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quinta-feira, 1 de maio de 2014

HOMEM ARANHA 2 POR ANDREA CURSINO

O segundo filme da nova saga do Homem Aranha tem uma qualidade técnica competente, um bom elenco e os 20 primeiros minutos são os melhores de todo filme, muito fiel aos quadrinhos e a série animada. O problema é um roteiro que se perde ao longo da jornada do herói, isso sem falar na péssima opção de colocar três super vilões no mesmo filme, Aleksei Sitservick, Duende Verde e Electro. Peter Parker, o Homem Aranha ainda está pronto para enfrentar três super vilões ao mesmo tempo.

A maior fraqueza do roteiro é a construção dos vilões. A começar por pai e filho, Norman e Harry Osburn que tiveram suas histórias e personalidades modificadas, além da escolha equivocada dos dois atores, Chris Cooper e Dane Dehaan. Nada contra o talento dos dois atores, mas nenhum dos dois atores está bem nos personagens modificados em sua estrutura no roteiro.

Que Chris Cooper é um ator talentoso, ninguém discute, mas foi um desperdício de talento. Ele fica pouco tempo na tela e encena um Norman Osburn que não existia antes e não convence ninguém, nem aos fãs e nem quem está sendo apresentado ao vilão.

A coisa piora com a escolha de Dane Dehaan como Harry Osburn. Além do roteirista Alex kurtzman ter construído a pior versão de Harry Osburn já feita para o cinema, o ator não convence como o personagem. A relação entre Peter e Harry como melhores amigos, é distante, fria e artificial. A motivação de Harry para se tornar o Duende Verde é sofrível e irreal. Não aborda o universo tão rico criado por Stan Lee e Steve Ditko.

Apesar de Jamie Foxx estar bem como Electro, o personagem não teve a mesma força dos quadrinhos, assim como mais um desperdício com Paul Giammati que Aleksei Sytsevich.

Para quem não levar essas questões em conta, pode se divertir com mais uma aventura do herói que ainda tem mais outros filmes da franquia por vir.

Por: Andrea Cursino