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sábado, 19 de março de 2016

ZOOTOPIA POR ALÊ SHCOLNIK



Zootopia é uma cidade diferente de tudo o que você já viu. Formada por “bairros-habitat”, como a elegante Praça Sahara e a gelada Tundralândia, essa metrópole abriga uma grande diversidade de animais irreverentes sempre prontos para encarar uma nova e divertida aventura. Quando Juddy Hopps chega em Zootopia, ela descobre que ser a primeira coelha da equipe da polícia, formada por animais grandes e fortes, não é nada fácil. Determinada a provar seu valor, ela embarca em uma aventura atrapalhada e bem humorada, ao lado do malandro raposo Nick Wilde para desvendar um grande mistério.

Com uma bela crítica politica - social, "Zootopia: Essa Cidade é o Bicho" tem uma trama que  entretêm tanto o adulto como as crianças. A animação discute segregação, preconceito, feminismo, inclusão, classe e determinação.

O roteiro de Jared Bush e Phil Johnston (“Detona Ralph”) é criativo em seu argumento e em seu discurso. A ironia é um dos pontos fortes do filme que é maravilhosamente usada nos estereótipos dos animais junto às profissões.

A direção conduz bem os momentos de fofura, ação, suspense e drama. "Zootopia: Essa Cidade é o Bicho" é um filme original, divertido e relevante em suas ideias.

Com  ótimas sacadas e referências, é um filme que celebra as diferenças.

Não percam!


quarta-feira, 16 de março de 2016

CEMITÉRIO DO ESPLENDOR POR RÔMULO DE SÁ PEREIRA


Em seu mais novo filme o diretor e roteirista tailandês Apichatpong Weerasethakul continua fundindo fantasia com realidade, transformando o fantástico e o sobrenatural em algo totalmente corriqueiro. 

Os personagens de “Cemitério do Esplendor” lidam com o sobrenatural e o místico de maneira totalmente natural. Uma doença que faz soldados entrarem e saírem aleatoriamente de um estado de coma, espíritos e divindades fazem parte do dia a dia assim como sentar em um parque e fazer uma refeição (e em alguns momentos dividir essa refeição com algum ser inexplicável).

Na trama (se é que dá pra descrever uma), Jen (Jenjira Pongpas) é uma senhora deficiente que é voluntária em um hospital do exército, montado em uma antiga escola.  Ela tem uma perna mais curta que a outra e, por isso, usa um sapato com salto gigantesco, além de muletas.

 Neste hospital, ela e outras enfermeiras tomam contam de soldados com uma estranha condição (a tal que os fazem sair e entrar de um estado de sono profundo). Solitária, ela se aproxima do soldado Itt (Banlop Lomnoi), que também é só, já que não é visitado por sua família. Contam as histórias que a escola foi construída em cima de um antigo palácio real e cemitério de guerreiros, que estariam utilizando os soldados vivos para, no campo dos mortes, lutarem suas batalhas.


“Cemitério do Esplendor,” assim como os outros trabalhos de Weerasethakul, é totalmente divisivo. Uns irão se maravilhar com o jeito que o diretor sutilmente usa uma história totalmente “sem pé nem cabeça” para para apresentar sua solitária protagonista. Outros irão sair do cinema, reclamando que o que estão assistindo não faz sentido algum.   


RESSURREIÇÃO POR ALÊ SHCOLNIK


O longa conta o drama bíblico sobre a Ressurreição, através dos olhos do incrédulo Clavius (Joseph Fiennes), um poderoso militar romano, e seu assistente Lucius (Tom Felton) recebem a missão de desvendar o mistério sobre o que aconteceu com Jesus (que no filme é chamado pelo nome hebreu Yeshua) nas semanas após a crucificação, com o objetivo de desmentir os rumores sobre o ressurgimento do Messias e impedir uma rebelião em Jerusalém.

Dirigido por Kevin Reynolds (O conde do Monte Cristo, Robin Hood: O príncipe dos ladrões), o filme  conta um roteiro imparcial capaz de prender o espectador. É importante falar sobre a temática que aborda fanatismo e fé de forma bonita e interessante, sem catequizar o espectador.

A Fotografia e a Direção de Arte são primorosas, já a trilha sonora peca na falta de grandiosidade, ainda mais se tratando de um filme épico.

“Ressurreição” reúne no elenco Joseph Fiennes (Shakespeare Apaixonado), Tom Felton (Harry Potter), Peter Firth (Caçada ao Outubro Vermelho e MI-5) e Cliff Curtis (Fear the Walking Dead).

MUNDO CÃO POR ALÊ SHCOLNIK



“Mundo Cão” conta a história de Santana que trabalha recolhendo cachorros abandonados para o Controle às Zoonoses.  Ao resgatar um rottweiler abandonado acaba entrando em um jogo de gato e rato com o dono do bicho.

O filme se passa em 2007, antes de ser sancionada a lei que proíbe o sacrifício de animais abandonados, na Zoonoses após três dias de “hospedagem”.

