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quarta-feira, 19 de agosto de 2015

O ÚLTIMO CINE-DRIVE IN POR ALÊ SHCOLNIK




O último Cine Drive-in de Brasilia está com seus dias contatos, e junto  com ele guarda a história de uma família separada com o tempo.

Marlombrando é um jovem operário que precisa levar sua mãe, Fátima, para fazer um exame na Capital, sem ter a quem recorrer, ele precisará reencontrar seu pai, Almeida, ausente há muitos anos.

 Dono do Cine Drive-in de Brasília, onde Marlombrando cresceu, Almeida insiste em manter o lugar vivo, mesmo sabendo que o cinema que já não atrai mais espectadores como na década de 1970.

“O ÚLTIMO CINE DRIVE IN” é um drama bem humorado sobre encontros e perdas familiares, que tem como principal cenário o último cinema drive-in em funcionamento do Brasil.

O filme é cheio de referências cinematográficas, ao começar pelo nome do personagem central, Marlon Brando, passando pela Direção de  Arte,  onde você encontrará pôsteres de filmes como "O Poderoso Chefão", "Vivendo a Vida Adoidado", "Taxi Driver", entre outros, além disso, ocorre algumas similaridades com a história de "Cine Paradiso".

 Cine Drive-in de Brasília realmente existiu! Ele foi construído em 1973 pelo filho do ex-presidente João Figueiredo. Depois de inaugurado, procurou-se alguém para gerenciá-lo, foi então que o pai de Marta Fagundes, atual proprietária, decidiu trabalhar no local. Marta ajudou seu pai desde o princípio. Na década de 80, houve uma brusca queda de público e as dívidas se acumularam tanto, que Marta e seu pai tiveram que fechar as portas em 1988. Mas, Marta juntou suas economias, entrou numa licitação para assumir o negócio e venceu. O movimento caiu consideravelmente, mas ao contrário dos outros 33 drive-ins do Brasil, o brasiliense resistiu à era do 3D e das salas multiplex.

“O ÚLTIMO CINE DRIVE IN”  é cinema na sua mais pura essência, um cinema bonito, sem apelação em que todos estão muito bem e que faz com que você se sinta "parte da família". Realmente encantador!

O filme foi premiado em quarto categorias  no 43º FESTIVAL DE CINEMA DE GRAMADO: Prêmio da Crítica de Melhor Longa Metragem Nacional, Melhor Ator para Breno Nina, Melhor atriz Coadjuvante para Fernanda Rocha e Melhor Direção de Arte para Maíra Carvalho.