”, longa adaptado e dirigido por Nora Ephron (de ‘Sintonia de amor’ e ‘A feiticeira') é baseado no livro homônimo da americana Julie Powell.

Amy Adams é Julie, uma mulher frustrada e sem motivação na vida que se muda para um apartamento em cima de uma pizzaria, no Queens, em Nova York, mais um motivo pra sua frustação.

Após um encontro com as amigas super ultra mega sucedidas em suas carreiras, Julie decide, então, criar um projeto que ela terminará: um blog sobre suas aventuras como chef baseado no livro “Mastering the Art of French Cooking” de Julia Child.

Cozinheira de mão cheia, amante de uma boa refeição e fã incondicional de Julia Child – apresentadora de TV e autora do célebre livro, ela define então que durante um ano realizará todas as receitas de Julia, e comentará tudo em seu blog.

Paralela à história de Julie, esta a vida de Julia (Meryl Streep), uma americana vivendo na França. Altíssima, elegante, doce, engraçada, ela chega ao país com o marido e não sabe bem o que fazer para ocupar seu tempo. Depois de alguns cursos desanimadores, decide ousar no mundo da culinária, mesmo diante do negativo comportamento da diretora da escola, que não acredita que ela seja capaz de se tornar uma boa cozinheira.

Mas Julia Child é movida pela determinação e acaba não apenas se tornando mestre em fazer pratos excepcionais como decide escrever um livro de receitas francesas para as mulheres americanas – já que ela própria não dominava o francês e não conseguia, portanto, ler nesse idioma.

O filme conduz a história das duas com um enredo doce, muitas vezes cômico, e uma visão extremamente feminina, embora um pouco arrastado e longo demais.

Meryl Streep brilha mais uma vez! Sem exageros à parte interpreta fielmente Julia Child sem caminhar na corda bamba da caricatura. Sem contar que é capaz de emocionar sempre, em todos os seus personagens.

Para os fãs de Meryl, vale a pena ver!


segunda-feira, 30 de novembro de 2009

Dá pra imaginar como se sentem os executivos dos grandes estúdios hollywoodianos quando, depois de torrarem bilhões de dólares anuais com repetitivas variações da mesma fórmula, vêem surgir um filme como a produção sul-africana Distrito 9.
Com um roteiro inteligente e original, verba suficiente para convincentes efeitos especiais e um diretor talentoso com liberdade para fazer o filme da maneira que acha melhor, o resultado não poderia ser outro: Distrito 9 é sensacional, um sopro de criatividade e renovação no combalido filão de filmes de ação.

Quando pensamos que os americanos gastaram 200 milhões de dólares para insistir em mais um Exterminador do Futuro e morreram num prejuízo grande, constatamos como uma boa idéia não tem preço. Bastaram o equivalente a US$ 30 milhões para que Distrito 9 pudesse ser realizado e arrecadasse quatro vezes mais apenas nos Estados Unidos.

Peter Jackson, diretor de O Senhor dos Anéis, acreditou no trabalho do sul-africano Neill Blomkamp e resolveu produzir o filme.

A apresentação daquele panorama é feita no formato de um docudrama, relatando, através de depoimentos para um suposto documentário, a situação dos principais envolvidos no trágico episódio da tentativa de remoção. Uma vez que o espectador já está situado, a ação passa a transcorrer cronologicamente, num ritmo tão intenso e envolvente que não é difícil perceber que estamos diante de um novo talento da direção.

O impacto não seria o mesmo se Blomkamp (que também é co-autor do roteiro) não mostrasse que, além da destreza técnica, também tem algo a dizer. E não se trata de um discurso velho e confortável contra o apartheid. A crítica social levantada pelo filme é atualíssima, corajosa e bastante verossímil.

A concepção dos alienígenas é outro destaque do filme (são chamados pejorativamente de “camarões” pelos opressores) e não parece querer despertar no espectador sentimentos quaisquer, seja de asco, raiva ou compaixão. Eles se comunicam numa língua própria e a identificação emocional se dá apenas pela caracterização psicológica e mais próxima do que conhecemos como humanizada do alien Christopher Johnson e seu filho.