Com boas doses de violência psicológica, o filme resgata o lado mais primitivo do ser humano.
Com uma proposta interessante, “Mundo Cão” tem ótimas atuações e um roteiro que foge da temática que é abordada inicialmente. Ainda assim, o diretor Marcos Jorge (Estômago) consegue nos envolver  com sua trama.  

A violência exibida em 'Mundo Cão' é a mesma existente no nosso dia a dia, é como um vírus que contamina e transforma todos das formas mais inimagináveis possíveis, do mais ingênuo ao mais experiente.
Cada relação mostrada e personagem presente tem um tratamento diversificado, transportando para a tela o sentimento de impunidade e impotência. 

Se não podemos mudar e ter o controle do mundo, porque não abraçá-lo com toda sua loucura e raiva e darmos a ele nossa cara o máximo possível? 


quarta-feira, 9 de março de 2016

TUDO VAI FICAR BEM - CRÍTICA EM BREVE


Em uma manhã chuvosa de inverno, um escritor chamado Tomas está dirigindo seu carro numa estrada no interior com pouca visibilidade. De repente, ele atropela por acidente uma criança que descia de trenó uma colina. Quem seria o culpado do fatal acidente? O motorista que está dirigindo tranquilamente? O jovem Christopher, que devia ter cuidado melhor de seu irmão menor? Ou a mãe deles, Kate, que podia ter chamado as crianças para entrar em casa mais cedo? Tomas entra em depressão e toda a sua vida acaba perdendo o sentindo após o terrível acidente. Ele termina seu relacionamento com sua namorada Sara por causa da pressão e decide apenas continuar escrevendo baseando-se em experiências que incluem o luto dos outros. Ele tenta achar novamente sentido em sua nova vida, enquanto forma sua própria família com Ann e sua filha Mina e continua acompanhando Kate e Christopher, até que, com 17 anos de idade, o jovem decide confrontar o estranho que só viu uma vez naquela noite fatídica. "Tudo vai ficar bem" fala sobre culpa e a busca pelo perdão, mostrando que não é o tempo sozinho que cura as feridas, mas a coragem de enfrentar a realidade e perdoar, especialmente a si mesmo.



A SÉRIE DIVERGENTE: CONVERGENTE POR ALÊ SHCOLNIK



A sociedade baseada em facções, na qual Tris Pior acreditou um dia, desmoronou pela violência e por disputas de poder. Agora, Tris terá de lidar com novos desafios e se vê mais uma vez forçada a fazer escolhas que exigem coragem, fidelidade, sacrifício e amor.

O filme aborda a questão do poder e da padronização do ser humano, superficialmente, o terceiro filme da franquia Divergente é mais um jogo de poder, como tem acontecido em outros filmes do gênero, “Jogos Vorazes” é um deles. A questão politica é boa, porém mal desenvolvida, é tudo muito superficial.

 O saga para atravessar o muro acontece, como esperado, mas o encontro com o que vêm depois é um labirinto com pouca ação e mais romance.

Miles Teller é quem dá um toque cômico a série e ao filme. Cabe a ele, as boas tiradas, além das caras e bocas do personagem.

Naomi Watts, Octavia Spencer e Jeff Daniels dão dá credibilidade a franquia, encabeçando o time pela luta do poder.  

A direção de Robert Schwentke é fraca, assim como o roteiro que também é previsível. A Fotografia e os Efeitos Visuais se destacam pela beleza e destreza.  

A série Divergente: Convergente é o tipico filme blockbuster, como esperado pelo público. É filme para comer pipoca! Não esqueça seu combo!


LITTLE BOY - ALÉM DO IMPOSSÍVEL POR ALÊ SHCOLNIK


Dirigido pelo diretor mexicano Alejandro Monteverde, “Little boy: Além do impossível” é um filme bonito que trata de temas universais como amor, família e fé.

Drama leve que se passa nos anos 40 em uma pequena cidade dos Estados Unidos onde vive o pequeno Little Boy de 8 anos, alvo de bullying devido a sua baixa estatura. Seu pai é seu melhor e único amigo.  Sua vida é marcada quando sele vai para a Guerra. Com os passar dos tempos o pequeno conhece um japonês com quem aprenderá muito sobre a vida.

São  106 minutos com um roteiro simples, amarradinho e bonito utilizando de fatos históricos (2° Guerra Mundial e Pearl Harbor)  e fés religiosas, sem pregação. “Little boy: Além do impossível”  é,  acima de tudo,  um filme sobre ensinamentos, acima de tudo.

 

Bem caracterizado com uma bela Direção de Arte, o filme é gracioso talvez pelo fato de utilizar de muitos elementos que a Disney usa como a fotografia ensolarada  e os posicionamentos de câmera.

 

Cheio de lições de fé, Little boy: Além do impossível” emociona o espectador. 


O filme conta com boas atuações de todo o elenco. Destaque para o pequeno Jakob Salvati que tem grande carisma e muito talento.