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quarta-feira, 4 de maio de 2016

MARTYRS POR ALÊ SHCOLNIK


Baseado no filme cult de Pascal Laugier, o assustador MARTYRS foi realizado pelos mesmos produtores de Atividade Paranormal, Sobrenatural, Annabelle  e Invocação do Mal.  O filme é uma história de horror, amizade, vingança e reconciliação. A refilmagem norte-americana do franco-canadense de mesmo nome foi concretizada através da parceria entre o roteirista Mark L. Smith, as produtoras Blumhouse Tilt, The Safran Company e Wild Bunch – e, por fim, mas não menos importante, os diretores Kevin e Michael Goetz.

O filme não é uma refilmagem quadro a quadro do original Martyrs, com a tinta do original ainda úmida, e sendo um filme tão autoral, não havia sentido em refazê-lo. Os cineastas preferem dizer que MARTYRS foi ‘inspirado’ na obra franco-canadense. Os diretores Kevin e Michael Goetz comentam algumas de suas ideias iniciais sobre o roteiro e o projeto em geral, “o que nos atraiu no roteiro de MARTYRS foi o relacionamento entre Anna e Lucie – e isso se tornou nosso ponto de partida neste projeto – muito mais do que as intermináveis cenas de tortura, pensamos que poderíamos expor esse mundo infernal, mas sob a perspectiva dessas duas amigas que estão lá uma pela outra”, e acrescentam, “depois de algumas conversas com o roteirista Mark. L. Smith, encontramos o produtor Peter Safran e levantamos algumas ideias. Peter Safran concordou com nossa concepção”.

Lucie, uma garotinha de 10 anos de idade, escapa do armazém isolado onde foi mantida prisioneira. Já no orfanato que a acolheu, mas profundamente traumatizada, é atormentada por sonhos terríveis. Seu único conforto vem de Anna, uma menina da mesma idade. Quase uma década mais tarde e ainda assombrada por demônios, Lucie finalmente rastreia a família que a torturou. Ao se aproximarem da angustiante verdade, Lucie e Anna acabam presas num pesadelo – se não conseguirem escapar, um destino terrível as aguarda... 

As histórias mais assustadoras são aquelas que representam o mal verdadeiro encontrado aqui na Terra, enraizado dentro da humanidade. Este é um dos elementos que amamos no original. Adoramos mexer com o conjunto de monstros e fantasmas que há nas mentes e avançar com uma narrativa distinta e sem remorso que abre novos caminhos.

Além de explorar a força que um homem exerce sobre o outro – sequestro, tortura, dor, domínio – MARTYRS também apresenta uma questão existencial: é possível para àqueles que chegam tão perto da morte na Terra realmente ver o outro lado antes de perecer, e trazer essa informação de volta ao mundo dos vivos? Imagine a possibilidade. Imagine o tamanho dessa resposta e você percebe que cultos que procuram por respostas assim poderiam existir e, muito provavelmente, existem. Este é o pior tipo de mal. É o poder supremo aplicado através de delírios de grandeza. Buscar as respostas de um poder superior. Questionar a religião. Sacrificar pelo conhecimento.

Então há Lucie e Anna. Duas garotinhas esquecidas por todos e agredidas pelo mundo que as cerca. Tudo que elas têm são uma à outra. Até onde essa ligação da infância poderia levá-las? Seriam capazes não só de suportar um mal tão palpável e real, mas, em última análise, prevalecer sobre ele? Nós acreditamos que sim. (Michael & Kevin Goetz).