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sexta-feira, 1 de maio de 2015

CAKE - UMA RAZÃO PARA VIVER POR ALÊ SHCOLNIK

As marcas corporais podem ser maiores que as emocionais? Alguma cicatrizes podem realmente podem ser  eternas?
Em “Cake – Uam razão para viver”, vemos Claire uma mulher traumatizada e depressiva, que não consegue tirar da cabeça o suicídio de uma colega do grupo de apoio.
Claire não precisa esconder suas cicatrizes, mesmo que quisesse, nem conseguiria, elas vão permeando pelo seu corpo. É uma tortura que terá que levar para o resto da vida, que reflete  em todos a sua volta. A dor que sente é externada de forma brutal com as pessoas que convivem. Assim somos agraciados com a brilhante atuação de Jennifer Aniston!

O filme se sustenta completamente no personagem dela, mas nada a sua volta. O filme é apenas a dor física (e emocional dela) o tempo todo. O roteiro não se desenvolve, é fraco, além  dos outros personagens serem mal desenvolvidos também. Infelizmente, "CAKE" não é substancial cinematograficamente, mesmo assim Jennifer Aniston rouba a cena com louvor!
Desprovida de qualquer artifício além de suas cicatrizes, a atriz se despe de todos os personagens cômicos e românticos que viveu, numa atuação digna das grandes premiações, (alias, uma pena que ela foi esquecida no Oscar deste ano).

Ao mesmo tempo que é possível visualizar sentimentos completamente opostos como fragilidade e carência e que a fazem duelar consigo constantemente, a frustração, a raiva aparente também estão lá, o tempo todo, tornando o duelo ainda maior.

A maneira que aquela mulher se transforma ao longa da vida é uma surpreendente reviravolta que ninguém merece sofrer.

Bom filme!