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quarta-feira, 10 de fevereiro de 2016

BROOKLYN POR ALÊ SHCOLNIK

Baseado no livro de Colm Toibin, o filme nos transporta para 1952 na Irlanda, lugar que não oferece futuro para jovens como Eilis Lacey.  Sem encontrar emprego, ela vive na pequena cidade de Enniscorthy com a mãe viúva e a irmã Rose que consegue uma oferta de trabalho e moradia para ela  no bairro do Brooklyn, em Nova York através do padre Flood.

A ideia de sair do ninho familiar a deixa apavorada, mas não a impede de ir. Caminho feito, chegada concluída, tudo acontece no tempo certo na vida de Eillis.

“Brooklyn” não nos apresenta grandes movimentações e conflitos, é um filme com uma delicada  trama de sentimentos ocultos, de aceitação do destino e de sonhos abandonados.

A falta de conflito num cenário onde o drama deveria predominar ganha contornos de leveza nas mãos de Hornby. O resultado é bonito e leve, porém bobo.

Nem no período de adaptação da personagem que se encontra triste e solitária neste novo mundo, o filme consegue incorporar um bom drama. O roteiro e a direção são inocentes, com uma narrativa clássica e personagens mal desenvolvidos. Tudo é muito delicado, sutil,  diria até que condizente com o pensamento da a época.

A direção de arte e o figurino da época encantam o espectador junto com a bela fotografia.

O filme foi indicado ao Oscar deste ano nas categorias: Melhor filme, melhor roteiro adaptado e melhor atriz.

Bom filme!