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quarta-feira, 5 de agosto de 2015

QUE MAL EU FIZ A DEUS? POR ALÊ SHCOLNIK

O casal Verneuils tem quatro filhas. Católicos, conservadores e um preconceituosos, eles não ficaram muito felizes quando as três de suas filhas se casaram com homens de diferentes nacionalidades e religiões, um chinês, um árabe, um judeu. Quando a quarta filha anuncia o seu casamento com um católico, o casal fica nas nuvens, mas logo irão descobrir que nem tudo é do jeito que eles querem.

“Que mal eu fiz a Deus?” aborda o preconceito tão presente na sociedade francesa,  embora seja uma comédia, algumas piadas fazem a gente se sentir mal, por conta do racismo existente nelas, e esse é o grande valor do filme. Ele ironiza o famoso clichê "não sou preconceituoso, mas..." e nos faz vermos como a sociedade, nos seus atos cotidianos, é impregnada de racismo. Além disso, o filme mostra como aqueles que já sofreram preconceito também podem praticá-lo. É uma boa reflexão!

Em um país, que apesar de ter tanto estrangeiros, há muita discriminação.  O filme usa do humor negro durante toda a projeção, em cima desta questão bastante delicada, que é o racismo e o preconceito em geral. 

A simplicidade do roteiro e da entrega das atuações são algo que fazem produções francesas se destacarem, e nesta aqui anda mais. Trata de um assunto sério e que poderia ser pesado: a intolerância de todas suas formas, de um modo leve e sincero.

No minimo, uma produção espirituosa!