Alguns personagens esbarram na caricatura e certos detalhes são inverossímeis, mas nada que atrapalhe o conjunto final de um dos poucos filmes recentes que nos fazem sair do cinema com a sensação de termos visto surgir um novo talento. Neill Blomkamp: vale a pena guardar esse nome antes que ele seja abduzido como um alienígena pelos magnatas de Hollywood.
Do mesmo diretor de Indepence day e O dia depois de amanhã, 2012, segue a mesma linha do gênero, só que dessa vez dá o gostinho de missão cumprida: o mundo realmente destruído.

O eterno cinema catástofre dessa vez da sensação de estarmos dentro de um video game em seus momentos mais tensos. John Cusack é o protagonista taxado de maluco que virá o herói da história e pega a mocinha de volta.

Mais uma vez os USA saem na frente quando se trata de fazer filmes explosivos e pirotécnicos. Já que os USA gosta tanto de se gabar diante do mundo competindo descaradamente em tecnologias e afins, agora pode se gabar de ser o primeiro a ser destruído, álias a cena mais divertida do filme: ver o país ruir completamente. Páreo duro com a cena de quando a China é consagrada como os verdadeiros heróis do filme. Danny Glover cumpre bem o papel do presidente americano diante de tanto patriotismo, apesar de falta expressão.

É claro que não podemos esquecer que tudo se trata de dinheiro quando se fala em USA, até os momentos finais com direito a discurso de que todos somos iguais. um pouco patético, mas emocionante, até porque sabemos que nunca vai ser assim, mas cabe a nós nutrir esperanças de um mundo melhor (quem sabe um dia, talvez).


Enfim vale a pena ver pelos efeitos especiais. É divertido e vale a pipoca!

segunda-feira, 23 de novembro de 2009

Primeiro filme hollywoodiano do diretor Ang Lee depois de Brokeback Mountain, baseado no livro Taking Woodstock: A True Story of a Riot, A Concert, and A Life, conta como Elliot foi o responsável por levar o festival para a pequena cidade de White Lake, no interior do Estado de Nova York.

Interpretado por Demetri Martin, Elliot presidia a câmara de comércio da cidadezinha, com um festival de música local anual debaixo de sua responsabilidade, quando a vizinha Catskills expulsou Woodstock de lá - afinal, nomes como Joan Baez, Janis Joplin e Jimi Hendrix atrairiam uma população de hippies que os locais temiam. Com algum empurrão, Elliot decidiu então trazer o festival (que leva o nome de outra cidade, Woodstock) para White Lake.

A graça do filme está nessa transformação da paisagem de White Lake. Com um casting desconhecido, os atores parecem ter nascido para aqueles personagens. Não falta humor, nem música no o festival de rock mais famoso de todos os tempos.

O diretor consegue com a inestimável ajuda do diretor de fotografia Eric Gautier, enquadrar as mudanças de forma documental sem perder o foco de Elliot, como quando o personagem vai atravessar uma multidão na rua em plano – seqüência ou quando vai ficar fora de quadro, dividindo a tela, como fez em Hulk.

A reação de Elliot é uma obsessão do filme. A sensação é de como se o arco se encerrasse no momento em que o festival se torna realidade, enquanto no fundo ainda há pontas soltas na historia de Elliot. De qualquer forma, a eleição de um protagonista privilegiado faz muito bem ao filme. Por meio de Elliot, podemos nos identificar através da sua relação com a família, principalmente a típica Idish mom, interpretada brilhantemente por Imelda Staunton.

Na verdade, enquanto Ang Lee reproduz, de forma incrível, o clima de Woodstock, Elliot e suas amarguras vão compondo sua trama, que parece estar à beira do final sempre que ele se resolve de alguma forma. Podemos ver o Festival como pano de fundo enquanto mãe e filho se relacionam. O filho que faz tudo para agradá-la e nutre esperanças e sonhos de uma boa relação familiar, mas que vem abaixo, nos momentos finais do filme, quando realiza dentro de si as mudanças que o festival pôde fazer nele. A relação pai e filho melhora, o que é suficiente para Elliot cair no mundo.