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sábado, 5 de abril de 2014

HOJE EU QUERO VOLTAR SOZINHO POR ALÊ SHCOLNIK

Longa baseado no curta “Hoje eu não quero voltar sozinho” de Daniel Ribeiro,  conta a história de Leonardo, um adolescente cego que está em busca de seu lugar no mundo.

Premiado no Festival de Berlim, o filme nos leva a um drama suave e delicado sobre Leonardo, um adolescente cego, querendo ser apenas um adolescente normal, mas a convivência familiar não permite isso. Sua mãe é super protetora e zelosa demais, além da preocupação diária de ser mãe. Já a relação pai e filho é bonita e bem mais leve.

O primeiro amor, o primeiro beijo, bullying, todas as questões normais da adolescência são retratados com louvor.

O diretor conta que no curta a relação de amizade entre Leo e Giovana parece superficial, mas o longa consegue aprofundar  a personagem de Tess Amorim, assim permitindo que a relação entre eles seja mais bonita e relevante.

O grande mérito do filme esteja na forma como ele foi conduzido, com um ritmo que flui tão bem quanto o curta, mesmo ao aprofundar mais a história.

Sobre a relação do público com o filme ( desde o curta), o elenco e o diretor contaram que é passional. No México os atores tiveram que se esconder diante do assédio.

A atuação de Guilherme Lobo é soberba e encantadora! “Foi uma atuação completamente intuitiva”, contou o diretor. Alias, Guilherme contou que aprendeu em apenas um dia como ler Braile para o curta, já quando ele voltou a interpretar o personagem para o longa, a prática da linguagem veio com mais facilidade.

Sobre a trilha sonora, o diretor contou que o montador foi fundamental para a construção dela.

Fofo, genuíno e sútil, “hoje eu quero ficar sozinho” está longe de ser um filme de estereótipos e muito menos marginalizado. O diretor afirmou que o objetivo  do filme é gerar um debate sobre a sexualidade já que a temática gay vem se valorizando com o tempo.