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sábado, 2 de maio de 2015

ENTRE ABELHAS POR ALÊ SHCOLNIK


Coisas estranhas começam a acontecer na vida de Bruno, um jovem de quase 30 anos que acaba de se separar da mulher. Bruno tropeça no ar, esbarra no que não vê – até perceber que as pessoas ao seu redor estão desaparecendo só para ele. Os dias correm e a situação só piora. Com a ajuda da mãe e do melhor amigo, Bruno tentará se adaptar a esse novo mundo com cada vez menos gente.

Estreante em longas-metragens, o diretor Ian SBF mostra bastante segurança e toma decisões acertadas para dar um clima de mistério para a trama de “Entre Abelhas”. O texto, escrito pelo protagonista apresenta algumas irregularidades, como situações que terminam com resoluções ruins ou sem explicação mesmo, um exemplo disso é quando acontece um atropelamento na história e o espectador fica sem saber exatamente o destino da pessoa acidentada.

O filme apresenta uma história dramática e madura, algo que não estamos acostumados a ver na pele de Fabio Porchat.  Longe de ser uma comédia com risos largados, em meio a uma trama que joga pistas, mas nunca chega a algo mais conclusivo, o humor  até faz parte do texto, mas bem diferente do que se vê em Porta dos Fundos”. 

Irene Ravache, como de costume, tem uma ótima atuação e faz uma boa parceria com Porchat. Fábio procura aproveitar a chance para se mostrar mais do que um simples comediante com seu papel e consegue revelar uma nova faceta, já Marcos Veras não faz nada diferente do que já apresentou anteriormente, embora até consiga divertir em alguns momentos.

O filme tem boas sequências dos momentos em que o protagonista se encontra sozinho em várias partes da cidade, evidenciando o seu isolamento social,  o que nos lembra um pouco o filme “Vanilla Sky” estrelado por Tom Cruise.

A boa montagem encontra soluções eficazes, especialmente nas passagens de tempo da história.O resultado final está acima da média das produções voltadas para as grandes massas do nosso país com uma trama que intriga, mas também diverte.

Agora, a pergunta que não quer calar: Até que ponto a gente sabe que existe?