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quarta-feira, 2 de março de 2016

MEU AMIGO HINDU POR ALÊ SHCOLNIK


“O que você vai assistir é uma história que aconteceu comigo e a conto da melhor forma que eu sei.” Assim o diretor Hector Babenco abre o filme que retrata sua biografia.

Inspirado em eventos de sua vida, “Meu amigo Hindu” nos apresenta um pouco da sua vida particular entre família e amigos, mas esse não é o foco do filme,  é o diagnóstico de um grave câncer que leva o diretor a ser submetido a um transplante de medula óssea.

Ali, no meio da sua recuperação, entre a vida e morte, surge o desejo de fazer mais um filme, assim a luta pela vida parece maior. Ainda no hospital, ele conhece um menino hindu de apenas oito anos, que também está internado. Logo Diego passa a vivenciar com ele aventuras fantasiosas, inspiradas no cinema, que ajudam a suportar a dura realidade que os cerca.
Infelizmente, Babenco derrapa neste misto de fantasia e biografia. As atuações não agradam nenhum um pouco, inclusive pela escolha da língua em que foi filmado.

Quem se salva o filme  é  o protagonista Willem Dafoe, que literalmente carregaa obra, além dele Selton Mello é quem está mais a vontade em cena e nos presenteia com a ótima atuação inspirada no filme “O Sétimo Selo”. 

Os bons momentos são aqueles que justamente trazem Selton Mello como um mensageiro da morte e a bela sequência final, com Bárbara Paz dançando “Singing In The Rain” em uma noite tempestuosa. No entanto, o sentimento de desejo pela vida está à espreita somente nesses poucos instantes e, por incrível que pareça, o “amigo hindu”  que nome ao filme, é justamente o que há de mais avulso em um filme que pretende rever essa relação inusitada entre um adulto e uma criança, vivenciada pelo próprio Babenco em suas sessões de quimioterapia.