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quarta-feira, 20 de maio de 2015

O VENDEDOR DE PASSADOS POR ALÊ SHCOLNIK



Baseado na obra do escritor angolano, “O Vendedor de passados” inspira o filme homônimo, com direção de Lula Buarque de Holanda, e protagonizado por  Lázaro Ramos (premiado no 19° CinePE) e Alinne Moraes.

A adaptação conta a história de Vicente, que ganha a vida de um jeito inusitado: vende passados para clientes que desejam modificar sua história. Até que surge uma linda e misteriosa mulher, com um pedido muito especial: sem dar a Vicente nenhuma informação de sua história, ela encomenda um novo passado, partindo do zero. Sua única exigência é ter cometido um crime.

Com uma breve lembrança de “Brilho eterno de uma mente sem lembranças”,  “O Vendedor de Passados” tem uma proposta interessante, mas que poderia ser melhor finalizada. A produção perde o rumo próximo ao fim, sensação que fica perceptível pelo corte brusco da narrativa. 

O filme transita por diversos gêneros, talvez seja esse o grande pecado dele, mesmo tendo traços de comédia e romance, o que dá até uma certa leveza, ele deixa a sensação de que falta algo no ar.

Com boas atuações (a carga dramática dos personagens é boa), uma Direção de Arte que chama atenção pelos objetos colecionáveis, (é um momento delicioso de se ver!!!), a produção é rica em detalhes, sem dúvida alguma, um belíssimo trabalho de objetos cênicos envolventes que de fato ajudam o espectador a “entrar” no filme, já a trilha sonora é completamente desconexa com o filme.

Sem dúvida alguma, é um filme sobre fragmentos, uma reflexão sobre a construção da memória e seus equívocos.