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quarta-feira, 4 de maio de 2016

DE AMOR E TREVAS POR ANDREA CURSINO


Durante a guerra em Jerusalém, um garoto cresce em um apartamento lotado de livros dos mais diferentes idiomas. Aos doze anos de idade sua mãe comete suicídio, mudando para sempre a vida da família. Após a tragédia, ele entra para um kibbutz, muda seu nome e começa a trabalhar como escritor, participando ativamente da vida política do país.

Esse literalmente é o filme de Natalie Portman. Ela dirige, roteiriza, produz e atua. É o primeiro de sua carreira com essa multiplicidade de funções. Normalmente quando alguém assume tantas funções é que seu grau de envolvimento com o filme é maior do que se pensa. Portman seguiu a expressão popular de “sair fora caixa” e criou algo diferente do esperado. Para alguém que pertence a indústria de cinema mais poderosa do mundo, Hollywood, era de se esperar que usasse toda sua influência para começar a dirigir um longa e naturalmente falado em inglês e ela fez ao contrário, quis que o filme falasse com seu público dentro do universo que a cativou. Se Amos estava em Israel e todos falavam hebraico, não tinha porque ser falado em inglês. Pontos para a coerência que merece aplausos animados! E foi essa preocupação com os detalhes que aproxima o público da história e como Amos,  já idoso, é o narrador da história, parece que estamos ouvindo alguém próximo contar sua história.

Quanto a qualidade técnica é diferente e tem uma fotografia mais opaca que reflete a situação da época. A montagem é bem feita, mas o ritmo é lento. A direção de arte caprichada e a trilha sonora fecham o filme com uma boa qualidade no resultado final.

Não podemos deixar de destacar que o elenco é ótimo em especial Natalie Portman com sua conturbada Fania e seu filho Amos vivido pelo jovem Amir Tessler.

Um filme que fala sobre a vida de uma família em um período tão complicado da história da humanidade em que podemos refletir sobre o assunto já que o mundo volta e meia entra em fases críticas. Além disso podemos apreciar ótimas interpretações.