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quarta-feira, 23 de dezembro de 2015

STAR WARS - O DESPERTAR DA FORÇA POR BRUNO DE SOUZA



Décadas após a queda de Darth Vader e do Império, surge uma nova ameaça: a Primeira Ordem, uma organização sombria que busca minar o poder da República e que tem Kylo Ren (Adam Driver), o General Hux (Domhnall Gleeson) e o Líder Supremo Snoke (Andy Serkis) como principais expoentes. Eles conseguem capturar Poe Dameron (Oscar Isaac), um dos principais pilotos da Resistência, que antes de ser preso envia através do pequeno robô BB-8 o mapa de onde vive o mitológico Luke Skywalker (Mark Hamill). Ao fugir pelo deserto, BB-8 encontra a jovem Rey (Daisy Ridley), que vive sozinha catando destroços de naves antigas. Paralelamente, Poe recebe a ajuda de Finn (John Boyega), um stormtrooper que decide abandonar o posto repentinamente. Juntos, eles escapam do domínio da Primeira Ordem.

Não existe franquia ou saga que leva multidões `as salas de cinema, que fatura tão alto com produtos licenciados, que dura quase 40 anos e que principalmente traz tanta paixão e afetuosidade de seus fãs fieis ou até mesmo os cativados ao longo do caminho como Star Wars.

O sentimento  em torno da série, e principalmente da trilogia clássica é algo mítico e perdura gerações. Star Wars não é apenas sobre naves e brigas de sabre, a saga espacial não deixa de ter seus traços novelescos aonde em uma galáxia distante repletas de raças distintas tudo se resume `a uma arvore genealógica e a eterna luta do bem e o mal dentro dela. Além disso, o universo criado por George Lucas é tão grande e fabuloso capaz de ser temas de livros, quadrinhos, jogos e histórias infinitas em tempos diferentes e sem precisar usar a família Skywalker como arco principal. Tal fenômeno não existe nem na literatura ou na cultura geek, nem mesmo Marvel ou DC, que possui personagens em habitats distintos que por acaso em momentos se encontram, mas que precisa do carisma de seus personagens para que ocorra. Não por menos já foram anunciados diversos filmes de Star Wars, Spin Offs com histórias paralelas.

Mesmo com o fã de Star Wars sendo alimentado `a todo tempo com produtos diversos, além de boas séries animadas, ele precisava e merecia se sentir novamente como na franquia que se iniciou em 77. O clamor para saber o que acontecerá com os personagens era geral.

George Lucas no entanto preferiu contar a história do jovem Anakin antes de se tornar o vilão mais famoso e emblemático, Darth Vader.

Diferente da maioria dos fãs eu não considero a saga que engloba o episódio I,II e III um fracasso total. Ela tem sim suas qualidades e boas intenções, mas a trama mais séria com desenvolvimentos políticos enfadonhos (não se pode esquecer que antes de tudo, Star Wars é uma franquia infanto juvenil) e o péssimo uso de efeitos visuais e CGI exagerados e extremamente lavados sem proposito algum desfavorecem `a saga e não contribuem verdadeiramente para a mitologia dos Skywalkers.

Chegamos então ao presente e com a escolha mais acertada após a venda da Lucas Filmes para a Disney, continuar a saga após “O Retorno de Jedi” se passando mais de 30 anos após o filme e contando com os personagens que tanto amamos. Na verdade todas escolhas foram as mais acertadas possíveis., desde  J.J Abrams na direção, assim como o retorno do roteirista Lawrence Kasdan, do elenco e de trazer cenários reais e explorando o CGI apenas no necessário.

“Star Wars: O Despertar da Força” não é só o filme que o fã da série precisa, é o filme que o mundo precisa. Aonde não só  estabelece uma nova trilogia fiel e entretenimento de primeira, como também dá poderes as mulheres com uma protagonista de força e talvez a mais importante até o momento na história do cinema. É um tremendo passo a frente.

O filme tem sim vários elementos da saga clássica, assim como a estrutura de “Uma nova esperança” conhecida como a jornada do herói. Mas o filme não é um remake. Brilhantemente ele traça um paralelo para que possa então se distanciar e contar suas próprias histórias.

Vamos sim acompanhar os personagens clássicos, mas não com tanto protagonismo, afinal esses são outros tempos na galáxias e precisamos de outras esperanças e pra isso se é necessário viradas e até algumas tragédias para que a trama possa ser crescer e que o episódio VII seja mais urgente, o que infelizmente falta nesse filme. A primeira ordem que é a ameaça, e até mesmo o novo vilão Kylo Ren não tem sua presença tão forte ao longo da projeção, isso não quer dizer que Kylo não tenha sua importância, mas ele não tem a mesma “força” que Vader, ou até mesmo o carisma. Mas algo que pode ser futuramente e brilhantemente trabalhado é o desenvolvimento dele, já que aqui ainda aparece como um vilão em tratamento.

A comparação da protagonista Rey e o do vilão Kyle, ambos em desenvolvimento e crescimento é uma ótima jogada que pode render bons frutos.

É revigorante ver que a franquia encontrou novo folego e se sentir como no primeiro filme de 77. Com novos personagens fantásticos, um visual belíssimo e um história que se for bem trabalhada daqui pra frente pode até superar a trilogia clássica.


Claro que o filme não é perfeito, tem seus furos, a necessidade de correr em momentos importantes que precisavam ser explicáveis. Na verdade o maior problema desse novo filme é a falta de explicação. Alguns são propositais para gancho da nova trilogia e já outros são descasos mesmos, mas nada como retornar para essa galáxia tão distante.